Domínguez x Tite: final entre Cruzeiro e Atlético reedita contexto da decisão recente

Domínguez x Tite: final entre Cruzeiro e Atlético reedita contexto da decisão recente

3 minutos 08/03/2026

A final entre Cruzeiro e Atlético vai medir forças de times que chegam pressionados para a disputa do título. O novato Eduardo Domínguez tema expectativa de aumentar a sequência de conquistas – o Galo está em busca do hepta. Do outro lado, Tite vem sob desconfianças da torcida e com o peso de colocar fim a hegemonia do adversário. O cenário é uma reedição do contexto vivido em decisão recente.

Em 2024, a última vez que Cruzeiro e Atlético se encontraram na final, a situação dos times era bem parecida. Na época, o Galo chegou a decisão sob comando de novo técnico. Dias antes, Cuca foi demitido, e o argentino Gabriel Milito foi quem assumiu o cargo. O treinador teve como primeira missão a grande final.

Desta vez, Domínguez tem um jogo “de vantagem”. Ele já comandou o time na classificação sobre o América, no último final de semana. Contudo, o “Barba” também vem pressionado – assim como Milito, havia a expectativa de manter a hegemonia. Em 2024, o alvinegro conquistou o pentacampeonato em pleno Mineirão lotado de cruzeirenses.

Do outro lado da Lagoa, o técnico Nicolás Larcamón vivia incertezas no Cruzeiro, assim como Tite. O técnico caiu precocemente na Copa do Brasil – a Raposa foi eliminada ainda na primeira fase da competição nacional. No clássico, chegou pressionado em busca do título que não vinha desde 2019.

Contudo, viu o projeto desmoronar quando perdeu o título do Mineiro para o Atlético. Na ocasião, o time celeste saiu à frente no placar, com Mateus Vital, mas tomou a virada após uma mudança tática do treinador. O Galo foi campeão vencendo por 3 a 1. No dia seguinte, Larcamón foi demitido do comando técnico do Cruzeiro.

Tite no Cruzeiro

Pressionado no Cruzeiro, Tite vê a conquista do Mineiro como inegociável. Neste início de temporada, o treinador viu o Cruzeiro oscilante: no Mineiro, perdeu três jogos, incluindo o clássico para o rival Atlético. Já no Brasileiro, a Raposa ainda não venceu – são dois empates e duas derrotas.

O treinador, contudo, não vê a pressão como ponto negativo: “Não tive nenhum clube que trabalhei que não fui pressionando. O que eu quero, sim, é ter o respeito, independentemente de qualquer fator, do torcedor. Porque é ele o motivo maior do clube. Eu quero dar meu máximo, poder ser campeão mineiro”, falou.

Domínguez no Atlético

No início de trabalho, Domínguez não tem o cargo pendurado, mas carrega a pressão da torcida, que tem a expectativa de manter a sequência de títulos. Diante do América, o treinador mudou a escalação e garantiu a vaga à final nos pênaltis. O argentino teve a semana livre para impor o estilo de jogo e fazes os principais ajustes para a partida.

“Qual a motivação que nós temos? A motivação deles é ganhar e romper a sequência. E a nossa motivação será seguir ganhando, voltar a vencer. São duas situações opostas, mas confiamos em nossos torcedores, que vão apoiar. Igual a domingo, que foi fantástico. Apoiando a todo tempo e empurrando o time quando precisava”, falou o treinador.

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