Início » Cruzeiro sofre virada para Fluminense no fim e é eliminado da Copa do Brasil


Vacilo defensivo na reta final da partida custou caro, e o Cruzeiro caiu mais cedo que o esperado na Copa do Brasil Feminina. Apesar de terem sido superiores ao longo do embate, as Cabulosas sofreram virada para o Fluminense, perderam por 2 a 1 e se despediram da competição nacional ainda nas oitavas. Mineiras e cariocas mediram forças nesta terça-feira (21/7), no Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro.
Cruzeiro e Fluminense fizeram jogo aberto e truncado nos primeiros minutos da etapa inicial. Com o passar do tempo, a Raposa passou a gostar mais do jogo, assumiu a posse e ocupou o campo de ataque por mais tempo. A dificuldade era converter a porcentagem em chances perigosas e dar sequência às jogadas – problema observado a partir dos erros de passes.
As Cabulosas conseguiram furar o sistema defensivo do Fluminense aos 32 minutos do segundo tempo, com a meio-campista Pri Back. A êxtase durou muito pouco. Quase nada. Aos 34, a atacante Kamilla deixou tudo igual. O desenho da partida não mudou, mas o Tricolor Carioca soube ser eficaz. Aos 45, a também atacante Lelê selou a virada e a classificação após vacilo defensivo – também a primeira vitória diante do Cruzeiro, que deu sinais de desgaste.
O Fluminense ainda não sabe qual equipe enfrentará nas quartas de final, compostas por partidas de ida e volta. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteará os duelos nesta sexta-feira (24/7), às 10h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
No mesmo dia, as Cabulosas têm novo compromisso. Recebem o São Paulo na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, às 21h30, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um pouco mais cedo, às 20h, o Fluminense visita o Internacional no SESC Protásio Alves, em Porto Alegre, pela mesma rodada do torneio nacional.
Além da fase final da Série A1, o segundo semestre reserva para as Cabulosas as disputas da Copa Libertadores e do Campeonato Mineiro.
Havia expectativa acerca da escalação do Cruzeiro em função da quantidade de lesões – seis atletas em processo de recuperação de lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho. Com apenas uma zagueira de ofício à disposição (Vitória Calhau), o técnico Jonas Urias completou a linha de três com a lateral-direita Ketlin e a volante Capelinha.
Do meio para frente, o comandante não precisou improvisar peças. Ocuparam a parte central da linha de cinco a volante Lorena Bedoya, a meio-campista Pri Back e a atacante Vanessinha; a lateral-esquerda Gisseli e a atacante Marília fecharam as alas. Byanca Brasil e Letícia formaram a dupla de ataque.
Cruzeiro e Fluminense fizeram jogo aberto – as Cabulosas, apesar de carregarem o status de visitante, não deixaram de buscar o campo de ataque, especialmente a partir de bolas longas – nos primeiros minutos, mas truncado e se esbarraram no mesmo problema: dificuldade para dar sequência às jogadas e criar chances perigosas.
A Raposa não conseguia se aproximar da área em situação confortável, então Vanessinha optou por arriscar de fora. Na melhor chance da partida até então, a atacante carimbou a trave aos 27 minutos. Pouco a pouco, as Cabulosas passaram a gostar mais do jogo e deixar a bola por mais tempo no campo ofensivo. Aos 38, Lelê deu trabalho para a goleira Kemelli em finalização da entrada da área. Sem celebrações no primeiro tempo.
Jonas Urias e Saulo Silva não mexeram no intervalo, e o cenário permaneceu o mesmo. Enquanto o Cruzeiro valorizava a posse no campo de ataque e pecava nos passes, o Fluminense marcava próximo da linha do meio-campo. Àquela altura, a dificuldade era converter a porcentagem em perigo.
Aos 14 minutos, a equipe carioca escapou e assustou pela primeira vez quando Kamilla cruzou para Carioca. Livre de marcação, a atacante se esticou e tocou na bola, que passou rente à trave defendida por Camila Rodrigues.
Jonas Urias mexeu no corpo da equipe aos 26 minutos. Na ocasião, Letícia Alves se tornou a ponta direita, e Marília passou a fazer dupla com Byanca Brasil no lugar de Lelê; Milena substituiu Vanessinha e preencheu a ala esquerda, enquanto Gisseli caiu para o meio.
Pouco depois, aos 32, as Cabulosas enfim conseguiram furar o sistema defensivo do Fluminense. Byanca Brasil cobrou falta, a defesa rebateu, mas Pri Back estava atenta, ficou com a sobra e chutou de primeira, no canto esquerdo de Kemelli: 0 a 1.
Deu tempo apenas de Rafa Levis entrar em campo – na vaga de Gisseli. Aos 34 minutos, a equipe carioca empatou. Kamilla subiu mais alto em cobrança de escanteio, aproveitou desatenção do sistema defensivo do Cruzeiro e cabeceou para o fundo da rede: 1 a 1.
O desenho da partida não mudou, mas o Fluminense soube ser eficiente. Na chance criada posteriormente, aos 45 minutos, virou e selou a classificação. Camila afastou cobrança de escanteio, mas a defesa não venceu a segunda bola. Depois de confusão na grande área, Cotrim ficou com a sobra e acionou Lelê. Assim que a atacante recebeu, as cruzeirenses solicitaram impedimento, mas Vitória Calhau dava condição: 2 a 1.
Jonas Urias tentou entregar mais ofensividade à equipe nos acréscimos, quando acionou a meia-atacante Gaby Rodríguez na vaga da volante Bedoya. Não dava tempo para muita coisa, e o Cruzeiro caiu de forma precoce na competição nacional, que segue sem três dos principais times do país – além da Raposa, Corinthians e Palmeiras estão fora.
Cruzeiro: Camila Rodrigues; Vitória Calhau, Capelinha e Ketlin; Lorena Bedoya (Gaby Rodríguez, aos 48′ do 2ºT), Pri Back, Vanessinha (Milena, aos 26′ do 2ºT), Marília e Gisseli (Rafa Levis, aos 33′ do 2ºT); Letícia Ferreira (Letícia Alves, aos 26′ do 2ºT) e Byanca Brasil. Técnico: Jonas Urias.
Fluminense: Kemelli; Keké, Bruna Cotrim, Nath Rodrigues e Sorriso; Karina (Claudinha, aos 21′ do 2ºT), Raquel Fernandes, Driely (Anny, aos 38′ do 2ºT) e Patrícia Sochor; Carioca (Bruna Pelé, aos 21′ do 2ºT) e Kamilla Sotero. Técnico: Saulo Silva.
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