Corinthians luta, mas Arsenal se impõe em jogaço e é campeão do Mundial Feminino

Corinthians luta, mas Arsenal se impõe em jogaço e é campeão do Mundial Feminino

5 minutos 01/02/2026

Por mais clichê que possa parecer, não se pode dizer que não houve luta. Mas o ímpeto alvinegro não foi capaz de contrapor o claro favoritismo alvirrubro. Neste domingo (1º/2), o Corinthians buscou o resultado duas vezes, mas se viu dominado e perdeu por 3 a 2 para o poderoso Arsenal na prorrogação, no Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra. Com o resultado, a equipe inglesa celebra, diante de mais de 25 mil torcedores, o título do primeiro Mundial de Clubes Feminino organizado pela Fifa na história.

Desde o início, o Arsenal – atual campeão da Champions League – impôs um jogo ofensivo e de pressão na saída de bola rival. O resultado foi quase imediato, com o gol da atacante Olivia Smith para abrir o placar logo aos 14 minutos do primeiro tempo. O duro golpe, porém, não abateu as Brabas, campeãs da Copa Libertadores. Já aos 20′, em lance originado em cobrança de escanteio, a também atacante Gabi Zanotti deixou tudo igual.

Porém, daí em diante, o domínio se intensificou. O time europeu criou muitas chances e parou em intervenções importantes da goleira Lelê. Mas, se as atacantes não conseguiam furar o bloqueio, restou à zagueira Lotte Wubben-Moy, aos 13 do segundo tempo, recolocar o Arsenal na frente. Quando tudo parecia perdido, um pênalti salvou o Corinthians. Vic Albuquerque bateu e levou o jogo para a prorrogação, aos 50′.

No tempo extra, a meia Foord aproveitou uma falha do Corinthians na saída de bola e marcou o gol do título inglês.

Pressão londrina e reação alvinegra

Os números resumem bem o que foi o primeiro tempo na capital inglesa. O Arsenal teve 77% de posse de bola (contra 23% do Corinthians), trocou 295 passes certos (contra só 69), finalizou 12 vezes (contra três) e teve seis escanteios (contra um).

Dominante, o atual campeão da Champions League criou para vencer. Porém, os números mais importantes de um jogo de futebol mostraram outra coisa: a etapa inicial terminou empatada por 1 a 1.

A pressão londrina deu resultado logo aos 14 minutos, após uma falha da zagueira Letícia Teles. Russo ficou frente a frente com a goleira Lelê – que defendeu -, mas no rebote a atacante Smith finalizou com desviou e viu a bola morrer nas redes.

A desvantagem fez despertar um raro momento de ímpeto ofensivo corintiano. Após uma bola no travessão da meio-campista Duda Sampaio, a equipe brasileira deixou tudo igual com a atacante Gabi Zanotti, em lance de escanteio, aos 20.

Dali em diante, o Arsenal retomou o controle do jogo e empilhou boas oportunidades, mas parou em uma grande atuação de Lelê.

Jogadoras do Corinthians comemoram gol contra o Arsenal - (foto: Adrian Dennis/AFP)
Jogadoras do Corinthians comemoram gol contra o Arsenal(foto: Adrian Dennis/AFP)

Pênalti salvador!

O panorama do jogo não mudou na volta para o segundo tempo: de um lado, um Arsenal incisivo em busca do segundo gol; do outro, um Corinthians sufocado, ainda aparentemente longe da melhor forma neste início de temporada brasileira. Tamanha pressão deu resultado aos 13 minutos, com a zagueira Lotte Wubben-Moy, de cabeça: 2 a 1.

A reação imediata, que se viu no primeiro tempo, não se repetiu na etapa final. Após retomar a dianteira no placar, o Arsenal seguiu com mais posse de bola e buscou ampliar a vantagem. O Corinthians, por sua vez, tinha mais dificuldade para criar boas oportunidades.

Ainda assim, as Brabas tiveram oportunidade para empatar. A principal foi 24, quando Jhonson saiu frente a frente com a goleira Anneke Borbe após lançamento de Duda Sampaio, mas não conseguiu marcar. No finalzinho, quando tudo parecia perdido, um pênalti já nos acréscimos – assinalado com auxílio do VAR – renovou a esperança. Na cobrança, Vic Albuquerque igualou o marcador: 2 a 2 aos 50′.

Prorrogação

No primeiro tempo da prorrogação, o Corinthians tentou tomar as rédeas da partida e praticar um futebol mais próximo daquele que joga no Brasil. Mas o equilíbrio se desfez em uma falha na saída de bola, aos 13′. A meia Foord conduziu a bola e finalizou no contrapé de Lelê: 3 a 2.

O segundo tempo foi de um exausto Corinthians em busca de uma improvável reviravolta e um adversário mais inteiro, ainda com mais presença ofensiva. Mas nada mudou no placar: Arsenal campeão!

Preocupação

Já nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, a goleira do Arsenal, Anneke Borbe, precisou ser substituída por conta de uma pancada no rosto em um lance com Jhonson, do Corinthians. Van Domselaar entrou, após longa paralisação e o acionamento do protocolo de concussão.

ARSENAL 3 X 2 CORINTHIANS

Arsenal

  • Anneke Borbe (Van Domselaar, aos 25′ do 2ºTP); Fox (Holmberg, aos 18′ do 2ºT), Lotte Wubben-Moy, Catley e McCabe; Little (Codina, aos 2′ 1ºTP), Beth Mead (Chloe Kelly, aos 31′ do 2ºT) e Caldentey (Pelova, no intervalo da prorrogação); Smith (Foord, aos 18′ do 2ºT), Blackstenius (Maanum, no intervalo) e Russo. Técnica: Renée Slegers.

Corinthians

  • Lelê; Gi Fernandes (Érika, no intervalo), Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires (Ariel Godoi, aos 26′ do 2ºTP); Ana Vitória (Jhonson, aos 19′ do 2ºT), Duda Sampaio, Andressa Alves (Dayana Rodríguez, aos 5′ do 1ºTP), Jaqueline (Gisela Robledo, aos 40′ do 2ºT) e Belén Aquino (Ivana Fuso, aos 27′ do 2ºT); Gabi Zanotti (Vic Albuquerque, aos 27′ do 2ºT). Técnico: Lucas Piccinato.
  • Motivo: final do Mundial de Clubes Feminino
  • Data e horário: 1º de fevereiro de 2026, às 15h (de Brasília)
  • Local: Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra
  • Público: 25.031 torcedores
  • Árbitro: Katia Itzel (MEX)
  • Assistentes: Sandra Elizabeth Ramírez (MEX) e Karen Janett Díaz (MEX)
  • VAR: Tatiana Guzmán (NIC)
  • Gols: Smith, aos 14′ do 1ºT, Lotte Wubben-Moy, aos 13′ do 2ºT, e Foord, aos 13′ do 1ºTP (ARS); Gabi Zanotti, aos 20′ do 1ºT, e Vic Albuquerque, aos 50′ do 2ºT (COR)
  • Cartões amarelos: Caldentey, aos 15′ do 1ºT (ARS); Gi Fernandes, aos 39′ do 1ºT, e Andressa Alves, aos 5′ do 1ºTP (COR)

Fonte

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