Início » Cruzeiro testa opções, cria chances e vence Defensor em amistoso no Independência


O Cruzeiro fez o dever de casa – dessa vez no Independência, em Belo Horizonte. De volta a campo depois de pouco mais de um mês, derrotou o Defensor-URU, neste sábado (4/7). Os celestes dominaram a posse de bola e as ações do jogo, fazendo jus à superioridade técnica, e encerraram o amistoso com vitória por 2 a 0.
O técnico Artur Jorge utilizou o amistoso para rodar o elenco e montou praticamente dois times alternativos – no primeiro tempo, os titulares em campo foram Otávio, Gerson, Matheus Pereira, Sinisterra e Kaio Jorge. No segundo, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Lucas Romero e Fagner. Garotos da base, como Rayan Lelis e Felipe Morais, tiveram oportunidade.
Em ambas as parciais, a Raposa sobrou tecnicamente, controlou a posse de bola e dominou as ações. O sistema defensivo, seguro, viu apenas uma jogada levar perigo para a meta – na segunda etapa – e ainda contribuiu para o lance do gol – o zagueiro João Marcelo praticamente serviu o atacante Kaio Jorge, autor do único tento da partida, no primeiro tempo.
Faltou mesmo efetividade, questão que acompanha o Cruzeiro já há alguns meses e anteriormente comentada por Artur Jorge. No primeiro tempo, por exemplo, Sinisterra atormentou o lado direito da defesa e protagonizou a maior quantidade de jogadas; Kaio Jorge ainda teve a oportunidade de ampliar. Na reta final, o atacante Néiser Villarreal teve três grandes chances; Bruno Rodrigues e Marquinhos também arriscaram. Foi o jovem Felipe Morais, de 17 anos, quem ampliou para a Raposa.
O Cruzeiro volta a campo para novo amistoso em 12 de julho (domingo), às 17h, contra o Grêmio, no Mané Garrincha, em Brasília. O clube ainda não divulgou se terá outros compromissos ao longo da intermporada.
A reestreia oficial da Raposa será em 22 de julho, contra o Internacional, às 21h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Posteriormente, em agosto, o clube disputa as oitavas de final da Copa Libertadores (contra o Flamengo) e da Copa do Brasil (diante da Chapecoense).
O técnico Artur Jorge escalou time misto para o amistoso, e a relação de atletas indicou possíveis movimentações. Os atacantes Chico da Costa e Wanderson ficaram fora por motivo não divulgado. O volante Christian deve ser ausência permanente, já que negocia com o Krasnodar, da Rússia. Os outros desfalques – goleiro Matheus Cunha e atacantes Arroyo e Kenji tratam lesão no departamento médico.
Em campo, uma mescla entre titulares e reservas. A começar pela zaga, formada por João Marcelo e Villalba. A meta permaneceu sob tutela de Otávio. Na lateral direita, William, que não atuava desde abril, ganhou oportunidade. Na esquerda, o reforço Gabriel Rojas estreou de forma não oficial. A função de primeiro volante ficou por conta de Matheus Cunha, companheiro de Gerson e Matheus Pereira no meio-campo. Kaio Jorge ocupou a referência no ataque, assistido por Rayan Lelis ( ponta direita) e Sinisterra (esquerda).
Logo no primeiro minuto, o Cruzeiro carimbou a trave. Na ocasião, Sinisterra disparou pela ala esquerda e cruzou. Na tentativa de afastar, o zagueiro Guillermo de Los Santos mandou no próprio travessão. Depois disso, cenário estável: Raposa com amplo domínio da posse de bola e superior tecnicamente, mas com dificuldade para criar oportunidades claras em função do sistema defensivo do Defensor, que buscava o contra-ataque.
Sinisterra foi, inclusive, o atleta mais acionado no ataque do Cruzeiro durante a primeira etapa e protagonizou as principais finalizações – não perigosas. Na reta final, faltava fôlego à Raposa, que jogava sob sol intenso. Faltava também ao Defensor. Em um descuido, a equipe uruguaia viu o placar ser alterado.
Aos 39 minutos, João Marcelo interceptou passe no campo de ataque. O zagueiro tentou cortar, mas furou, e a bola sobrou para Kaio Jorge exibir o faro artilheiro. O atacante carregou para o meio da área, cortou um defensor e bateu à meia-altura: 1 a 0. Pouco depois, aos 43, o meio-campista Matheus Pereira deixou o camisa 19 novamente em condição de marcar ao distribuir passe rasteiro entre dois adversários. Dessa vez, faltou mira.
Artur Jorge substituiu nove atletas no segundo tempo. Saíram William, João Marcelo, Villalba, Rojas, Matheus Henrique, Gerson, Matheus Pereira, Sinisterra e Kaio Jorge. Os espaços foram ocupados por Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Kauã Moraes, Lucas Romero, Lucas Silva, Bruno Rodrigues, Marquinhos e Néiser Villarreal, respectivamente.
Fresco, o Cruzeiro manteve a postura ofensiva. Nos primeiros seis minutos, chegou com perigo duas vezes – em ambas as ocasiões, Néiser arrematou, mas perdeu. Aos sete minutos, o Defensor criou sua primeira grande chance. Após bela troca de passes, o volante Nicolás Wunsch recebeu na área entre dois marcadores e finalizou rasteiro. Otávio agiu rapidamente e tocou com a ponta dos dedos.
A resposta foi imediata. Fagner disparou pela direita e cruzou. Bruno Rodrigues escorou de cabeça para Néiser, que emendou de primeira. Para o azar do colombiano, o arqueiro Dawson fez baita defesa e impediu a consagração do atacante cruzeirense, protagonista nas primeiras oportunidades da Raposa.
Aos 16 minutos, Artur Jorge trocou os dois atletas que não saíram no intervalo: Otávio e Rayan Lelis deram espaço a Vitor Lamounier e Felipe Morais, nessa ordem.
A tônica da partida não mudou. Lucas Romero ainda carimbou o travessão. Um esquenta para Felipe Morais. Aos 44 minutos, o jovem da base ampliou o marcador. Sem acreditar. Depois de arriscar de fora da área, no lado esquerdo do gramado, levou a mão à cabeça e não segurou as lágrimas: 2 a 0.
Otávio (Vitor Lamounier, aos 15′ do 2ºT); William (Fagner, no intervalo), João Marcelo (Fabrício Bruno, no intervalo), Villalba (Jonathan Jesus, no intervalo) e Gabriel Rojas (Kauã Moraes, no intervalo); Matheus Henrique (Lucas Romero, no intervalo) e Gerson (Lucas Silva, no intervalo); Matheus Pereira (Bruno Rodrigues, no intervalo); Rayan Lelis (Felipe Morais, aos 15′ do 2ºT), Sinisterra (Marquinhos, no intervalo) e Kaio Jorge (Néiser, no intervalo). Técnico: Artur Jorge.
Dawson (Lucas Machado, aos 37′ do 2ºT); Lucas Agazzi (Goicochea, aos 24′ do 2ºT), Guillermo de Los Santos (Casco, aos 36′ do 2ºT), Caballero e Axel Frugone (Daniel Martínez, aos 37′ do 2ºT); Germán Barrios (Alex Perdomo, aos 37′ o 2ºT), Mauricio Amaro (Bruschi, aos 37′ do 2ºT) e Erico Cuello (Geanfranco Rodríguez, aos 16′ do 2ºT); Nicolás Wunsch (Juan Jorge, no intervalo), Alexander Machado (Torterolo, aos 16′ do 2ºT) e Brian Montenegro (Navarro, aos 25′ do 2ºT). Técnico: Mauricio Larriera.
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