Artur Jorge lista erros cruciais do Cruzeiro em derrota para o Atlético

Artur Jorge lista erros cruciais do Cruzeiro em derrota para o Atlético

4 minutos 03/05/2026
Artur Jorge lista erros cruciais do Cruzeiro em derrota para o Atlético
Artur Jorge lista erros cruciais do Cruzeiro em derrota para o Atlético (Artur Jorge, técnico do Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte)

Cruzeiro e Atlético entraram em campo para o clássico pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro com estratégias completamente distintas – pautadas pelo momento cada clube. O Galo conduziu melhor o plano de jogo e derrotou o rival por 3 a 1, nesse domingo (2/5), no Mineirão, em Belo Horizonte. Ao fim da partida, Artur Jorge, técnico da Raposa, apontou erros cruciais que culminaram no placar amargo.

Artur Jorge não mexeu no esquema tático e mudou apenas uma peça do time considerado titular: o lateral-direito Kauã Moraes na vaga de Fagner. O Cruzeiro queria atuar no campo ofensivo e rodar bola até encontrar espaço que pudesse ser proveitoso. Enquanto isso, o Atlético, caracterizado por linha defensiva composta por cinco homens, tinha como intuito impedir infiltrações, atuar com vantagem numérica próximo ao próprio gol e explorar contra-ataques.

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Espaço mal administrado

Foi justamente na base da velocidade que o Galo surpreendeu a Raposa e marcou os dois primeiros gols. Aos 11 minutos da etapa inicial, depois de jogada bem tramada na lateral esquerda, o atacante Alan Minda abriu o marcador.

“Tivemos controle da profundidade que nos obrigou o Romero a cobrir as costas do nosso lateral, que estava mais alto. Depois perdemos esse duelo, tivemos bola na área em que há um ganho para finalizarem próximo do gol”, avaliou Artur Jorge.

Pouco depois, aos 30, o equatoriano sofreu pênalti em desfecho de contra-ataque, e o volante Maycon ampliou. “O segundo se deve por exemplo ao fato de não termos feito falta na saída da área contrária, a jogada tinha que ter terminado ali e não permitido que houvesse 50 metros para o adversário correr”, prosseguiu o comandante.

Os tentos ‘nas costas’ da defesa deixaram uma lição para o time do Cruzeiro. Na visão de Artur Jorge e da comissão, o grupo que se propõe a ter o controle da partida precisa saber administrar melhor os espaços deixados e se recompor rapidamente.

“Sendo nós uma equipe que procura ter a iniciativa e que consiga estar mais vezes no campo ofensivo, temos que ter a capacidade de controlar o espaço que fica nas nossas costas. Por um detalhe, uma falta podia acabar a jogada. São pequenos detalhes que temos que corrigir. Faz parte do jogo também usarmos essas ferramentas, porque até mesmo o bom posicionamento pode não ser suficiente, porque o adversário também consegue explorar os espaços que permitimos” 

Artur Jorge, técnico do Cruzeiro

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Descontrole emocional

Posteriormente, o português argumentou que faltou ao elenco celeste controle emocional. Até porque o cenário era todo favorável ao Cruzeiro: mandante no Mineirão, com mais de 53 mil torcedores a favor, e em momento de ascensão. Do outro lado, um rival em crise no extra-campo, com o técnico na ‘berlinda’ e sem peças importantes.

Depois de sofrer dois gols ainda no primeiro tempo, a Raposa deu indícios de ansiedade, já que as bolas trabalhadas não apresentavam qualquer risco à meta defendida por Everson. No segundo tempo, o descontrole – termo usado por Artur Jorge – ficou ainda mais evidente quando o atacante Keny Arroyo e o lateral-esquerdo Kaiki foram expulsos.

“Essa questão do controle emocional deveria ter sido maior da nossa parte, porque o momento era nosso. Mas, depois, esse momento desapareceu, e tivemos em desvantagem desde cedo, constantemente atrás do resultado, e os jogadores acabaram por ter descontrole na parte final, o que descompensou a equipe em termos numéricos e desempenho”

Artur Jorge, técnico do Cruzeiro

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O que poderia ter feito de melhor?

Por fim, o treinador elencou comportamentos que poderiam ter sido executados de outra forma e que influenciaram na derrota: “Deveríamos ter tido mais controle do jogo, sido mais eficazes com bola. Emocionalmente não só olhar para o desempenho, mas poder dizer que mais paciente, poder tentar ter mais tempo com a bola, que tivemos muito, mas sem grande eficiência, e podermos desgastar, esperar o momento certo, porque tínhamos condições”.

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