Flamengo: Arrascaeta faz gol e homenageia Oscar Schmidt no Maracanã

Flamengo: Arrascaeta faz gol e homenageia Oscar Schmidt no Maracanã

3 minutos 19/04/2026
Flamengo: Arrascaeta faz gol e homenageia Oscar Schmidt no Maracanã (Homenagem de Arrascaeta a Oscar)

O uruguaio Giorgian de Arrascaeta marcou o 104º gol dele pelo Flamengo, neste domingo (19/4), contra o Bahia, no Maracanã, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, igualou-se a Evaristo de Macedo na lista de artilheiros da história do clube.

O gol, emblemático por si só, ganhou contornos ainda mais especiais por conta da comemoração: Arrascaeta homenageou Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, que faleceu nessa sexta-feira (17/4), aos 68 anos, após sentir um mal-estar e sofrer uma parada cardiorrespiratória em São Paulo. Desde 2011, ele tratava um tumor cerebral.

Como foi a homenagem?

As homenagens se iniciaram antes mesmo de a bola rolar. O meia flamenguista deixou de usar a camisa 10 e hoje, especificamente, voltou a utilizar o número 14, em alusão à numeração utilizada por Oscar ao longo da carreira.

Aos 17 minutos do primeiro tempo, após jogada iniciada pelo meia Lucas Paquetá, Arrascaeta tabelou com o atacante Pedro e completou de perna esquerda para o gol vazio: 1 a 0 para o Flamengo.

Na comemoração, o jogador tirou a camisa, mostrou o número 14, estendeu a blusa e em seguida fez um “arremesso” de basquete, utilizando uma bola que estava ao lado do gol. Veja o gol e a comemoração abaixo.

 - (foto: Adriano Fontes/Flamengo)

Arrascaeta homenageia Oscar (foto: Adriano Fontes/Flamengo)(foto: Adriano Fontes/Flamengo)

Trajetória de Oscar Schmidt

O ala de 2,05m, que deixou Natal e ganhou o mundo, anotou 49.737 pontos – 1.093 deles nas impressionantes cinco edições de Jogos Olímpicos que disputou (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996).

A santidade se comprova não apenas nos “milagres” e nas tantas cestas que empilhou, mas em decisões que hoje em dia soariam como impensáveis. Oscar rompeu barreiras, quebrou paradigmas e desafiou a ordem do basquete internacional. Disse “não” à NBA, maior liga do planeta. Tudo para seguir como amador e não se ver obrigado a abandonar a Seleção Brasileira, regra na época.

Com a camisa verde e amarela – e o sagrado número 14 às costas -, conseguiu o respeito no mundo do basquete mesmo sem ter atuado nos EUA. Tornou-se o maior cestinha da história das Olimpíadas, acumulou conquistas e, mais importante que isso, foi um dos grandes responsáveis por popularizar a modalidade no Brasil. Pela Seleção, foi bronze no Campeonato Mundial (1978), ouro no Pan contra os EUA (1987), três vezes campeão do Sul-Americano (1977, 1983 e 1985), entre tantas outras glórias.

Oscar Schmidt em ação pelo Brasil na final contra os EUA no Pan de 1987 - (foto: David Madison/Getty Images)

Oscar Schmidt em ação pelo Brasil na final contra os EUA no Pan de 1987(foto: David Madison/Getty Images)

Uma trajetória que parecia improvável para um menino que, na verdade, queria ser jogador de futebol. A altura – que o destacava ao lado de amigos mais baixos – apareceu como um impeditivo. Mas não tinha problema. Ele, então, deixou-se apaixonar pela bola laranja.

Aos 16 anos, quando já havia saído do Rio Grande do Norte para São Paulo, iniciou a trajetória pelo time infantojuvenil do Palmeiras. Daí em diante, alcançou voos impressionantes. Jogou por Esporte Clube Sírio, América, JuveCaserta Basket (Itália), Pavia (Itália) e Forum/Valladolid (Espanha).

Nos anos 1990, decidiu voltar ao Brasil – após mais uma recusa à NBA – e assinou com o Corinthians. Passou, ainda, por Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. Por clubes, conquistou oito títulos nacionais como amador e profissional.

Por muito tempo, ostentou o posto de maior cestinha da história do basquete mundial – foi ultrapassado em 2024, pelo estadunidense LeBron James. No ano anterior, uma ironia do destino: entrou para o Hall da Fama da NBA, agraciado por ser reconhecidamente um dos grandes atletas de todos os tempos.

Após deixar a carreira de jogador, dedicou-se a compartilhar em palestras as experiências vividas em quadra. Aventurou-se brevemente na política. Em 2011, foi diagnosticado com um câncer no cérebro (glioma), do qual se curou em 2022.

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