Início » Cassierra é o oitavo colombiano da história do Atlético; relembre


País com mais de 52 milhões de habitantes, a Colômbia é a terceira nação da América do Sul que mais cedeu jogadores ao Atlético – atrás apenas da Argentina e do Uruguai. Mais recente reforço do Galo, o atacante Mateo Cassierra, de 28 anos, será o oitavo colombiano a defender o clube mineiro em toda a história.
O Atlético anunciou a contratação de Cassierra na última sexta-feira (23/1), em operação fechada junto ao Zenit, da Rússia, por valores ainda desconhecidos. O jogador deixou o clube russo depois de três temporadas, com 47 gols e 18 assistências anotados na somatória de 123 jogos – 84 deles como titular.
Cassierra tem 1,86m de altura e bom porte físico, com senso de posicionamento na grande área e repertório para finalizações – características de um típico centroavante. Além disso, pode atuar como segundo atacante, já que também tem condições de sair da área e se associar, gerando jogo com companheiros.
Antes de Cassierra, sete colombianos defenderam o Atlético na história – com diferentes índices de sucesso. O No Ataque relembra cada um deles a seguir.
Alexander Escobar foi um meio-campista de grande sucesso no Colômbia e no Equador. Após 12 anos no América de Cali, do país natal, com cinco títulos do Campeonato Colombiano, o jogador se transferiu ao Atlético em 1996.
A passagem pelo Galo durou cerca de três meses, com sete jogos no período. Escobar sequer chegou a marcar gols na campanha que terminou com um terceiro lugar para o Atlético no Campeonato Brasileiro daquele ano.
Depois de defender o time alvinegro, o meio-campista passou por LDU (Equador, duas vezes), Millonarios (Colômbia) e Deportivo Pereira (Colômbia). Na sequência da carreira, levantou quatro taças do Campeonato Equatoriano com a LDU.

Gustavo Del Toro foi um volante revelado pela base do Real Cartagena, da Colômbia. Antes e depois da curta passagem pelo Atlético, em 2000, também defendeu o Independiente Santa Fe.
Assim como Escobar, Del Toro fez sete jogos com a camisa preta e branca e não deixou saudades para o torcedor. O colombiano contribuiu com um gol na goleada do Galo por 9 a 0 sobre a Seleção de Itaúna, em julho de 2000, no Mineirão.

O atacante Wason Rentería chegou ao Atlético em 2009, sob grandes expectativas, após passagens positivas por Boyacá Chicó (Colômbia), Internacional, Porto (Portugal), Strasbourg (França) e Braga (Portugal). A trajetória no Galo, contudo, durou menos de um semestre e teve apenas um gol em 16 partidas.
De toda forma, Rentería conseguiu construir carreira de sucesso no futebol. Após defender o Atlético, também jogou por Braga (pela segunda vez), Once Caldas (Colômbia), Santos, Millonarios (Colômbia), Racing (Argentina), La Equidad (Colômbia), Boyacá Chicó (novamente), Atlético Tubarão e Guarani.

Revelado pelo Atlético Bucaramanga, da Colômbia, em 2005, o meia-atacante Sherman Cárdenas teve boa ascensão no futebol do país natal. Antes de representar o Galo, em 2015, passou por Millonarios, La Equidad, Junior Barranquilla e Atlético Nacional.
Pelo Nacional, inclusive, marcou um golaço contra o Atlético nas oitavas de final da Copa Libertadores de 2014. A passagem vestindo preto e branco, no entanto, foi abaixo das expectativas. Cárdenas ofereceu uma assistência e não marcou gols ao longo dos 29 jogos que fez pelo Galo em 2015.
O meia-atacante foi outro colombiano a sair sem deixar saudades para a torcida, ainda que com a taça do Mineiro de 2015 no currículo. Depois do Atlético, Cárdenas voltou a defender o Atlético Nacional, mas também passou por Vitória, LDU (Equador), Atlético Bucaramanga (duas vezes), Junior Barranquilla, Independiente Santa Fe, Once Caldas e, hoje, atua pelo Alianza Petrolera.

O atacante Yimmi Chará foi o colombiano de números mais expressivos pelo Atlético. Representando o time alvinegro, o velocista marcou 10 gols e ofereceu oito assistências em 68 jogos, mas não conquistou títulos.
Em valores absolutos, a venda de Chará ao Portland Timbers, dos Estados Unidos, é uma das 15 maiores da história do Galo. O Atlético fechou o negócio em janeiro de 2020, por 6,5 milhões de euros – cerca de R$ 26,1 milhões na cotação da época.
Antes do clube mineiro, o atacante defendeu Centauros (Colômbia), Tolima (Colômbia), Monterrey (México, duas vezes), Atlético Nacional (Colômbia), Dorados (México) e Junior Barranquilla. Depois, atuou pelo Portland Timbers e, nos dias atuais, veste as cores do Junior Barranquilla.

O meia-atacante Dylan Borrero foi anunciado como reforço do Atlético em janeiro de 2020, poucos dias após a saída de Yimmi Chará. À época aos 18 anos, o jovem ainda era uma promessa do Independiente Santa Fe, da Colômbia.
Entre 2020 e o começo de 2022, Dylan marcou três gols e ofereceu seis assistências em 47 jogos pelo Galo. O colombiano conquistou três Campeonatos Mineiros (2020 a 2022), um Campeonato Brasileiro (2021), uma Copa do Brasil (2021) e uma Supercopa do Brasil (2022) vestindo preto e branco.
Em abril de 2022, Borrero foi vendido pelo Atlético ao New England Revolution, dos Estados Unidos, por US$ 4 milhões (cerca de R$ 19 milhões na cotação da época). O jovem agora está no América de Cali.

Em março de 2024, uma promessa do Atlético Nacional, da Colômbia, deixou o país natal para assinar com outro Atlético – o Mineiro. Àquela altura aos 21 anos, o ponta-direita foi uma indicação do CIGA (Centro de Informação do Galo) diante de um pedido do técnico Felipão.
O Galo investiu 3 milhões de dólares para ter Brahian Palacios – cerca de R$ 15 milhões na cotação da época. Dentro de campo, no entanto, o jogador não correspondeu às expectativas e não conseguiu se firmar como peça importante.
Ao todo, Palacios somou dois gols e quatro assistências em 33 partidas com a camisa preta e branca, tendo conquistado os Campeonatos Mineiros de 2024 e 2025 pelo clube. Em junho do ano passado, o colombiano acabou emprestado ao Al-Wasl, dos Emirados Árabes, onde segue até os dias atuais.


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