Após ajuste de estratégia, Cruzeiro prepara 11º jogo seguido com time titular

Após ajuste de estratégia, Cruzeiro prepara 11º jogo seguido com time titular

4 minutos 06/03/2026

A primeira rodada do Campeonato Mineiro significou para o Cruzeiro a abertura da temporada. Àquela altura, a estratégia da diretoria e da comissão técnica era preservar os titulares e dar rodagem a outros atletas. Justamente por isso, o técnico Tite trabalhou com equipes alternativas em três dos primeiros quatro compromissos. Os resultados não agradaram, o comandante  reajustou o planejamento e prepara o 11º jogo – a final do Estadual – seguido com o time principal.

Na estreia, os reservas e os jovens da base tropeçaram no Mineirão, em Belo Horizonte, e perderam por 2 a 1 para o Pouso Alegre. Depois, um grupo parecido derrotou o Tombense, também por 2 a 1.

Diante do Uberlândia, Tite quis dar apenas ritmo de jogo aos titulares. Em campo, a Raposa convenceu a torcida e goleou por 5 a 0. O resultado seguinte surpreendeu. Em casa, o Cruzeiro, com time misto, perdeu por 1 a 0 para o Democrata-GV, mesmo tendo sido amplamente superior. 

O compromisso seguinte não dava opção a Tite. No primeiro clássico da temporada, os celestes perderam de virada para o Atlético, por 2 a 1. Posteriormente, a estreia no Campeonato Brasileiro se tornou dramática para a torcida. Fora de casa, a Raposa sofreu goleada por 4 a 0 do Botafogo.

Tite apontou erro em estratégia

Foi naquele momento que o comandante identificou erro na estratégia adotada no início da temporada. Tite alegou que a equipe titular estava sem ritmo: “Poderia ter jogado mais jogos mesmo correndo risco maior de lesão. Poderia ter jogado mais jogos, estaria mais ritmada. Para apressar o processo de voltar a ter um comportamento e um ritmo melhor como ano passado”.

A torcida ainda não sabia, mas, há duas partidas, o Cruzeiro havia iniciado uma maratona com titulares. O primeiro objetivo era se recuperar no Estadual. O segundo era esquecer a estreia na Série A, já que os torneios ocorrem paralelamente.

O time respirou no Mineiro. Não à toa, encerrou a primeira fase com a melhor campanha, despachou o Pouso Alegre na semifinal e se garantiu na decisão. Desde a derrota para o maior rival, foram cinco vitórias em cinco partidas – sobre Betim, América, URT e Pouso Alegre (duas vezes). 

No Brasileiro, entretanto, placares desanimadores para o grupo e para a comissão. Foram mais uma derrota (para o Coritiba) e dois empates (com Mirassol e Corinthians). Resultado? A vice-lanterna, com apenas dois pontos.

Sequência pesada para o Cruzeiro

Cruzeiro x Atlético

Não será nos próximos dias que os titulares do Cruzeiro descansarão. Neste domingo (8/3), os celestes brigam pela taça do Mineiro com o Atlético, às 18h, no Mineirão. A intenção está clara: voltar a conquistar o título, que não compõe a galeria do clube desde 2019.

A boa notícia é o tempo de preparação. Entre a classificação e a decisão, a comissão técnica do Cruzeiro tem seis sessões de treinamento, algo que ainda não havia ocorrido desde o início da temporada. 

Em relação à escalação, Tite tem com o que se preocupar. O goleiro Cássio lida com estiramento ligamentar no joelho direito. Em recuperação, não tem treinado normalmente. Caso seja confirmado como desfalque, tende a ser substituído por Matheus Cunha.

Gerson também alegou dores no joelho esquerdo na vitória por 1 a 0 sobre o Pouso Alegre, em 28 de fevereiro. Entretanto, exames não detectaram lesão estrutural. Para se recuperar do choque, o volante trabalhou de forma dosada na maior parte da semana, mas não deve desfalcar a Raposa.

Flamengo x Cruzeiro

Depois da decisão, outra dura missão. Na próxima quarta-feira (11/3), a Raposa visitará o Flamengo no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela quinta rodada da Série A. O clube carioca, em 11º lugar, com quatro pontos, ainda não engrenou, o que não diminui a dificuldade do embate.

Ainda há outro aspecto. Os cruzeirenses reencontrarão Leonardo Jardim, agora à frente do Rubro-Negro. O comandante português assinou com o clube carioca sete meses depois de dizer que só treinaria a Raposa no Brasil. 

A aspa abriu margem para a torcida o acusar de traição, algo que o treinador repudiou. Chegou, inclusive, a dizer que mantém amizade com Pedro Lourenço, sócio majoritário da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Cruzeiro, e sugeriu que jornalistas perguntassem ao mandatário sobre o tema. Em contato com o No Ataque, o dirigente preferiu não alongar o assunto: “Nada para falar. Muita sorte para ele”.

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