Busca do Atlético por técnico tem ‘bombardeio’ de nomes e sigilo

Busca do Atlético por técnico tem ‘bombardeio’ de nomes e sigilo

3 minutos 18/02/2026

Em busca de novo técnico no mercado, o Atlético adotou cautela e paciência nas investidas. A postura se dá em meio a um “bombardeio” de nomes – empresários e intermediários se movimentam nos bastidores e tentam emplacar o substituto de Jorge Sampaoli.

Depois de anos sem trabalhos longevos, o modus operandi mudou: o sigilo das negociações é uma prioridade para blindar o clube e o novo comandante, que deve chegar sob grande expectativa.

Desde que a saída de Sampaoli foi oficializada, na última quinta-feira (12/2), vários nomes surgiram como opção para assumir o comando do Atlético. Alguns vieram como indicações do mercado; outros apareceram a partir da análise da diretoria e do Centro de Informação do Galo (CIGA).

Nesse cenário, uma porção de nomes foi descartada, outros foram consultados, e o clube ainda não definiu o novo treinador. As negociações são tocadas por um grupo pequeno de profissionais, que pactuaram pelo sigilo.

Nos últimos dias, o mercado português tem sido a prioridade. Pedro Martins, atualmente no comando técnico do Al-Gharafa, que disputa o Campeonato Catari, é muito bem avaliado pelo Atlético – informação publicada inicialmente pelo jornalista Guilherme Frossard e confirmado pela reportagem. No Ataque apurou, contudo, que ainda não houve uma proposta formal pelo português, mas que não haveria impeditivos da parte dele para assumir o Galo – um empecilho pode ser a questão financeira, já que ele está empregado.

Outro desejo antigo do alvinegro – antes mesmo do retorno do Sampaoli – é o português Carlos Carvalhal. Ele está sem time no momento. O nome de Vasco Botelho, do Moreirense, também surgiu como alvo, mas o treinador se diz “fechado” com o projeto da equipe portuguesa.

Os sul-americanos

O Atlético também avalia possibilidades do mercado argentino. Internamente, porém, há uma ponderação sobre o desempenho recente de nomes como Gabriel Milito e Jorge Sampaoli. Ramón Díaz, que está sem clube, foi oferecido, mas as negociações não avançaram, segundo apurou o No Ataque.

No Brasil, Fernando Seabra, velho conhecido do futebol mineiro, chegou a ser cogitado, mas não passou disso. Nenhuma negociação pela contratação do treinador do Coritiba caminhou.

Como o Atlético trabalha na busca por técnico?

A fim de blindar o clube e manter o nome favorito em sigilo, o Atlético agiu em diferentes frentes e tem algumas opções à mesa. Quase uma semana sem um comandante, as buscas seguem a todo vapor.

Nos bastidores, poucos mandatários estão envolvidos na negociação do novo treinador. Dono da SAF atleticana, Rafael Menin é quem está à frente para bater o martelo, assim como o CEO Pedro Daniel, o CSO Paulo Bracks, e integrantes do CIGA como Pedro Picchioni e Rafael Barros.

Atlético na temporada

No Campeonato Mineiro, o Atlético afastou a tragédia que seria não se classificar e garantiu a vaga na semifinal. O time segue em busca do sétimo título em sequência.

Já no Campeonato Brasileiro, o Galo ainda não venceu – em três jogos, são dois empates e uma derrota. O baixo desempenho foi, inclusive, um dos fatores que culminaram na demissão de Sampaoli. Nesta temporada, o objetivo é muito claro: conquistar vaga para a Copa Libertadores de 2027, já que este ano o alvinegro terá que se contentar com a Copa Sul-Americana.

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