Artur Jorge explica apagão do Cruzeiro e ajustes para tentativa de reação: ‘Momento duro’

Artur Jorge explica apagão do Cruzeiro e ajustes para tentativa de reação: ‘Momento duro’

4 minutos 20/08/2026
Artur Jorge explica apagão do Cruzeiro e ajustes para tentativa de reação: ‘Momento duro’
Artur Jorge explica apagão do Cruzeiro e ajustes para tentativa de reação: ‘Momento duro’ (Artur Jorge, técnico do Cruzeiro, no gramado do Maracanã, no Rio de Janeiro)

O Cruzeiro fez primeiro tempo praticamente irreconhecível e saiu atrás no duelo com o Flamengo. A equipe até cresceu na etapa final e fez frente ao adversário, mas não conseguiu evitar derrota por 2 a 1 e queda nas oitavas de final da Copa Libertadores. Comandante da Raposa, Artur Jorge reconheceu o ‘apagão’, analisou e explicou os ajustes feitos no intervalo para tentar a reação.

O português classificou como ‘dura’ a despedida e também lamentou pela torcida, que lotou o espaço destinado a visitantes no Maracanã, no Rio de Janeiro, nessa quarta-feira (19/8): “Momento duro para todos nós. Para nós em particular, para a nossa torcida, porque vivemos de ilusões e daquilo que sonhamos. Hoje, de fato, acabamos uma trajetória. Temos que olhar para o jogo”.

  • Leia também: Pedrinho reconhece má atuação do Cruzeiro e revela torcida pelo Flamengo: ‘Não merecemos’

Primeiro tempo apático

Não é possível cravar se a proposta da Raposa nos instantes iniciais era esperar o Flamengo, dono das ações e incontestavelmente superior. Fato é que mal criou e deu campo ao adversário, praticamente o assistindo de perto. O clube estrelado sucumbiu à pressão aos 34 minutos, quando o meio-campista Arrascaeta abriu o marcador.

Na concepção do treinador, o Cruzeiro não soube ser Cruzeiro durante os 45 minutos iniciais. Isso porque perdeu a maioria dos duelos e as segundas bolas e pressionou de forma equivocada a saída. O mérito do Rubro-Negro também está incluído no balaio de adversidades identificadas por Artur Jorge.

“Concordo com a questão do primeiro tempo em que não fomos iguais a nós, fomos uma equipe que acabou por – em primeiro lugar, por mérito do adversário – enfrentar dificuldades na primeira e na segunda bola, permitimos a perda de muitos duelos, tivemos momentos em que não conseguimos pressionar pela distância que acabamos por ficar para nossos opositores”

Artur Jorge, técnico do Cruzeiro

Outro fator está relacionado ao desgaste. Correr atrás da bola cansa, o que lhe impede de tomar boas decisões: “Quando temos uma equipe com distâncias longas entre os setores, acabamos por ficar mais vulneráveis e permitir espaços. Espaços que uma equipe como o Flamengo sabe aproveitar, porque tem qualidade individual. Cria frustração em quem está sem bola. Passamos muito tempo da primeira metade sem a bola, tentado recuperá-la. E quando recuperamos, por desagaste, não tomamos as melhores decisões e fomos precipitados”.

  • Leia também: Arrascaeta prega respeito pelo Cruzeiro ao celebrar vitória do Flamengo: ‘Fui querido lá’

O que mudou para o segundo tempo?

Havia a expectativa de que Artur Jorge mudasse algumas peças no intervalo – estava muito insatisfeito com o ponta esquerdo Wesley, por exemplo. Mas não houve alteração. Segundo o comandante, porque o problema não estava em jogadores específicos, e sim no posicionamento e no comportamento.

“Não era uma questão dos jogadores, porque deram o melhor, deram tudo o que tinham, fizeram o trabalho. Era uma questão de ajuste posicional e comportamental. Não iríamos mudar porque não era questão específica do jogador. Queríamos nossos alas mais próximos dos zagueiros contrários para fazer pressão e termos capacidade de ser mais verticais com bola e ganhar duelos que não estávamos ganhando. Tivemos oportunidade depois do gol para criar, mas sofremos no nosso melhor momento”

Artur Jorge, técnico do Cruzeiro

A Raposa de fato evoluiu e fez frente ao Flamengo no segundo tempo. Não à toa, aos cinco minutos, o volante Lucas Romero deixou tudo igual no Maracanã. Contudo, o clube estrelado parece não ter aprendido com o gol sofrido e permitiu que o Rubro-Negro praticamente recriasse o primeiro lance para marcar o segundo, dessa vez com o atacante Samuel Lino.

“Tentamos corrigir no intervalo para sermos mais eficazes. Acho que fomos melhores. Fomos um Cruzeiro mais próximo do que temos sido. Enquanto estávamos por cima, sofremos o gol, o que dificultou nossa ação… São 90 minutos. Muito difícil corrigir imediatamente. Mas procuramos corrigir e tivemos uma segunda parte melhor, mais perto do valor real do Cruzeiro”, finalizou.

  • Leia também: Jardim, técnico do Flamengo: ‘Não gostaria que o Cruzeiro fosse eliminado, mas a vida é assim’

Sequência de jogos do Cruzeiro

  • 22/8 – 20h30 – Cruzeiro x Flamengo – 24ª rodada do Brasileiro – Mineirão, Belo Horizonte
  • 25/8 – 21h – Cruzeiro x Atlético – ida das quartas de final da Copa do Brasil – Mineirão, Belo Horizonte
  • 29/8 – 21h20 – Vasco x Cruzeiro – 25ª rodada do Brasileiro – São Januário, Rio de Janeiro
  • 1º/9 – 21h – Atlético x Cruzeiro – volta das quartas de final da Copa do Brasil – Arena MRV, Belo Horizonte
  • 6/9 – 16h – Cruzeiro x Athletico-PR – 26ª rodada do Brasileiro – Mineirão, Belo Horizonte

A notícia Artur Jorge explica apagão do Cruzeiro e ajustes para tentativa de reação: ‘Momento duro’ foi publicada primeiro no No Ataque por Sofia Cunha

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...