CEO diz como Atlético gastará aporte de R$ 500 milhões da Família Menin

CEO diz como Atlético gastará aporte de R$ 500 milhões da Família Menin

3 minutos 25/05/2026
CEO diz como Atlético gastará aporte de R$ 500 milhões da Família Menin
CEO diz como Atlético gastará aporte de R$ 500 milhões da Família Menin (Pedro Daniel, CEO do Atlético)

O CEO da SAF do Atlético Mineiro, Pedro Daniel, detalhou segunda (25/5) como será utilizada a nova injeção financeira aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube.

Segundo o dirigente, a maior parte do aporte será destinada ao abatimento de dívidas bancárias consideradas mais pesadas para o fluxo financeiro do Atlético. Uma parcela menor será utilizada para cobrir investimentos recentes realizados no futebol, como contratações e movimentações de mercado.

“Basicamente para pagamento de dívida bancária, a dívida mais onerosa, que machuca. Quase que 90% do valor será para pagamento de dívida bancária, e outra parte, pequena, para os investimentos que fizemos”, afirmou.

O Atlético vive um momento de reorganização financeira desde a transformação em SAF. Apesar dos avanços esportivos recentes e da inauguração da Arena MRV, o clube ainda convive com elevado endividamento, especialmente relacionado a empréstimos bancários, juros e compromissos de curto prazo.

Nos bastidores, a avaliação da diretoria é de que reduzir a pressão financeira imediata se tornou prioridade para permitir maior estabilidade administrativa e competitividade esportiva nos próximos anos.

Atlético busca aliviar dívidas mais pesadas

A fala de Pedro Daniel reforça justamente esse cenário. O CEO admitiu que o aporte ajuda a aliviar parte relevante do problema financeiro, mas ponderou que a SAF ainda não atingiu um nível de arrecadação considerado ideal para sustentar, simultaneamente, grandes investimentos no futebol e equilíbrio econômico.

“O aporte soluciona parte da nossa dívida. Mas ainda não temos a receita suficiente pensando no investimento e competitividade que queremos no futebol”, disse o dirigente.

Internamente, a SAF entende que o clube ainda atravessa um período de transição financeira. O Atlético ainda trabalha para reduzir passivos históricos acumulados ao longo dos últimos anos.

Parte do aporte cobrirá investimentos recentes no futebol

Embora a prioridade seja o pagamento das dívidas, Pedro Daniel confirmou que uma parte menor dos recursos será utilizada para cobrir investimentos recentes feitos no elenco profissional.

Entre eles estão operações envolvendo jogadores contratados ou adquiridos pelo clube, casos como os dos atacantes Mateo Cassierra e Alan Minda.

A SAF atleticana tenta equilibrar dois objetivos considerados fundamentais internamente: reduzir o impacto financeiro das dívidas; manter um elenco competitivo para seguir brigando por títulos.

Mudanças na SAF com o aporte

Aprovado por mais de 150 conselheiros nesta segunda-feira (25), o investimento que será feito por Rubens e Rafael Menin muda a estrutura acionária da SAF do Atlético.

Agora, os 2R’s, como são conhecido, possuem não mais 41,8% do futebol do clube, mas sim 83,5%. A associação saiu de 25% para 10%, enquanto os outros sócios dividem 6,5%.

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