Início » Cinco desafios para o próximo técnico do Atlético


O Atlético está mais uma vez no mercado da bola em busca de um treinador. Desde a demissão do técnico argentino Jorge Sampaoli, na última quinta-feira (12/2), a direção da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Galo analisa possíveis nomes para o comando da equipe alvinegra. Enquanto o clube busca o profissional ideal, No Ataque lista cinco desafios para este profissional.
Da consistência defensiva ao alinhamento com a diretoria, o novo técnico do Atlético terá de direcionar atenção a pontos importantes no comando alvinegro. Veja-os a seguir.
Ainda que com equipes alternativas e em certa medida desentrosadas em boa parte dos jogos deste início de 2026, o Atlético tem deixado a desejar defensivamente. Até então, o time alvinegro sofreu 14 gols na somatória dos 11 compromissos que disputou (muitos contra adversários de níveis técnicos inferiores) – número que acende alerta para a sequência da temporada.
Por mais que boa parte destes lances tenham sido decididos por falhas individuais ou de comunicação, o Galo também apresentou problemas sistêmicos em fase defensiva neste começo de ano. Erros de cobertura, falhas proteção à área e quedas de concentração em momentos distintos das partidas prejudicaram resultados até aqui.

Se a falta de consistência defensiva tem sido “dor de cabeça”, por outro lado, o Atlético de Sampaoli foi um time que, especialmente neste começo de 2026, não deixou a desejar na criação de oportunidades de gol. Apesar disso, pecou no índice de conversão destas grandes chances em bolas na rede – a exceção foi o duelo contra o Itabirito, que terminou com goleada, por 7 a 2, no último sábado (14/2).
É certo que o trabalho do treinador passa mais por fornecer mecanismos ofensivos para que a equipe alcance o último terço do que o aproveitamento das finalizações em si, mas este também precisa ser um foco do projeto do profissional a ser escolhido pelo Galo.

O crescimento coletivo costuma promover subidas de performances individuais no futebol, mas alguns nomes merecem atenção especial da comissão técnica que assumir o Atlético. No caso dos “velhos conhecidos”, o zagueiro Junior Alonso, o meia-atacante Bernard e o atacante Júnior Santos estão entre os nomes mais questionados por torcedores e podem apresentar melhor nível dentro das quatro linhas – o último deles está recém-recuperado de lesão.
Já na ponta dos reforços, até então, o Galo trouxe seis nomes a Belo Horizonte: o lateral-direito Ángelo Preciado, o lateral-esquerdo Renan Lodi, o meio-campista Maycon, o meia-atacante Victor Hugo, o ponta Alan Minda e o atacante Cassierra. Se Lodi, Maycon e VH parecem já estar devidamente encaixados na equipe, os outros três ainda buscam o melhor desempenho.

É natural que o foco mais imediato do próximo técnico do Atlético em termos de competições seja buscar o hepta do Campeonato Mineiro, mas a prioridade da temporada pede ainda mais atenção. O Galo teve início abaixo das expectativas na Série A do Campeonato Brasileiro, com dois empates como mandante e uma derrota como visitante, e precisa reagir para aparecer na parte de cima da tabela de classificação.
Os primeiros resultados deixaram o time alvinegro na 15ª posição, com apenas dois pontos. Depois de dois anos fora da Copa Libertadores, o Atlético tem o Brasileirão como ferramenta mais “acessível” para voltar a disputar o principal torneio do continente em 2027 – para isso, precisa pensar em estabelecer sequência positiva de resultados desde já na competição nacional.

Um dos maiores motivos para a queda de Jorge Sampaoli passou pelo desalinhamento entre o treinador e a diretoria em relação à atuação no mercado de transferências. O argentino fazia pedidos de contratações com os quais a SAF do Atlético não conseguia cumprir, e essa desconexão gerou ruídos principalmente nas últimas semanas.
Com o iminente anúncio do argentino Tomás Pérez, o Galo sanará as três carências de elenco que Paulo Bracks abriu à imprensa no início do ano: um lateral-direito, um primeiro volante e um atacante de referência. De toda forma, é bastante provável que o próximo treinador sugira novos reforços para composição do grupo alvinegro – a janela fecha em 5 de março.
Seja na atual janela ou na próxima, estas eventuais indicações do próximo comandante, no entanto, precisam estar alinhadas ao que a SAF do Atlético tem como diretrizes financeiras. Com endividamento bilionário, o clube segue sem condições de competir nas cifras com potências como Flamengo e Palmeiras no mercado, conforme reafirmou Pedro Daniel – novo CEO da instituição – em janeiro.

Enquanto busca um novo nome para o comando técnico, o Atlético se prepara sob o comando do auxiliar fixo Lucas Gonçalves para a primeira semifinal do Campeonato Mineiro. O adversário alvinegro no mata-mata será o América.
O primeiro duelo entre os times ocorrerá na Arena MRV, em Belo Horizonte. A bola rolará às 18h do domingo (22/2), provavelmente ainda com Lucas Gonçalves no comando do Galo.

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