Domínguez admite ‘baixa emocional’ no Atlético e dá receita para melhora

Domínguez admite ‘baixa emocional’ no Atlético e dá receita para melhora

4 minutos 20/04/2026
Domínguez admite ‘baixa emocional’ no Atlético e dá receita para melhora
Domínguez admite ‘baixa emocional’ no Atlético e dá receita para melhora (Eduardo Domínguez durante Coritiba 2 x 0 Atlético)

“Acreditar”. Esta é a receita do técnico Eduardo Domínguez para que o Atlético supera as oscilações na temporada. Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, pela 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, no Couto Pereira, em Curitiba, o argentino admitiu a “baixa emocional” no time pela frustração de ter chegado perto do gol tantas vezes, mas tomar o segundo tento em uma falha individual.

O Galo vive momento ruim: são três derrotas e uma vitória nos últimos quatro jogos. E, após o único triunfo dessa sequência, contra o Juventud, do Uruguai, na quinta-feira (16/4), na Arena MRV, pela Copa Sul-Americana, Domínguez fez fortes críticas à postura da equipe. Após a derrota para o Coxa, contudo, ele elogiou a atuação do time e pregou o que pode acelerar o crescimento do conjunto.

“É normal uma baixa emocional depois de como foi o segundo gol. Depois de tanto insistir e não conseguir, estávamos perto do resultado, faltava um gol, jogando no campo do rival a todo tempo, ameaçando a área todo o tempo. A um rival que se fecha bem defensivamente, começou a fazer a linha de cinco defensiva, no momento com a bola se tirava a linha defensiva. Sentíamos que era questão de tempo, no primeiro tempo insistimos, insistimos, insistimos, e nos últimos 15 minutos tivemos todas as situações”, iniciou o argentino.

“Acreditávamos que seria muito parecido, ao princípio iriam se fechar e tentar sair no contra-ataque, não conseguiriam fazê-lo, e um erro próprio…te puxa um pouco para baixo e aumenta a confiança do rival. São os dois. Então se emparelha um pouco mais, mas foi um pouco mais difícil, e com as trocas buscamos ter mais dinâmica no final do jogo, mas a cabeça não jogou um papel, abaixamos um pouco e o rival se levantou, saber que temos dois gols de diferença contra um time que se fecha bem atrás…tantas situações de dentro da área, tantas situações de perigo de gol, e não ter convertido, claro que tem seu custo”, finalizou, falando sobre o jogo.

A ‘receita’ de Eduardo Domínguez

“Acreditar. Acreditar no que fazem. Acreditar que são bons jogadores, e aos bons jogadores temos que exigir o máximo. Se tem uma grande capacidade para ser um grande jogador, que já mostrou, que foi ou que é, não mostramos uma regularidade. É fácil dar a desculpa de que meu companheiro não passou bem, que o gramado de hoje não estava bem, várias vezes queríamos chutar e a bola quicava, não pudemos executar bem. Mas se fico com isso, não estou olhando para dentro e me perguntando o que posso fazer melhor, o que posso fazer melhor para que o time jogue melhor, tenha melhores possibilidades e possa fazer gols. E é o mesmo para os jogadores, se constantemente estamos olhando para as costas, grandes jogadores, que ‘o que pode fazer o outro?’. Não, o que posso fazer eu? A partir daí é o crescimento, crer em si para depois acreditar no companheiro. “

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético

“Tenho que acreditar primeiro eu, para que os demais acreditam no que digo e no que faço. Se não acredito em mim e tenho dúvidas, não sou agressivo em decisões ou em situações, como vou pedir agressividade ao time? Para que volte a acontecer um pouco hoje e mostrar aos nossos torcedores como queremos jogar, como queremos representar, como queremos ganhar os jogos, é continuar acreditando de uma forma, seguir construindo desse lado. A alguns vai custar mais, a outros menos, mas para seguir crescendo, há que seguir acreditando”, continuou o argentino.

“Vou seguir exigindo o máximo que eu posso, porque sei que eles podem dar mais, mas preciso também que eles exijam de mim para que eu possa resolver melhores situações, escalações, táticas, melhores treinamentos, eles tem que me exigir. Vamos crescer. Perdemos, mas vamos parar de acreditar no que fazemos? Hoje me doeu porque esses jogadores não mereciam sair com esse resultado.”

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético

Gols do Coritiba em falhas do Atlético

O Atlético levou gol do Coritiba logo “de cara” por desatenção da marcação de bola aérea. Aos seis minutos de jogo, o meio-campista português Josué cobrou escanteio com perigo na altura da primeira trave. Entroncado na marcação com Bruno Melo, o meia-atacante alvinegro Reinier não conseguiu subir para cortar o cruzamento, que chegou ao atacante Breno Lopes. Hulk o marcava e tentou afastar, mas acabou rebatendo a bola no próprio Breno, que ficou com a sobra e, com Everson já vencido, completou com facilidade para o gol: 1 a 0.

Aos 12 minutos da etapa complementar, segundos após se envolver em breve discussão com o atacante do Coritiba Lucas Ronier e provocá-lo dizendo “pede para sair”, Lyanco deu gol de bandeja para o ex-Cruzeiro Pedro Rocha – tentou passe no campo de defesa, mas foi interceptado pelo atacante, que balançou as redes de “canela”, aproveitando-se que Everson estava desprevinido: 2 a 0.

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