Início » Cruzeiro sofre, mas vence Mixto e respira em busca de vaga nas quartas do Brasileiro


Em busca da classificação às quartas de final do Campeonato Brasileiro, as Cabulosas não tinham alternativa: era vencer ou vencer. Diante de um cenário de aflição a duas rodadas do fim da etapa classificatória, o Cruzeiro viajou a Cuiabá, cumpriu a missão – de forma sofrida – e triunfou sobre o Mixto por 2 a 1, neste sábado (15/8).
O Cruzeiro começou bem e de forma intensa o confronto e abriu o placar logo aos 5 minutos, quando a atacante Byanca Brasil cobrou falta colocada. Teve chance de ampliar na primeira parcial, principalmente em lance protagonizado pela atacante Vanessinha, mas não mexeu mais no marcador.
No segundo tempo, o Mixto cresceu, apresentou volume ofensivo e tornou improdutivo o ataque celeste. Coroou o bom momento e chegou ao empate aos 32 minutos, com a atacante Joycinha. Naquele momento, a Raposa entrou em estado de alerta e se jogou em busca do segundo tento. Depois de muito martelar pelas alas, conseguiu. Aos 48 minutos, a lateral-esquerda Gisseli cruzou na área, e a zagueira Silvana, na tentativa de cortar, mandou contra a própria meta.
A vitória entrega certo alívio, principalmente se considerar que um empate ou uma derrota poderia tirar a Raposa do G8. Agora com 27 pontos, as Cabulosas saem da oitava para a quinta colocação. Ainda podem perder até dois espaços se o Inter também triunfar (contra a Ferroviária, às 19h deste sábado) e o Flamengo derrotar o Santos (neste domingo, às 11h) e tirar vantagem de seis gols de saldo.
De qualquer forma, não há a possibilidade de o clube estrelado deixar a zona de classificação na 16ª rodada. A definição da vaga no mata-mata ficará para o compromisso derradeiro. No próximo sábado (22/8), o Cruzeiro recebe o Palmeiras na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a partir das 18h, pela 17ª rodada da Série A1. O Verdão já está garantido na próxima etapa, resta saber em qual posição.
A briga do Mixto era outra: fugir do rebaixamento. E atingiu o objetivo de permanecer na elite do futebol nacional antes mesmo de encarar o Cruzeiro. Isso porque o Vitória, time que abre o Z2, perdeu para o Bragantino por 6 a 2, permaneceu com sete pontos e não tem mais como alcançar a equipe mato-grossense, que figura em 14º lugar, com 12 pontos.
O técnico Jonas Urias promoveu quatro mudanças na escalação. Suspensas, a zagueira Vitória Calhau e a lateral-direita Michelle Romero deram espaço à zagueira Isadora Amaral e à ponta direita Milena, respectivamente. Também saíram a volante Bedoya e a meio-campista Pri Back. Entraram a lateral-direita Ketlin e a meio-campista Mari Andrade.
Giménez, Isadora e Ketlin formaram a primeira linha de três. Marília ficou responsável pela ponta direita, Milena pela esquerda, e Vanessinha, Capelinha e Mari Andrade completaram o meio-campo. Em um primeiro momento, Gisseli e Byanca Brasil formaram dupla de ataque.
O Cruzeiro precisava vencer para respirar e se aproximar de vaga nas quartas de final do Brasileiro. Empate ou derrota poderia complicar a vida do clube se não houvesse combinação de outros resultados. Por isso, as Cabulosas iniciaram a partida com intensidade.
Logo no início, Vanessinha descolou falta na entrada da grande área, no lado direito do campo do Dutrinha. Byanca Brasil se posicionou para a cobrança, bateu colocado no canto esquerdo da goleira Nágila, que demorou a reagir, e abriu o placar para a Raposa aos cinco minutos: 0 a 1.
A equipe mineira manteve o gás nos instantes seguintes e teve oportunidades de ampliar o marcador. A principal quando Vanessinha fez fila, chutou rasteiro e viu a bola passar rente à trave esquerda. Nesse meio tempo, o Mixto mal conseguia tocar a bola e apostava em saídas de velocidade.
O cenário mudou um pouco com o passar do tempo, e o clube mato-grossense passou a gostar mais do jogo. Em um cruzamento, Ketlin tentou tirar de cabeça, mas quase mandou contra a própria meta. Depois disso, aos 40 minutos, chance de ouro desperdiçada.
A árbitra Eliane Nogueira dos Santos se precipitou, achou faltoso contato de Yennifer Giménez na atacante Thayná e assinalou pênalti. Luana Índia, que defendeu a camisa celeste em 2024, pegou a bola. mas viu Cláudia crescer. A arqueira pulou para o lado certo e defendeu a cobrança e o rebote. Cabulosas em vantagem na primeira etapa.
Como fez em outras partidas, o Mixto vendeu caro os pontos. Aproveitou-se da posse de bola e apresentou mais volume ofensivo. Assustou principalmente aos 13 minutos, quando a lateral-direita Lívia Mathias arriscou de longe e viu a redonda passar muito perto do travessão.
O Cruzeiro não deixou de ocupar o ataque, mas tornou-se improdutivo e quase não criou. Para dar fôlego à marcação, Jonas Urias acionou a volante Bedoya na vaga da meio-campista Mari Andrade. Posteriormente, tentou reforçar ainda mais o meio-campo ao tirar a atacante Vanessinha para dar oportunidade à meia Pri Back.
Pouco depois, Adilson Galdino, comandante do Mixto, enxergou a necessidade de renovar o sistema ofensivo. Foi quando colocou a meio-campista Fany Gauto e as atacantes Debinha e Isa Rangel nos espaços de Karol Alves, Thayná e Luana Índia, respectivamente.
As movimentações surtiram efeito, e o Mixto coroou a melhor atuação no segundo tempo aos 32 minutos. Na ocasião, Livia cruzou na medida para a atacante Joycinha, que ganhou de Ketlin no jogo aéreo e cabeceou no contrapé de Cláudia: 1 a 1.
O Cruzeiro, que parecia sem fôlego, não se entregou. Jogou-se ao campo de ataque, especialmente pelas alas, até encontrar o tento da vitória. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, a lateral-esquerda Gisseli cruzou na área, e a zagueira Silvana, na tentativa de cortar, mandou contra a própria meta: 1 a 2.
Nágila; Livia, Nayara, Isabela Melo e Natalia; Sara, Karol Alves (Fany Gauto, aos 23′ do 2ºT) e Sassá; Joycinha, Thayná (Debinha, aos 23′ do 2ºT) e Luana Índia (Isa Rangel, aos 23′ do 2ºT). Tècnico: Adilson Galdino.
Cláudia; Yennifer Gimenez, Isadora e Ketlin (Letícia Alves, aos 39′ do 2ºT); Marília, Vanessinha (Pri Back, aos 20′ do 2ºT), Capelinha, Mari Andrade (Bedoya, aos 10′ do 2ºT), Milena (Gaby Rodríguez, aos 40′ do 2ºT); Gisseli e Byanca Brasil. Técnico: Jonas Urias.
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