Ex-Atlético, Alan Kardec elogia comunismo chinês: ‘Do c***’

Ex-Atlético, Alan Kardec elogia comunismo chinês: ‘Do c***’

4 minutos 14/02/2026

Ex-jogador de clubes como Atlético, Vasco, Palmeiras, São Paulo, Santos, Internacional e Athletico-PR, o centroavante Alan Kardec elogiou o regime comunista chinês. O experiente atleta de 37 anos, que está sem clube, viveu na China entre 2016 e 2022.

No país oriental, Kardec defendeu o Chongqing Dangdai (2016-2020) e o Shenzhen FC (2021-2022). E foi justamente em 2022 que ele retornou ao Brasil, para defender o Atlético em uma passagem marcada por mais baixos do que altos, que terminou em 2024.

“O comunismo eu achei do caralho, na minha ignorância, no sentido de que você tem 1,5 bilhão de pessoas. Se você não estabelecer ordem, leis e tudo mais, imagine um país com 1,5 bilhão de pessoas fazendo uma bagunça, cada um querendo fazer uma coisa…”, declarou, em entrevista ao podcast Charla, na última terça-feira (10/2).

“Nós, com muito menos, estamos todo bagunçados. Nós não temos nem metade (da população)… e o Brasil está uma zona. E não estou falando de direita, esquerda, nada. É um país super desenvolvido, as coisas funcionam, do jeito deles”, seguiu o jogador, que está livre no mercado desde que deixou o Athletico-PR em dezembro de 2025.

Regime híbrido

A China é um país com população estimada em mais de 1,4 bilhão de pessoas e que, desde 1949, é governada pelo Partido Comunista da China (PCC). Xi Jinping preside o país desde 2012, em um regime que segue a retórica e o controle político socialistas, mas se abriu ao mercado capitalista a partir de 1978, ainda com uma forte influência estatal.

“É capitalismo total. Comunismo no regime, de mandar de cima para baixo, aí sim. Se eu estiver falando alguma besteira… Acredito que tenha muitas pessoas melhor capacitadas para falar de regimes políticos, mas comunismo, de repente na forma de eleição, de mandar, enfim, tudo isso que envolva a questão política, e capital total. Capitalismo total. Dinheiro gira e gira, o país gira, é mão de obra” seguiu Kardec.

“A parada é bizarra. Já tive algumas discussões com pessoas que vieram criticar: ‘Ah, você fala tão bem da China porque você é bem remunerado, tem um bom salário’. Tem que levar essas coisas em consideração, porque eu vivi num lugar com tudo do bom e do melhor. Então, eu tinha acesso a um bom restaurante, a shopping, a coisas de alto nível”, seguiu.

“Você tem que fazer essas considerações, mas o que digo é que minha experiência foi maravilhosa, também por questões pessoais, porque você coloca na balança o que é viver lá e o que é viver em outros lugares. Segurança, família, escola… Tinha segurança com a família, escola, viajava tranquilamente de um lugar para o outro, podia usar uma roupa legal, um cordão, uma joia, uma pulseira sem preocupação com nada, segurança total. Não que não vá acontecer, mas a probabilidade é menor. De um para dez, de repente vai acontecer um. Se você está em outro lugar, de um para dez, vão acontecer 11”, relatou.

“O lugar onde eu vivia era bom, a cidade era como se fosse a capital. Era uma província muito grande, com cidades próximas… Tem lugares que são muito mais humildes, sem dúvida nenhuma, mais simples, mas não tive a experiência de estar nesses lugares. Eu convivia com pessoas humildes no dia a dia, que trabalhavam no clube, e eu entendia que para eles era legal, normal. Viviam bem: tinham uma casa, acesso a refeições, o básico, pelo que entendi, sim. E nós estamos falando de um país de 1,5 bilhão (de pessoas)”, pontuou Kardec.

Pandemia como exemplo

Kardec citou que a forma como a China lidou com a pandemia de COVID-19, em 2020, o fez perceber que o regime tem coisas positivas. “Por exemplo, na época da pandemia, nós estávamos em casa e chegava uma mensagem no telefone: ‘Vocês não podem sair de casa amanhã, só pode sair por questão emergencial, e se sair vai preso’. E as leis funcionavam”.

“Nesse sentido, o comunismo, o regime político, funciona, porque fechou um país. Imagina falar aqui no Brasil que vai fechar o país… Eu não gosto de falar de política, isso me incomoda pelo fato de tantas coisas estarem acontecendo e eu não concordar com muitas coisas que acontecem. É ponto de vista, experiência”, concluiu.

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