Início » Cinco vitórias fora de casa na Libertadores que inspiram o Cruzeiro contra a Católica


O Cruzeiro entra em campo nesta quarta-feira (6/5), às 23h (de Brasília), diante da Universidad Católica, no Chile, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, em um confronto que carrega peso de decisão já na primeira fase.
O cenário do Grupo D é claro: Cruzeiro, Boca Juniors-ARG e Católica-CHI têm seis pontos e estão separados pelos critérios de desempate.
Historicamente, nesses momentos o Cruzeiro costuma construir campanhas marcantes. A seguir, a reportagem de No Ataque relembra cinco vitórias conseguidas, longe de Belo Horizonte, que ajudam a entender por que o torcedor celeste deve acreditar neste triunfo.
Em 1994, o Cruzeiro encarou o Boca em um contexto desafiador, em um grupo com Palmeiras e Vélez Sarsfield-ARG, que viria a ser campeão daquela edição.
O duelo na La Bombonera, como sempre, foi muito duro para a Raposa. Após um primeiro tempo de resistência, a equipe mineira foi cirúrgica na etapa final.
Paulo Roberto abriu o placar em cobrança de falta, e Roberto Gaúcho ampliou. O Boca ainda descontou com Beto Acosta, mas não evitou a vitória celeste.
Mais do que o resultado, ficou a imagem de um time que não se intimidou. Em um estádio conhecido por pressionar e sufocar adversários, o Cruzeiro jogou com coragem e eficiência, duas características essenciais para qualquer campanha sólida na Libertadores.
Poucos jogos na história do clube carregam tanto simbolismo quanto esse. O Cruzeiro chegou ao confronto contra o Grêmio, no Olímpico, após três derrotas consecutivas na Libertadores de 1997. A classificação parecia improvável e o ambiente era de desconfiança.
Naquele jogo, no entanto, o elenco encontrou, fora de casa, o jogo que redefiniu aquela trajetória. Logo no início do segundo tempo, Elivélton fez jogada pela esquerda e cruzou. Palhinha mergulhou de peixinho e marcou o gol da vitória.
A partir dali, o Cruzeiro ganhou confiança e iniciou a arrancada que terminaria com o título continental. Aquela vitória em Porto Alegre não garantiu classificação naquele momento, mas mudou completamente o destino da equipe.
Em 2009, nas quartas de final da Libertadores, o Cruzeiro mostrou outra faceta fundamental para jogos fora de casa: controle emocional.
Diante do São Paulo, no Morumbi lotado, a equipe mineira precisava sustentar a vantagem construída no Mineirão, após vencer por 2 a 1, com gols de Leonardo Silva e Zé Carlos, e fez isso com inteligência.
O time suportou a pressão inicial, contou com a expulsão do volante Eduardo Costa ainda no primeiro tempo e, quando teve espaço, foi letal.
O volante Henrique abriu o placar com um chutaço de fora da área e depois Kléber converteu pênalti e sacramentou a classificação para a semifinal daquele ano.

A vitória sobre a Universidad de Chile, em Santiago, veio em um momento delicado da fase de grupos, o mais semelhante com o vivido pelo clube atualmente.
O Cruzeiro ainda não havia vencido fora de casa naquela edição e entrava pressionado após ter perdido para o Defensor-URU e empatado com o Real Garcilaso-PER. Era, na prática, um jogo de sobrevivência, e o time celeste respondeu bem.
Bruno Rodrigo abriu o placar aos 16 minutos, e o lateral-esquerdo Samudio ampliou ainda no primeiro tempo. Coma vantagem construída cedo, o Cruzeiro conseguiu controlar o ritmo, suportar a pressão e garantir um triunfo fundamental.
Mais do que os três pontos, aquele resultado recolocou o time na briga pela classificação, que se concretizaria ao fim da primeira fase.

Se a vitória no Chile foi de afirmação, o triunfo sobre o Cerro Porteño, em Assunção, foi o último brilho do clube naquela edição, que viria a ser eliminado nas quartas de final para o San Lorenzo-ARG.
No segundo jogo das oitavas de final em 2014, após empatar em casa por 1 a 1, o Cruzeiro encontrou um ambiente hostil e um adversário agressivo no Defensores del Chaco, em Assunção. No primeiro tempo, sofreu pressão constante. No segundo, viu a situação se complicar ainda mais com a expulsão de Bruno Rodrigo.
Aos 35 minutos da etapa complementar, no entanto, Everton Ribeiro cobrou falta, e Dedé subiu para marcar de cabeça. Já nos acréscimos, Dagoberto aproveitou erro da defesa paraguaia e fechou o placar. 2 a 0 e classificação.

O Cruzeiro chega à quarta rodada da Libertadores em um cenário de equilíbrio extremo. A Universidad Católica-CHI lidera o grupo pelo número de gols marcados nos confrontos diretos, enquanto Boca Juniors-ARG aparece à frente da Raposa pelo saldo geral.
A conta para o Cruzeiro é objetiva: vencer no Chile significa chegar a nove pontos e assumir a liderança. Um triunfo por dois gols ainda tem peso adicional, pois pode equilibrar o confronto direto com os chilenos.
Empatar mantém o time vivo, mas em situação desconfortável. Perder obriga a equipe a buscar praticamente uma campanha perfeita nas rodadas finais.
Os dois primeiros colocados avançam às oitavas de final da Copa Libertadores, enquanto o terceiro vai para os playoffs da Copa Sul-Americana. O quarto é eliminado de qualquer disputa posterior.
A notícia Cinco vitórias fora de casa na Libertadores que inspiram o Cruzeiro contra a Católica foi publicada primeiro no No Ataque por Vitor de Araújo

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