Início » Análise: como o Atlético sofreu 15 gols em 12 jogos neste início de 2026?


O Atlético tem deixado a desejar no aspecto defensivo neste começo de temporada. Com falhas em praticamente todos os jogos disputados até então, o Galo sofreu 15 gols em 12 partidas, em período que englobou vários compromissos contra equipes de nível técnico significativamente inferior – o que acende ainda mais um alerta para a sequência da temporada. Mas quais foram os erros mais comuns do time alvinegro neste sentido? O No Ataque responde a seguir.
Em 2026, até aqui, o Atlético só não sofreu gol no empate com o Tombense (0 a 0), em 18 de janeiro, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Todos os outros 11 adversários conseguiram vazar as redes alvinegras neste começo de temporada.
Na avaliação da reportagem, diversos destes lances contaram com falhas individuais – seja de posicionamento ou por falta de agressividade – e baixa proteção à entrada da área. O cenário, de toda maneira, alimenta um debate já frequente entre torcedores nas redes sociais: para muitos, o Galo tem na zaga e na função de primeiro volante as maiores carências de elenco.
Um lance fortuito, que também teve forte influência do azar. Depois de perder a posse pelo lado esquerdo, o Atlético tentou cortar passe do Betim para transição rápida com Reinier no meio de campo, sem sucesso.
A bola sobrou para Jardel, que estava entre os zagueiros Junior Alonso e Vitão. O jovem se precipitou ao tentar impedir a chegada da bola com carrinho ao invés de acompanhar o marcador – atitude que permitiu com que o adversário saísse livre na cara do gol e encobrisse Everson com categoria.
Com cobrança de falta e troca de passes rápidos, o North deslocou o balanço defensivo do Atlético para a esquerda. O time alvinegro até se encontrava com a linha de defesa postada e igualdade numérica em relação ao adversário, mas foi obrigado a correr para trás diante do avanço rival em velocidade.
Na linha de fundo, o lateral-esquerdo Kauã Pascini deu espaço para que Gustavo Ermel cortasse para dentro e chutasse. O jogador do North acertou chute de rara felicidade, em lance que também contou com dose de má sorte para o Galo.
Em lance de escanteio, os zagueiros do Atlético marcaram por zona, sem referências individuais. Diante de uma falha sistêmica de posicionamento, o time alvinegro concedeu espaço na segunda trave para que Paulo Victor finalizasse livre de marcação.
Everson fez boa defesa na primeira tentativa do América, mas viu a bola sobrar no pé de Gabriel Barros. Em nova ocasião com algum elemento de má sorte, o Galo teve as redes vazadas no clássico.
Em momento de organização defensiva com os homens de marcação bem postados, o Atlético concedeu espaço na linha de fundo direita para que Kaiki cruzasse em direção à área, em cenário de bola descoberta. Bernard se aproximou e tentou cortar o passe longo, mas não conseguiu.
Na grande área, em uma fração de segundos, o zagueiro Junior Alonso – que acompanhava Kaio Jorge – deu liberdade ao atacante celeste às suas costas. O lateral-esquerdo Renan Lodi tinha condições de se aproximar do adversário ao observar o movimento de desmarque, mas preferiu avançar curto espaço no campo para tentar fazer linha de impedimento.
A falta de comunicação e as falhas individuais de ambos os defensores alvinegros fizeram com que Kaio Jorge dominasse a bola livre, de frente ao gol. Com frieza de frente a Everson, o atleta abriu o placar no clássico.
Em novo lance de bola parada, alguns jogadores do Atlético tinham referências individuais no escanteio do Palmeiras, enquanto outros protegiam zonas da grande área. Após cobrança na primeira trave, o atacante Hulk concedeu espaço às costas para que Flaco López subisse livre para cabecear e marcar o primeiro gol do Verdão na partida – Junior Alonso também poderia ter cortado, mas dividia atenção com outros dois oponentes mais próximos à meta.
Já no fim da partida, o Palmeiras cobrou tiro de meta longo em momento em que o Atlético tinha linhas altas – mas, ainda assim, estava devidamente posicionado e tinha superioridade numérica na defesa. O zagueiro Ruan Tressoldi deixou a marcação de Vitor Roque para tentar disputar no alto com Flaco López, mas chegou atrasado.
Na sequência do lance, o volante Alan Franco saiu em condições de igualdade com Vitor Roque para tentar conter a profundidade, mas não teve a iniciativa necessária para cortar o rival e o deixou de frente para a meta. O atacante do Palmeiras ainda contou com a sorte para ver a bola entrar com rebatida após a primeira tentativa de finalização.
Em lance relativamente semelhante ao do segundo gol do Palmeiras, o Atlético teve sucesso ao forçar lançamento da defesa do Pouso Alegre em momento em que tentava pressionar alto. A bola encontrou Gabriel Tota, que avançava no espaço entre o lateral-direito Ángelo Preciado e o zagueiro Ivan Román.
O adversário venceu disputa física com Preciado, que foi pouco combativo, e assumiu controle definitivo da bola. Román e o também zagueiro Vitor Hugo demonstraram certo nível de passividade na cobertura, liberando espaço para Tota na entrada da área.
Mais uma vez, de toda forma, um atleta rival acertou chute de rara felicidade. Da meia-lua, o jogador do Pouso Alegre encontrou o ângulo esquerdo do goleiro Everson.
Posicionado em bloco médio-baixo para defender, o Atlético deu espaço para que um zagueiro do Bragantino fizesse lançamento em direção à última linha. Henry Mosquera ganhou disputa aérea de Alan Franco e acionou Juninho Capixaba na esquerda – Preciado tentou cortar o avanço do lateral, mas falhou no desarme.
Sem a devida cobertura, Capixaba cruzou para a área e viu Ruan Tressoldi cortar. Na sobra, Gabriel finalizou e viu Junior Alonso obstruir. Em nova sobra, no entanto, o Galo deu espaço para Gustavo Neves finalizar da meia-lua e abrir o placar – deixando evidente a dificuldade alvinegra em ganhar segundas bolas.
O lance se deu em nova sucessão de erros e também expôs baixa proteção à entrada da área. Ainda assim, foi outro episódio que envolveu alguma dose de sorte para o adversário.
Em lance de contra-ataque rápido, o Atlético tinha superioridade numérica em relação ao Athletic, mas corria para trás em velocidade. Dixon foi acionado por David Braga na linha de fundo e acabou cortado de forma precisa pelo zagueiro Vitor Hugo.
Na sobra do lance, no entanto, o meio-campista Mamady Cissé já se preocupava mais com a proteção da área e havia deixado David Braga. O meia-atacante do Esquadrão conseguiu recuperar a posse e viu Vitor Hugo chegar atrasado no desarme.
Com iniciativa em alguma medida desnecessária, já que o oponente levaria a bola para a linha de fundo, Vitor Hugo cometeu pênalti em episódio marcado por falha individual. Ronaldo Tavares converteu para o Athletic.
No primeiro gol do Remo, Alef Manga foi lançado em velocidade em contra-ataque pela direita da defesa do Atlético, às costas de Preciado e Alan Franco. O meio-campista demonstrou permissividade ao permitir com que o atacante adversário conduzisse e cruzasse a área rasteiro – erro também cometido em alguma medida por Preciado e pelo volante Maycon, que não fecharam a linha de passe para o centro.
Mesmo com superioridade numérica dentro da grande área, o Galo deixou Vitor Bueno livre. Renan Lodi até conseguiu cortar a primeira tentativa do meia-atacante, mas o viu balançar as redes no rebote.
Em novo contra-ataque rápido já na reta final do confronto, Patrick de Paula recebeu com liberdade entre as linhas, que estavam amplamente espaçadas, enquanto a defesa alvinegra corria para trás. Ele tocou para Yago Pikachu, que subia pela direita – o ala-direito contou com a baixa agressividade de Alonso no mano a mano para chutar forte e estufar as redes de Everson.
Pouco depois do lance, Lodi errou ao tentar recuo rasteiro para Everson e colocar pouca força no passe. Patrick de Paula cortou Everson e foi derrubado, mas viu Alef Manga aproveitar a sobra para, sem goleiro, marcar o terceiro do Remo – em lance que teve maior peso do gesto técnico errôneo do lateral-esquerdo do Galo, que acabou por deixar a defesa desguarnecida em situação de total vulnerabilidade. O resultado ocasionou na queda do técnico Jorge Sampaoli.
No primeiro lance, mesmo com a defesa postada, o Atlético permitiu com que Nathan conduzisse por dentro com alguma liberdade. Outra vez, o Galo foi pouco combativo na entrada da área, e Ruan foi obrigado a saltar para tentar conter a iniciativa rival.
Nathan achou passe às costas da defesa alvinegra, e Romário, que deixou de ser acompanhado por Vitor Hugo de perto, saiu em profundidade cara a cara com Everson. Bastou a frieza para finalizar para descontar o placar.
No segundo deles, o Atlético também tinha a defesa perfeitamente postada. Com bola longa precisa, no entanto, Bryan encontrou Denzel Washington nas costas de Gustavo Scarpa, na linha de fundo pela direita.
Vitor Hugo saiu para tentar fazer cobertura, mas não conseguiu cortar o cruzamento. Victor Hugo, que atuava como volante naquele momento, falhou ao não correr para proteger a entrada da área e chegou atrasado após passe de Denzel para Mateus – com liberdade, o jogador fez o segundo do Itabirito.
Aqui, uma sucessão de erros. O lateral-esquerdo Renan Lodi forçou lateral longo na esquerda para que o meia-atacante Bernard, de baixa estatura, tentasse vencer disputa aérea – ele sequer subiu e viu jogador do América cabecear.
O Atlético perdeu a segunda e a terceira bolas posteriormente – primeiro com Alan Franco e, depois, com Igor Gomes. O meio-campista, inclusive, se mostrou pouco combativo para tentar recuperar a posse ou fazer a falta enquanto o Coelho se aproximava da área do Galo.
Yago conduziu com liberdade enquanto Ruan Tressoldi adotou perfilamento corporal ruim e deu espaço para que o adversário avançasse. Em meio a este cenário, Preciado teve de dividir atenção entre o portador da bola e Yarlen, que subia também em velocidade pela esquerda.
O ponta-esquerda foi acionado livre para finalizar. Preciado tentou cortar com carrinho, mas não chegou a tempo – em novo lance que expôs falta de agressividade da marcação alvinegra e baixa proteção à área, além de erros individuais.
O Atlético volta a campo nesta quarta-feira (25/2), para enfrentar o Grêmio, às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela quarta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso na Arena MRV será somente em 11 de março, a partir das 19h, contra o Internacional – pela quinta rodada do Brasileirão.

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