Ex-Atlético desabafa e aponta perseguição na seleção: ‘Não era de Buenos Aires’

Ex-Atlético desabafa e aponta perseguição na seleção: ‘Não era de Buenos Aires’

3 minutos 01/04/2026
Ex-Atlético desabafa e aponta perseguição na seleção: ‘Não era de Buenos Aires’
Ex-Atlético desabafa e aponta perseguição na seleção: ‘Não era de Buenos Aires’ (Sampaoli à beira do campo da Arena MRV durante vitória do Atlético por 1 a 0 sobre o Ceará, no Brasileiro)

Quem acompanha a Seleção Argentina hoje não imagina as dificuldades enfrentadas pela equipe há oito anos, quando quase ficou de fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e por pouco passou da fase de grupos, antes de cair nas oitavas para a França. Naquela época, o grupo era comandado pelo técnico ex-Atlético Jorge Sampaoli. Nesta semana, em entrevista ao El Eslabón”, ele desabafou e admitiu ter sido “muito afetado” pela experiência, além de revelar o porquê de ter sido escolhido e o motivo por trás da “perseguição” sofrida.

Sampaoli acumula diversas passagens por clubes, além da Seleção Chilena, antes da Argentina, mas aos 66 anos, com carreira consolidada, ele reconheceu ter sofrido após passagem pelo comando de sua nação, e justificou o sentimento. 

“Porque sou fanático. E quando você é fanático pelo seu país, pelo seu clube, o impacto de não ir bem é muito maior. Quando você não tem um forte senso de identidade, ou está construindo-o ao longo do caminho, é mais fácil, ou menos doloroso”, explicou Sampaoli.

O ex-Atlético ainda revelou o motivo de ter sido chamado para assumir o papel: “Fui para a Seleção Argentina porque tinha acabado de ganhar uma Copa América, porque tinha feito uma grande Copa do Mundo com o Chile. E também porque muitas das figuras mais conhecidas do futebol neste país não queriam assumir o cargo naquele momento”.

Sampaoli falou sobre a perseguição sofrida no período e apontou dois motivos para tal: “Ser um desconhecido, já que não era jogador de futebol “. E adicionou: “Por não ser de Buenos Aires”.

Apesar dos percalços e dificuldades, o treinador exaltou a oportunidade e relevância da situação: “Este é o meu sonho, independentemente do resultado. Eu queria estar lá. Mais tarde, o rumo que as coisas tomaram, quem eu sou, me levou a isso. Quando eu treinava no exterior e alguns veículos de comunicação falavam sobre ‘argentinos ao redor do mundo’, eu não estava incluído”. 

“Isso indicava as dificuldades de gerir uma seleção nacional que estava fora do Mundial na altura e ninguém queria assumir o cargo”, disse Sampaoli.

O ex-Atlético avaliou a Seleção atual e exaltou o grupo que Lionel Scaloni tem em mãos para o Mundial de 2026: “Esta geração de jogadores, e o momento que a seleção está vivendo, é algo que deve ser aproveitado. Eles são capazes de competir contra qualquer um”. 

Sampaoli ainda reconheceu que caso fosse essa a equipe disponível em 2017, quando foi chamado, talvez não fosse um dos nomes cotados. 

“Talvez com esse grupo de jogadores, em 2017, eles não tivessem me procurado. Talvez tivessem optado por (Diego) Simeone ou algum outro treinador com quem se identificassem mais. Eu surgi como consequência, porque me saí bem em alguns lugares e gerei um certo nível de expectativa. Mas eu precisava mudar essa história em seis meses, e isso não ia acontecer”, revelou o treinador. 

Jorge Sampaoli pela Seleção Argentina 

Jorge Sampaoli assumiu a Seleção Argentina em 2017, onde comandou a equipe por oito jogos, com quatro vitórias e uma vaga para a Copa do Mundo de 2018. No Mundial da Rússia, quase não passou da fase de grupos e caiu nas oitavas para a França. Na competição, o grupo jogou sete partidas e conseguiu três vitórias. 

Após passagem pela Seleção Argentina, Sampoli seguiu para o futebol brasieliro, onde foi treinador de equipes como Santos, Atlético e Flamengo – nesse tempo migrou para a Europa e assumiu times como Marseille, Sevilla e Rennes.

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