CEO do Atlético detalha participação de Sampaoli em contratações

CEO do Atlético detalha participação de Sampaoli em contratações

3 minutos 02/02/2026

O técnico Jorge Sampaoli tem um papel importante na montagem de elenco do Atlético. Embora ele não seja quem bate o martelo sobre as contratações, o comandante é frequentemente consultado. CEO do clube, Pedro Daniel detalhou a participação do treinador argentino na busca por reforços.

No início do ano, o Atlético definiu um orçamento para a temporada. Pedro Daniel deixou claro que não é possível ignorar o financeiro para contratar, mas com o auxílio do CIGA, o clube tenta combinar necessidade, cifras e qualidade individual do jogador.

“A comissão técnica não participa da discussão de orçamento. Ela participa da discussão técnica desse atleta, se o perfil de atleta funciona para o estilo de jogo. O CIGA traz uma visão mais tecnológica, de mapeamento, de comparações, se o jogador encaixa com o grupo atual. A gente não tem um orçamento ilimitado. Tem um orçamento limitado, então são escolhas. Se a gente investir mais num atacante, a gente vai ter que ser mais conservador no zagueiro”, disse o dirigente em entrevista à Galo TV.

O CEO deixou claro que as decisões não são aprovadas por apenas uma pessoa: “Então essa decisão, a Comissão Técnica participam. Pra gente também saber qual que são as maiores necessidades. Então a gente fala com uma boa frequência. Todos participam do processo. Ninguém toma decisão isolada.”

Com a janela de transferência ainda aberta, a movimentação interna é ainda maior. Pedro Daniel reiterou que o Atlético passa por uma reformulação, e por isso, as discussões de nomes de possíveis contratações são ainda mais recorrentes e andam muito rápido, ainda que não para um desfecho positivo.

“O CIGA traz, mapeia, aponta, ‘tem esses quatro, cinco atletas que têm esse perfil’. E algumas vezes ele (Sampaoli) fala ‘não’, esse não funciona, esse eu já trabalhei, esse eu tenho uma referência que não é legal. Esse tipo de discussão é muito comum. Quando tem a validação, a gente chama o CIGA, que muitas vezes fala que para tirar esse atleta de outro clube, tem uma transferência alta, ou tem um salário alto, e aí a gente volta do zero”

O CEO atleticano também detalhou as metas e citou o planejamento a longo prazo. Contudo, segundo Pedro Daniel, as decisões deste ano já vão condicionar o Atlético para estar no topo das conquistas Sul-Americanas daqui quatro anos.

“Na verdade, a gente fez um desenho de médio prazo, que a gente chama do Galo 2030, ou seja, onde a gente quer que o Galo esteja em 2030. E as contratações, toda essa discussão do departamento de futebol, já está sendo executada pensando nessa linha. Todo esse mapeamento que fizemos, neste primeiro ano, a gente não tem um orçamento como o Flamengo e o Palmeiras, por exemplo, então tem que ser muito mais assertivo, muito mais eficiente na tomada de decisão, para poder ser competitivo”

Pedro Daniel, CEO do Atlético

Por fim, ele projetou o desempenho do time para 2026 e deixou claro que os bastidores estão mais organizados do que os do ano passado. Em 2025, o Atlético se frustrou dentro das quatro linhas – terminou o ano com o vice da Sul-Americana e sem vaga para a Copa Libertadores.

“Estou muito confiante que a gente vai ter uma performance melhor do que no último ano. Mas tem todo um encaixe, tem todo um contexto que muitas vezes foge do controle financeiro, comportamental e técnico. Algumas vezes as coisas se encaixam melhor do que outras. Eu acho que o perfil que a gente traçou e que está executando para esse ano está melhor do que no último ano”, finalizou.

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