Fonte de confiança: o plano de Tite para transformar o Mineiro no alicerce da Libertadores

Fonte de confiança: o plano de Tite para transformar o Mineiro no alicerce da Libertadores

2 minutos 01/03/2026

A classificação para a final do Campeonato Mineiro trouxe à tona um Tite reflexivo na entrevista coletiva. Após a vitória sobre o Pouso Alegre, por 1 a 0, no Mineirão, o treinador não se limitou a analisar os noventa minutos; ele traçou um paralelo entre o presente e um dos anos mais gloriosos da história do clube. Para um técnico que acabara de passar por uma reunião de cobranças com a principal torcida organizada na Toca da Raposa 2, o recado foi claro: o título estadual é o alicerce para ambições muito maiores.

Após a visita da Máfia Azul ao centro de treinamentos, onde o grupo cobrou “raça” e melhores resultados, Tite reconheceu que o carinho do torcedor não surgirá de forma gratuita. Para o comandante, a aceitação de seu trabalho está intrinsecamente ligada à entrega de taças.

“A popularidade [com a torcida] se dá com as vitórias. E nós sabemos disso, dessa grandeza que tem o Cruzeiro. Fora trabalho, resiliência e persistência não consigo encontrar outra forma, mesmo que sejam [apenas] dois meses que a gente esteja trabalhando.”

Tite, técnico do Cruzeiro

O treinador também aproveitou para justificar as oscilações deste início de temporada. Segundo Tite, o planejamento exigiu cautela física e a utilização estratégica das categorias de base para preservar os pilares do elenco após as férias.

“E com o calendário, às vezes, numa parte física, numa parte mental, na parte tática de organização, numa retomada de ritmo dos atletas. E aí a gente optou no início por não colocar os principais atletas, porque tinha que retardar as férias, aí a gente utilizou as crias da toca. Agora é a busca do título.”

O presságio da Libertadores

O ponto mais instigante da coletiva foi quando Tite buscou no passado a justificativa para a obsessão pelo troféu mineiro. Ele destacou que o título estadual pode servir como combustível psicológico para a conquista da Copa Libertadores, como ocorrem em 1997.

Ao resgatar esse precedente, o técnico sinalizou que o Campeonato Mineiro não é um fim, mas um meio indispensável para fortalecer o mental da equipe rumo a competições continentais.

“O título mineiro talvez seja pouco pela grandeza da história do Cruzeiro, mas eu também sei que em 97, quando foi campeão da Libertadores, o Cruzeiro foi campeão mineiro, isso é um fator pequeno, mas ele é fonte geradora de confiança para a sequência do trabalho, pouco para a história do Cruzeiro, mas para uma sequência da temporada é legal”, concluiu.

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