Domínguez respira após semana turbulenta no Atlético: ‘Tínhamos que ter a cabeça forte’

Domínguez respira após semana turbulenta no Atlético: ‘Tínhamos que ter a cabeça forte’

4 minutos 03/05/2026
Domínguez respira após semana turbulenta no Atlético: ‘Tínhamos que ter a cabeça forte’
Domínguez respira após semana turbulenta no Atlético: ‘Tínhamos que ter a cabeça forte’ (Barba Domínguez em Cruzeiro x Atlético)

A vitória do Atlético por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, nesse sábado (2/5), na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, foi tratada internamente como mais do que um resultado. Em meio a um ambiente de pressão, críticas recentes e questionamentos sobre desempenho e postura, o técnico Eduardo Domínguez enxergou no clássico um ponto de virada e uma mostra de força mental.

Desde o início da entrevista coletiva, o argentino fez questão de valorizar a atuação do grupo e, principalmente, o comportamento competitivo da equipe, que, segundo ele, precisaria ter “cabeça forte” após uma semana difícil.

Eficiência foi destaque

A leitura do treinador foi clara: um Atlético pragmático, eficiente e comprometido, características que, segundo ele, estavam em falta nas últimas semanas.

“Obviamente, as sensações são boas. Mas a partida que fizeram os jogadores. Mais além do resultado, acho que foi justificado, porque fomos certos, porque fomos eficazes em duas áreas. Chegamos pouco e concluímos. Eles chegaram pouco e defendemos bem. Então, acho que a solidez e o compromisso defensivo que o time teve hoje tem que agarrá-lo e continuar construindo do lado.”

Entendimento do clássico e resposta ao torcedor

Domínguez reforçou diversas vezes que o elenco compreendeu o tamanho do jogo. Segundo ele, não se tratava de “mais uma rodada”, mas um clássico com peso emocional e histórico para o Galo.

“Sabemos que os clássicos são partidas diferentes. Totalmente diferentes. Já o vivemos há pouco e acho que hoje fizemos outras coisas.”

Para o treinador, a diferença esteve justamente na forma como o grupo encarou o compromisso, com foco no sentimento do torcedor e da instituição.

“Valorizo muito o compromisso que têm os jogadores para com eles mesmos, para a instituição, para com o torcedor. Sabíamos que é a partida do torcedor e temos que jogar por eles e para eles, mas sendo inteligentes e sabendo o que tínhamos que fazer.”

‘Corremos mais e melhor’: Barba exalta mudança de postura

Domínguez foi enfático ao exaltar a intensidade alvinegra afirmar que a equipe apresentou um bom nível físico e mental.

“Eu já expliquei, eu acho que o time correu mais e melhor, corria com outra intensidade, corria com outra agressividade, que ao final é o que importa.”

Para o técnico, mais do que correr, o Atlético correu “certo”, algo que ele fez questão de destacar como um dos fatores preponderantes para o triunfo.

“Acreditaram no que estavam fazendo. Entraram no campo do jogo sabendo o que tínhamos que fazer, com essa confiança de jogar um clássico.”

Esse entendimento, segundo ele, foi determinante inclusive para superar o retrospecto recente no Mineirão (o Galo perdeu a final do Mineiro, no dia 8 de abril, no mesmo estádio).

“Sabendo que o rival nos havia vencido a última vez que visitamos este estádio. Foi triunfo bem merecido.”

Consciência do momento e do peso da camisa

Domínguez fez questão de reiterar a necessidade de uma reviravolta no estado anímico dos atletas. Para ele, os jogadores do Atlético precisavam resgatar a consciência do que representam, algo que, na visão do treinador, foi recuperado no clássico.

“O mais importante foi ser consciente de onde estamos, onde estamos na instituição que representamos, a que torcedor queremos representar a história.”

Ele ainda destacou que o desempenho oscilará, mas a entrega precisa ser constante, independentemente do resultado

“Há vezes que pode sair bem, há vezes que pode sair mal, mas esta deve ser a entrega. Porque torcedor se sente identificado com isto.”

Vitória como resposta após turbulência e saída de Hulk

A semana turbulenta foi tratada como decisiva. O treinador deixou claro que o grupo precisava dar uma resposta, não só técnica, mas também emocional, sobretudo após a saída de Hulk. Domínguez reconheceu o impacto da ausência do ídolo, mas destacou a capacidade do grupo de se sustentar mesmo sem seu principal nome recente.

“Tínhamos que ter a cabeça forte. Não era mais um jogo, não era mais uma semana. Perdemos uma das grandes referências dos últimos anos da instituição (se referindo a Hulk). E nós tínhamos que mostrar a nós, para e por nós, de que estamos feitos. E me parece que hoje o jogador de Atlético se manifestou e jogou como o torcedor quer e como o torcedor merece”

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético

Próximo jogo do Atlético

Agora, o Atlético concentra atenções na quarta rodada do Grupo B da Copa Sul-Americana, na qual enfrentará o Juventud-URU. O confronto ocorrerá a partir das 19h de terça-feira (5/5) no Estádio Centenário, em Montevidéu.

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