Equipe em ação: como Cruzeiro agiu no intervalo para gabar objetividade contra Atlético?

Equipe em ação: como Cruzeiro agiu no intervalo para gabar objetividade contra Atlético?

3 minutos 14/03/2026
Equipe em ação: como Cruzeiro agiu no intervalo para gabar objetividade contra Atlético?
Equipe em ação: como Cruzeiro agiu no intervalo para gabar objetividade contra Atlético? (Time feminino do Cruzeiro reunido após vitória sobre o Atlético)

O Cruzeiro controlou a posse de bola no primeiro tempo da partida contra o Atlético, mas pecou no dinamismo e na objetividade e incomodou menos do que desejava. Na segunda etapa, cenário diferente. As Cabulosas conseguiram criar mais oportunidades e aproveitá-las. Não à toa, venceram por 3 a 1 o primeiro clássico da temporada, disputado neste sábado (14/3), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro Feminino.

Ciente de alguns pontos a serem trabalhados, a comissão técnica entrou em ação no intervalo para alterar o comportamento da equipe no restante da partida. Jonas Urias, comandante das Cabulosas, relatou os processos.

O treinador detalhou que desceu do gramado pilhado com uma das últimas jogadas da primeira etapa. Ele se referiu ao momento em que a arbitra Daiane Muniz assinalou falta na atacante Letícia Ferreira durante um contra-ataque, mas não mostrou o cartão amarelo para a lateral Diovanna, que, fora do lance da bola, derrubou a também atacante Byanca Brasil.

“Ela ia sair com a goleira. E a Diovanna dá um golpe de judô e derruba a Byanca. Infelizmente, foi marcada a falta, mas, como tinha sido vantagem, anulou o cartão. Zero punição. Foi um lance ruim de gerir. Eu falei com a quarta arbitra enfaticamente. E vou ainda com esse lance (para o intervalo). Mas é aí que entra nossa rotina”, iniciou o treinador.

Aqueles 15 minutos entre uma parcial e outra serviram para a correção de erros identificados pelos diferentes integrantes da comissão.

“Receber os analistas lá de cima, que estão o tempo todo em comunicação, revisar a checklist de assuntos e feedbacks dados no campo ou que anotamos, separar os clubes. O intervalo não pode ser só emocional. Não é só chegar e falar “aqui é Cruzeiro, clássico”, gritaria e volta”, detalhou Jonas Urias.

Em seguida, o treinador detalhou as perguntas que regeram o papo: “‘O que eu preciso fazer? Por onde eu ganho? Como faço para não tomar gols?’. A gente entra com a parte tática, obviamente. E, no fim, tenta botar uma pilha em todo mundo”.

Jonas Urias confidenciou que as jogadoras estavam esperando por um “vestiário mais duro”, mas que os profissionais conseguiram fazer com que todas saíssem mais “confiantes”.

Orientações surtiram efeito

As orientações surtiram efeito. A mudança na postura ficou evidente desde o primeiro instante. Na segunda parcial, o Cruzeiro conseguiu pesar o sistema defensivo do adversário e criar mais oportunidades.

“Uma das coisas que a gente precisava era atacar espaços, agredir mais as duas zagueiras, pedir para que Byanca e Letícia se aproximassem para pesar. Porque, quando as duas se aproximam, geram desequilíbrio, e nossas terceiras (jogadoras de ala ou que compõem o meio-campo) aparecem”, explicou Jonas Urias.

Dito e feito. De tal forma, a Raposa marcou o tento da virada. Depois de defender um pênalti, a goleira Camila Rodrigues devolveu a bola para jogo, e o Cruzeiro explorou a lateral esquerda. Em certo momento, Byanca atraiu a marcação, e a redona ficou com Gaby Soares. A meio-campista devolveu para a atacante, que cruzou na grande área. Lá estava Ravenna, para cabecear e marcar o segundo gol das Cabulosas, aos 19 minutos.

O Atlético que abriu o placar. Aos nove minutos, a atacante Thalita aproveitou contra-ataque e falha de Camila para marcar. Pouco depois, aos 14, Byanca Brasil cobrou falta na gaveta e empatou. Aos 51, Marília ampliou para as Cabulosas.

A notícia Equipe em ação: como Cruzeiro agiu no intervalo para gabar objetividade contra Atlético? foi publicada primeiro no No Ataque por Sofia Cunha

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