Como o Cruzeiro anulou as valências do Corinthians e derrotou o líder do Brasileiro?

Como o Cruzeiro anulou as valências do Corinthians e derrotou o líder do Brasileiro?

4 minutos 19/05/2026
Como o Cruzeiro anulou as valências do Corinthians e derrotou o líder do Brasileiro?
Como o Cruzeiro anulou as valências do Corinthians e derrotou o líder do Brasileiro? (Jonas Urias, técnico do Cruzeiro)

O Cruzeiro teve uma semana de estudo e preparação para receber o Corinthians na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Diante da própria torcida, as Cabulosas executaram com maestria aquilo que haviam organizado e venceram por 3 a 2, nessa segunda-feira (18/5), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Técnico da Raposa, Jonas Urias explicou como o grupo trabalhou para anular as valências do líder da Série A1.

Quem assistiu ao clássico interestadual testemunhou dois jogos distintos do Cruzeiro. No primeiro tempo, o clube mineiro se concentrou em impedir o ímpeto ofensivo das adversárias. Na etapa complementar, a Raposa mudou a estratégia e se lançou ao campo de ataque. Jonas Urias explicou que as diferentes posturas faziam parte do plano traçado.

Primeiro tempo: atenção defensiva

Investir na defesa tinha como intuito impedir que o Corinthians balançasse as redes nos minutos iniciais. Isso porque nas vitórias construídas anteriormente na competição o clube paulista praticamente resolveu o placar no primeiro tempo. Aquele período, como detalhado pelo comandante, era de ‘entrega e sacrifício’.

“Primeiro, acho que a questão estatística dos gols criados do Corinthians. O Corinthians decidiu muito jogo na primeira etapa, então a gente sabia que nossa primeira etapa tinha que ser impecável defensivamente. Não foi, mas o sucesso que tivemos ofensivamente nos colocou vencendo a partida até o intervalo. Sabíamos que seria um jogo de muita doação defensiva. Quem começa o jogo, começa saindo da entrega e do sacrifício”

Jonas Urias, técnico do Cruzeiro

Quando disse que o time não foi impecável defensivamente, Jonas Urias se referiu ao gol sofrido aos 23 minutos. Contudo, àquela altura, o Cruzeiro já tinha dois tentos a favor – a atacante Letícia Ferreira abriu o placar aos quatro minutos e a zagueira Paloma Maciel ampliou aos 22. Foi capaz de atuar no erro do adversário em um momento que prezava pela atenção defensiva.

Segundo tempo: investimento no ataque

No segundo tempo, o Corinthians aproveitou vacilo defensivo e chegou ao empate logo aos cinco minutos. O tento não frustrou os planos das Cabulosas. Para a etapa complementar, a meta era explorar o campo de ataque. O que explica a escalação inicial e as substituições ao longo da parcial.

Com a intenção de ganhar volume ofensivo, Jonas Urias acionou de uma só vez a volante Bedoya e as atacantes Byanca Brasil e Vanessinha – todas recém-recuperadas de lesão. Pouco depois, a atacante Ravenna ganhou oportunidade. Depois de tanto rondar a área adversária, o Cruzeiro marcou o gol da vitória aos 37 minutos, com a meio-campista Pri Back.

“A gente fez uma gestão de possibilidades para a segunda etapa que era de agressividade ofensiva. Não era só defender, defender e levar o jogo até o fim. Era inverter os papéis na segunda etapa com a entrada de quem entrou, Byanca, Vanessinha, Bedoya voltando, que coisa maravilhosa, bom vê-la em campo. Foi feita essa análise de volume do jogo do Corinthians pra gente fazer as escolhas. Isso afetou as escolhas para começar o jogo e as trocas”

Jonas Urias, técnico do Cruzeiro

  • Leia também: Meia do Cruzeiro faz golaço, decide jogo contra o Corinthians e vai às lágrimas

Impedir cruzamentos e circulação de atletas decisivas

Na fase defensiva, o Cruzeiro se atentou a outros dois fatores: impedir os cruzamentos, especialmente na segunda trave, e a livre circulação de atletas decisivas. 

“Destaco a importância dos trabalhos de trio nos blocos baixos. Quando a gente entrava em bloco baixo, os trios dos cantos precisavam inibir cruzamentos. O Corinthians é muito forte em cruzamento. Destaco os encaixes de área que precisavam ser impecáveis. Não pode deixar a Zanotti com conforto, não pode deixar ela livre de jeito nenhum, Andressa Alves, Duda Sampaio, não pode”, seguiu o treinador.

A ideia da comissão técnica e das atletas cruzeirenses era manter as corintianas em estado de alerta, pensando sempre em como tentar buscar um espaço e não em como aproveitá-lo: “A gente precisa estar muito bem encaixado, fazendo elas estarem preocupadas com a marcação e não atentas com tempo de bola e deslocamento”.

Atenção com a bola parada

Um outro fator destacado por Jonas Urias foi a entrega das atletas. O comandante revelou uma reunião tida como essencial sobre bola aérea. 

“O grupo se dedicou muito. Destaco aqui também sobre nosso trabalho na semana, uma reunião espetacular que tivemos no sábado. As próprias atletas fizeram uma reflexão, um estudo em cima das nossas bolas paradas. Realizaram ajustes, entenderam, propuseram mudanças e pequenos ajustes. E hoje a gente faz um gol de bola parada. Mérito da mentalidade que tem esse grupo”, finalizou.

Cruzeiro no Brasileiro

Agora com 20 pontos, as Cabulosas figuram em sexto na tabela de classificação do Brasileiro, empatadas com Bahia e Inter, em quarto e quinto, respectivamente.

O próximo compromisso do Cruzeiro está marcado para este domingo (24/5), às 15h, contra o Vitória, no Barradão, em Salvador, pela 12ª rodada do Brasileiro. É o último antes da pausa para a Copa do Mundo Masculina.

A notícia Como o Cruzeiro anulou as valências do Corinthians e derrotou o líder do Brasileiro? foi publicada primeiro no No Ataque por Sofia Cunha

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...