Cassierra é o oitavo colombiano da história do Atlético; relembre

Cassierra é o oitavo colombiano da história do Atlético; relembre

5 minutos 30/01/2026

País com mais de 52 milhões de habitantes, a Colômbia é a terceira nação da América do Sul que mais cedeu jogadores ao Atlético – atrás apenas da Argentina e do Uruguai. Mais recente reforço do Galo, o atacante Mateo Cassierra, de 28 anos, será o oitavo colombiano a defender o clube mineiro em toda a história.

O Atlético anunciou a contratação de Cassierra na última sexta-feira (23/1), em operação fechada junto ao Zenit, da Rússia, por valores ainda desconhecidos. O jogador deixou o clube russo depois de três temporadas, com 47 gols e 18 assistências anotados na somatória de 123 jogos – 84 deles como titular.

Cassierra tem 1,86m de altura e bom porte físico, com senso de posicionamento na grande área e repertório para finalizações – características de um típico centroavante. Além disso, pode atuar como segundo atacante, já que também tem condições de sair da área e se associar, gerando jogo com companheiros.

Os colombianos da história do Atlético

Antes de Cassierra, sete colombianos defenderam o Atlético na história – com diferentes índices de sucesso. O No Ataque relembra cada um deles a seguir.

Alexander Escobar

Alexander Escobar foi um meio-campista de grande sucesso no Colômbia e no Equador. Após 12 anos no América de Cali, do país natal, com cinco títulos do Campeonato Colombiano, o jogador se transferiu ao Atlético em 1996.

A passagem pelo Galo durou cerca de três meses, com sete jogos no período. Escobar sequer chegou a marcar gols na campanha que terminou com um terceiro lugar para o Atlético no Campeonato Brasileiro daquele ano.

Depois de defender o time alvinegro, o meio-campista passou por LDU (Equador, duas vezes), Millonarios (Colômbia) e Deportivo Pereira (Colômbia). Na sequência da carreira, levantou quatro taças do Campeonato Equatoriano com a LDU.

Alexander Escobar, colombiano que defendeu o Atlético em 1996 - (foto: Arquivo EM/D.A Press)
Alexander Escobar, colombiano que defendeu o Atlético em 1996(foto: Arquivo EM/D.A Press)

Gustavo del Toro

Gustavo Del Toro foi um volante revelado pela base do Real Cartagena, da Colômbia. Antes e depois da curta passagem pelo Atlético, em 2000, também defendeu o Independiente Santa Fe.

Assim como Escobar, Del Toro fez sete jogos com a camisa preta e branca e não deixou saudades para o torcedor. O colombiano contribuiu com um gol na goleada do Galo por 9 a 0 sobre a Seleção de Itaúna, em julho de 2000, no Mineirão.

Gustavo Del Toro, colombiano que defendeu o Atlético em 2000 - (foto: Jorge Gontijo/Estado de Minas)
Gustavo Del Toro, colombiano que defendeu o Atlético em 2000(foto: Jorge Gontijo/Estado de Minas)

Wason Rentería

O atacante Wason Rentería chegou ao Atlético em 2009, sob grandes expectativas, após passagens positivas por Boyacá Chicó (Colômbia), Internacional, Porto (Portugal), Strasbourg (França) e Braga (Portugal). A trajetória no Galo, contudo, durou menos de um semestre e teve apenas um gol em 16 partidas.

De toda forma, Rentería conseguiu construir carreira de sucesso no futebol. Após defender o Atlético, também jogou por Braga (pela segunda vez), Once Caldas (Colômbia), Santos, Millonarios (Colômbia), Racing (Argentina), La Equidad (Colômbia), Boyacá Chicó (novamente), Atlético Tubarão e Guarani.

Wason Rentería, colombiano que defendeu o Atlético em 2009 - (foto: Divulgação/Atlético)
Wason Rentería, colombiano que defendeu o Atlético em 2009(foto: Divulgação/Atlético)

Sherman Cárdenas

Revelado pelo Atlético Bucaramanga, da Colômbia, em 2005, o meia-atacante Sherman Cárdenas teve boa ascensão no futebol do país natal. Antes de representar o Galo, em 2015, passou por Millonarios, La Equidad, Junior Barranquilla e Atlético Nacional.

Pelo Nacional, inclusive, marcou um golaço contra o Atlético nas oitavas de final da Copa Libertadores de 2014. A passagem vestindo preto e branco, no entanto, foi abaixo das expectativas. Cárdenas ofereceu uma assistência e não marcou gols ao longo dos 29 jogos que fez pelo Galo em 2015.

O meia-atacante foi outro colombiano a sair sem deixar saudades para a torcida, ainda que com a taça do Mineiro de 2015 no currículo. Depois do Atlético, Cárdenas voltou a defender o Atlético Nacional, mas também passou por Vitória, LDU (Equador), Atlético Bucaramanga (duas vezes), Junior Barranquilla, Independiente Santa Fe, Once Caldas e, hoje, atua pelo Alianza Petrolera.

Sherman Cárdenas, colombiano que defendeu o Atlético em 2015 - (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)
Sherman Cárdenas, colombiano que defendeu o Atlético em 2015(foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

Yimmi Chará

O atacante Yimmi Chará foi o colombiano de números mais expressivos pelo Atlético. Representando o time alvinegro, o velocista marcou 10 gols e ofereceu oito assistências em 68 jogos, mas não conquistou títulos.

Em valores absolutos, a venda de Chará ao Portland Timbers, dos Estados Unidos, é uma das 15 maiores da história do Galo. O Atlético fechou o negócio em janeiro de 2020, por 6,5 milhões de euros – cerca de R$ 26,1 milhões na cotação da época.

Antes do clube mineiro, o atacante defendeu Centauros (Colômbia), Tolima (Colômbia), Monterrey (México, duas vezes), Atlético Nacional (Colômbia), Dorados (México) e Junior Barranquilla. Depois, atuou pelo Portland Timbers e, nos dias atuais, veste as cores do Junior Barranquilla.

Yimmi Chará, colombiano que defendeu o Atlético em 2018 e 2019 - (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Yimmi Chará, colombiano que defendeu o Atlético em 2018 e 2019(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Dylan Borrero

O meia-atacante Dylan Borrero foi anunciado como reforço do Atlético em janeiro de 2020, poucos dias após a saída de Yimmi Chará. À época aos 18 anos, o jovem ainda era uma promessa do Independiente Santa Fe, da Colômbia.

Entre 2020 e o começo de 2022, Dylan marcou três gols e ofereceu seis assistências em 47 jogos pelo Galo. O colombiano conquistou três Campeonatos Mineiros (2020 a 2022), um Campeonato Brasileiro (2021), uma Copa do Brasil (2021) e uma Supercopa do Brasil (2022) vestindo preto e branco.

Em abril de 2022, Borrero foi vendido pelo Atlético ao New England Revolution, dos Estados Unidos, por US$ 4 milhões (cerca de R$ 19 milhões na cotação da época). O jovem agora está no América de Cali.

Dylan Borrero, colombiano que defendeu o Atlético entre 2020 e 2022 - (foto: Pedro Souza/Atlético)
Dylan Borrero, colombiano que defendeu o Atlético entre 2020 e 2022(foto: Pedro Souza/Atlético)

Brahian Palacios

Em março de 2024, uma promessa do Atlético Nacional, da Colômbia, deixou o país natal para assinar com outro Atlético – o Mineiro. Àquela altura aos 21 anos, o ponta-direita foi uma indicação do CIGA (Centro de Informação do Galo) diante de um pedido do técnico Felipão.

O Galo investiu 3 milhões de dólares para ter Brahian Palacios – cerca de R$ 15 milhões na cotação da época. Dentro de campo, no entanto, o jogador não correspondeu às expectativas e não conseguiu se firmar como peça importante.

Ao todo, Palacios somou dois gols e quatro assistências em 33 partidas com a camisa preta e branca, tendo conquistado os Campeonatos Mineiros de 2024 e 2025 pelo clube. Em junho do ano passado, o colombiano acabou emprestado ao Al-Wasl, dos Emirados Árabes, onde segue até os dias atuais.

Brahian Palacios em treino pelo Atlético - (foto: Pedro Souza/Atlético)
Brahian Palacios, colombiano que defendeu o Atlético entre 2024 e 2025(foto: Pedro Souza/Atlético)

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...