Defensor do Cruzeiro fez gol antológico em Copa e marcou mais de 100 vezes pelo clube

Defensor do Cruzeiro fez gol antológico em Copa e marcou mais de 100 vezes pelo clube

3 minutos 22/06/2026
Defensor do Cruzeiro fez gol antológico em Copa e marcou mais de 100 vezes pelo clube
Defensor do Cruzeiro fez gol antológico em Copa e marcou mais de 100 vezes pelo clube (Nelinho em jogo pela Seleção Brasileira contra a Iugoslávia)

O maior defensor da história do Cruzeiro jogou entre os anos 1970 e 1980 e se destacou com prêmios, títulos e convocações a Copas do Mundo.

Essa é a história de Nelinho, lateral-direito que marcou mais de 100 gols com a camisa celeste e representou a Raposa quatro torneios pela Seleção Brasileira.

Números de Nelinho no Cruzeiro

O camisa 4 chegou ao Cruzeiro em 1973 e permaneceu até 1982. Ele atuou em 427 partidas, marcou 105 gols e foi eleito três vezes o melhor lateral-direito do Campeonato Brasileiro pelo prêmio Bola de Prata, da revista Placar: 1975, 1979 e 1980.

Nelinho foi tetracampeão mineiro (1973 a 1975 e 1977) e um destaques da conquista da Copa Libertadores de 1976. Ele balançou as redes no primeiro e no terceiro jogo da decisão continental. A Raposa foi campeã diante do River Plate, da Argentina.

As grandes atuações pelo Cruzeiro tinham como ponto mais marcante a potência ofensiva de Nelinho. O lateral ficou conhecido por chutes fortes e certeiros e impressionante habilidade para cobrar faltas.

Gol ‘tirado’ de Nelinho fez Cruzeiro vencer a Libertadores

O gol mais famoso da história do Cruzeiro ocorreu justamente em uma ‘traquinagem’ do ex-atacante Joãozinho, que avançou de forma surpreendente e bateu falta quanto todos esperavam uma cobrança do especialista Nelinho contra o River Plate.

Por sorte do ‘Bailarino’, a bola morreu no fundo da rede e a Raposa venceu os argentinos por 3 a 2 na última partida da Libertadores. Nelinho, Joãozinho e o meia Eduardo Amorim fizeram os gols do time celeste na decisão.

Números de Nelinho na Seleção Brasileira

O Brasil contou com Nelinho nos Mundiais de 1974 e 1978 e nas Copas América de 1975 e 1979. Ele fez 21 jogos e marcou seis gols no período de 1974 a 1980. Apesar de ter grandes elencos, a Seleção não venceu nenhum desses torneios em que o ala participou.

No mesmo ano em que levantou o troféu da Libertadores, Nelinho conseguiu seu único título com a Amarelinha: a Taça do Atlântico, uma pequena competição sul-americana que nunca mais foi disputada. Participaram da edição final Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O gol de Nelinho na Copa do Mundo de 1978

Em 1978, Nelinho marcou um dos gols mais famosos da Seleção e das Copas. O lance ocorreu na vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Itália, na disputa do terceiro lugar do torneio. A partida foi disputada no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na Argentina.

Nelinho estava na ponta direita quando recebeu passe do atacante Roberto Dinamite. O lateral dominou fora da área e chutou de perna direita. A bola fez tanta curva que entrou no canto esquerdo, sem chance de defesa pra o goleiro Dino Zoff.

Esse gol empatou o jogo. Depois, a Seleção ainda voltou a balançar a rede com o meia-atacante Dirceu. A vitória por 2 a 1 deu ao Brasil a medalha de bronze no torneio vencido pela Argentina em cima da Holanda.

A trajetória de Nelinho em Copas começou em 1974. Naquele ano, a Amarelinha também foi até a disputa pelo terceiro lugar, mas perdeu por 1 a 0 para a Polônia. A seleção campeã foi a Alemanha, que bateu a Holanda na decisão.

O técnico Zagallo escalou Nelinho como titular nos três primeiros jogos. Ele deu uma assistência no começo do torneio, mas perdeu a vaga na direita para Zé Maria.

Já em 1978, Nelinho disputou quatro jogos, sendo três como titular, e fez dois gols. Além do histórico tento diante da Itália, o lateral marcou contra a Polônia, em vitória por 3 a 1 na terceira partida da segunda fase de grupos.

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