CEO do Atlético sobre próxima janela de transferências: ‘Não será forte’

CEO do Atlético sobre próxima janela de transferências: ‘Não será forte’

6 minutos 25/04/2026
CEO do Atlético sobre próxima janela de transferências: ‘Não será forte’
CEO do Atlético sobre próxima janela de transferências: ‘Não será forte’ (Pedro Daniel, CEO do Atlético)

Chief Executive Office (CEO) do Atlético, Pedro Daniel revelou que a próxima janela de transferências do clube “não será forte”.

Segundo ele, o Galo “não pretende fazer grandes investimentos” porque está focado no “reperfilamento da dívida”. Em entrevista ao Sports Market Makers, Thiago Maia, diretor financeiro alvinegro, afirmou que o endividamento total alcança R$ 1,7 bilhão – valor considerado pelo dirigente “organizamente quase impagável”.

Contudo, Pedro Daniel disse que o Atlético não descarta fazer movimentações na próxima janela brasileira, que se abrirá entre 20 de julho e vai até o dia 11 de setembro.

“É, a gente já fez uma janela bem movimentada no começo do ano, talvez mais do que a dos nossos concorrentes. Como eu te falei, foram mais de 20 movimentações. Essa janela do meio do ano, que muita gente está discutindo, não será forte no sentido de investimento. Estamos muito focados no reperfilamento da dívida, na mudança de perfil, que já ocorreu em grande parte. Não haverá grandes investimentos nessa segunda janela. Isso não está no nosso planejamento.”

Pedro Daniel, CEO do Atlético

“A ideia é fazer tudo dentro dos conformes. A gente tem um plano muito bem definido para isso, então não pretende fazer grandes investimentos. Agora, se você falar ‘não vai ter nenhuma movimentação’, isso não é verdade. Até porque pode ocorrer alguma substituição, alguma mudança, mas, em termos de grandes investimentos, isso não ocorrerá”, finalizou Pedro, em entrevista ao Uol.

Pedro Daniel ‘antecipou’ postura em entrevista ao No Ataque

Em entrevista exclusiva ao No Ataque em março, Pedro Daniel deu mais detalhes sobre a postura do Atlético na próxima janela de transferências.

Inicialmente, Pedro Daniel citou Palmeiras e Flamengo como os grandes protagonistas no futebol nacional – não apenas esportivamente, mas também nos bastidores. Nas recentes movimentações, em 2025, o Verdão gastou cerca de R$ 850 milhões em reforços. O rubro-negro, por sua vez, fez investimento de R$ 700 milhões.

“Hoje, a gente não tem esse orçamento. ‘Então na janela do meio do ano vamos trazer as maiores estrelas do futebol mundial?’ Não. Mas a gente está construindo para que consigamos ser cada vez mais competitivos. Fato que hoje a gente não está na primeira prateleira orçamentária do futebol’, comentou o CEO do Galo.

A janela de transferências do meio do ano será entre 20 de julho e 11 de setembro de 2026. Nos primeiros movimentos deste ano, o Atlético contratou sete reforços. Contudo, Paulo Bracks, CSO do alvinegro, admitiu que ainda existem lacunas no elenco. Pedro Daniel falou do orçamento para buscar novas peças.

“Eu comparo bastante com Flamengo e Palmeiras, que muitas vezes a expectativa é essa, mas a nossa realidade hoje não é essa de competição financeira com eles. Quando a gente vê contratações de R$ 200 milhões de um atleta. Não. Esse não é o nosso perfil econômico e nem do projeto que a gente quer. A gente tem que ser muito mais assertivo, muito mais eficiente do que eles”

Pedro Daniel, CEO do Atlético

Investimento gradual

Segundo Pedro Daniel, o Atlético tem o plano bem traçado. O clube pretende fazer investimentos de forma gradual, mas com atenção às necessidades do momento – caso surjam imprevistos como vendas ou lesões de atletas.

“Nosso desenho é de um aumento gradual. Esse aumento gradual só vai ocorrer se a gente conseguir ser eficiente, porque muitas vezes acontece o seguinte: a gente faz um investimento, como neste começo de ano, e a performance não ocorre com alguns dos investidos. A gente precisa fazer alguns ajustes de rota, isso é normal. Então, algumas vezes pode ter uma carência maior numa situação, porque tem lesão ou uma venda também”, comentou.

Por fim, o diretor não descartou a possibilidade de investir ‘pesado’, mas deixou claro que a prioridade do Galo é fazer contratações precisas, com avaliação completa das partes envolvidas: diretoria, comissão técnica e Ciga.

“Seja no meio do ano, no final do ano, que nos exija uma nova contratação mais forte para a gente não perder a hierarquia. Então, pode ocorrer sim um investimento muito maior no ano que vem, mas o que a gente quer é criar uma linha muito clara de trabalho que foque nessa assertividade”, falou.

Como foi a janela do Atlético no início do ano

Contratações em definitivo

Os outros seis reforços foram comprados pelo Atlético – quatro deles envolveram compensação financeira. Contudo, o único valor confirmado foi o da transação pelo meio-campista Victor Hugo. O Galo desembolsou 2,5 milhões de dólares (R$ 13,5 milhões) por 50% do jogador, que era do Flamengo.

Além dele, as negociações pelo lateral-direito equatoriano Preciado e pelos atacantes Alan Minda (equatoriano) e Cassierra (colombiano), tiveram transferências financeiras. Os valores não foram divulgados, mas ao todo o Atlético gastou aproximadamente R$ 120 milhões, cerca de 20 milhões de euros, o que dá uma média de 5 milhões de euros por atleta. 

O lateral-esquerdo Renan Lodi e o volante Maycon chegaram sem custos ao Galo.

Por fim, o alvinegro ainda contou com troca de treinador. O argentino Jorge Sampaoli deixou o clube em 12 de fevereiro após sequência frustrante no Campeonato Mineiro e no Campeonato Brasileiro. O substituto é o também argentino Eduardo Domínguez, que estava no Estudiantes. Ele assinou contrato até o fim de 2027.

Saídas do Atlético

O Atlético promoveu uma verdadeira reformulação com o relevante número de saídas. Ao todo, foram três vendas, quatro encerramentos de contrato e nove empréstimos.

Nesta janela, o Galo vendeu o atacante Rony ao Santos por 3 milhões de euros (R$ 18 milhões). O lateral-esquerdo Guilherme Arana, que também deixou o clube, foi negociado ao Fluminense por 5 milhões de euros (R$ 30 milhões).

O atacante Isaac se transferiu para o Hellas Verona, da Itália. O alvinegro não informou o valor das tratativas, mas manteve 50% dos direitos econômicos do prata da casa.

Por fim, o atacante Biel, que tinha contrato até junho deste ano, foi liberado para assinar com o Al-Taawuon Saudi Club, da Arábia Saudita. Os direitos econômicos do jogador pertencem ao Sporting, de Portugal.

Três atletas chegaram ao fim do contrato e não tiveram os vínculos renovados: o lateral-direito Saravia, o lateral-esquerdo Caio Paulista e o goleiro Gabriel Átila.

Por outro lado, o clube emprestou seis jogadores: o goleiro Robert, os meio-campistas Gabriel Menino, Fausto Vera, os atacantes Cadu, João Marcelo e Caio Maia.

Jogadores emprestados pelo Galo

  • Robert emprestado ao Athletic até o fim de 2026
  • Gabriel Menino emprestado ao Santos até o fim de 2026
  • Fausto Vera emprestado ao River Plate até o fim de 2026
  • Cadu emprestado a Goiás até o fim de 2026
  • João Marcelo emprestado ao Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes, até o fim de 2026 com opção de compra
  • Caio Maia emprestado ao Londrina até o fim de 2026 com opção de compra
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A notícia CEO do Atlético sobre próxima janela de transferências: ‘Não será forte’ foi publicada primeiro no No Ataque por Rafael Cyrne

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