Início » Atlético vê Flamengo e Palmeiras irem de concorrentes a algozes na era SAF


Os números são implacáveis: se, há alguns anos, o Atlético se colocou com méritos entre as potências técnicas do Brasil, hoje, o cenário é de distância para as principais forças do país. No último domingo (26/4), goleado pelo principal rival interestadual, o Galo ampliou um incômodo jejum: o de seguir sem vitórias sobre Flamengo e Palmeiras na Arena MRV, estádio inaugurado pelo clube em agosto de 2023.
O Atlético tem bons números na Arena MRV e se afirmou como um mandante “indigesto” no estádio. Apesar disso, os confrontos contra Flamengo e Palmeiras – inegavelmente, os clubes de maior poderio econômico e técnico do Brasil – escancaram a realidade alvinegra.
Em um passado recente, empresários que hoje são donos da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Galo manifestaram o desejo de manter a instituição entre as três principais forças do país. Rubens Menin, inclusive, chegou a destacar em entrevista que o Atlético dispunha de todas as condições para se transformar em uma “potência mundial”.
Em 2021, o projeto dos bilionários por trás do clube foi bem-sucedido. Com elenco repleto de grandes nomes, o Galo conquistou Campeonato Mineiro, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil – feito que foi nomeado como “Triplete Alvinegro” e ficou na memória do lado preto e branco de Minas Gerais.
De 2022 em diante, no entanto, muitos torcedores do Atlético defendem a tese de que houve “sucateamento” do elenco alvinegro. O Galo viveu momentos importantes, como o título da Supercopa do Brasil (2022), o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro (2023) e os vices da Copa do Brasil (2024), da Copa Libertadores (2024) e da Copa Sul-Americana (2025), mas parte dessas memórias recentes machuca o torcedor – em especial, claro, as finais perdidas.
De modo geral, o desempenho no Brasileirão caiu abruptamente nas últimas duas temporadas. Tanto em 2024 como em 2025, o Galo brigou contra o rebaixamento à Série B – o clube foi o 12º colocado na primeira destas edições e, no ano passado, o 11º.
Neste ano, o cenário causa ainda maior preocupação aos alvinegros, ao menos por ora. Transcorrido o primeiro terço do Campeonato Brasileiro, o Atlético ocupa a 15ª posição na tabela de classificação, com 14 pontos – mesma pontuação do Santos, primeiro clube na zona de descenso.
Enquanto o Atlético tenta, com todas as dificuldades, se recolocar na rota do bom desempenho esportivo, Flamengo e Palmeiras vivem cenário totalmente distinto – disputando taças de expressão e com grandes elencos à disposição. As idas de ambos os times à Arena MRV têm sido temidas por torcedores do Galo, já que o aproveitamento alvinegro nesses confrontos tem sido abaixo da crítica.
Desde a inauguração da Arena MRV, o Atlético jogou contra Flamengo e Palmeiras em oito oportunidades, ao todo, e não venceu em nenhuma delas. O aproveitamento em pontos é de apenas 8,3%.
*O Atlético se classificou às quartas de final na ocasião por ter superado o rival nos pênaltis.

O cenário não é negativo para o Atlético somente considerando os jogos na Arena MRV. No recorte dos últimos 15 enfrentamentos contra cada um destes rivais, seja em casa ou fora, foram apenas cinco vitórias do Galo.
Enquanto Palmeiras e Flamengo são, respectivamente, líder e vice-líder do Campeonato Brasileiro, o Atlético luta para evitar mais uma temporada de briga contra o rebaixamento. Com a memória de 2021 já como uma espécie de saudosismo para a torcida, o Galo mira os concorrentes de outrora à distância.
Em meio ao cenário de crise, o Atlético tenta dar uma resposta positiva em compromisso pela segunda rodada do Grupo B da Copa Sul-Americana. Com equipe alternativa, o Galo enfrentará o Cienciano, do Peru.
A partida será disputada no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco. A bola rolará às 21h30 desta quarta-feira (29/4).
A notícia Atlético vê Flamengo e Palmeiras irem de concorrentes a algozes na era SAF foi publicada primeiro no No Ataque por Lucas Bretas

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