Gol irregular de Everson? Influencer cita regra que deveria anular pênalti do Atlético

Gol irregular de Everson? Influencer cita regra que deveria anular pênalti do Atlético

2 minutos 02/03/2026

A classificação do Atlético para a final do Campeonato Mineiro, conquistada nos pênaltis contra o América nesse domingo (1º/3), ganhou um capítulo extra de polêmica nos bastidores. O goleiro alvinegro Everson, protagonista ao defender duas cobranças, encerrou a disputa batendo o pênalti decisivo segurando um terço em uma das mãos. O gesto, embora simbólico e cheio de fé, esbarra nas diretrizes da arbitragem e gerou reação imediata no lado americano.

No programa Alterosa Esporte, da TV Alterosa, desta segunda-feira (2/3), Nanda, representante da torcida do América, evitou atribuir a eliminação ao episódio, mas cobrou rigor no cumprimento das normas. A regra 4.5 do futebol da International Football Association Board (IFAB) é explícita ao proibir o uso de acessórios ou objetos pelo jogador em campo, independentemente da natureza religiosa.

“O equipamento não deve conter slogans, declarações ou imagens de natureza política, religiosa ou pessoal. Os jogadores não devem revelar roupas íntimas que mostrem slogans, declarações ou imagens de natureza política, religiosa ou pessoal, nem publicidade que não seja o logotipo do fabricante. Qualquer infração será punida pelo organizador da competição, pela federação nacional de futebol ou pela FIFA”, destaca o texto.

Para a comentarista, o erro não foi de Everson em expressar sua fé, mas da equipe de arbitragem em permitir a execução do lance fora dos padrões estabelecidos.

“Não acho que isso interferiu em nada no resultado do América, não muda nada para a gente. Mas se está na regra, tinha que ter voltado a cobrança, não podia ter deixado ele bater esse pênalti segurando o terço, porque está na regra. Se está na regra, tem que seguir”.

Fernanda Cunha, mais conhecida como Nanda, representante da torcida do América no Alterosa Esporte

Silêncio na súmula

Apesar da visibilidade do gesto, o documento oficial da partida ignorou o fato. Em consulta realizada à súmula no site da Federação Mineira de Futebol (FMF), não há qualquer registro ou observação sobre o uso do objeto por parte do goleiro atleticano durante a decisão por pênaltis. Pelas normas vigentes, ao notar um objeto proibido, o árbitro deve ordenar a remoção imediata.

Veja o Alterosa Esporte desta segunda-feira (2/3):

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...