Ídolo do Atlético recusou convocação para o Brasil em Copa por motivo inusitado

Ídolo do Atlético recusou convocação para o Brasil em Copa por motivo inusitado

3 minutos 15/06/2026
Ídolo do Atlético recusou convocação para o Brasil em Copa por motivo inusitado
Ídolo do Atlético recusou convocação para o Brasil em Copa por motivo inusitado (Mário de castro (o último, à esquerda para a direita) ao lado de Jairo e Said, integrantes do "Trio Maldito" de atacantes que fez história pelo Atlético)

Um dos grandes ídolos da história do Atlético já recusou convocação para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Trata-se de Mário de Castro, terceiro maior ídolo da história do Galo e integrante do Hall da Fama do clube. O atacante foi chamado pelo técnico Píndaro de Carvalho Rodrigues para jogar pelo Brasil no primeiro Mundial, em 1930.

O inusitado motivo da recusa torna a situação ainda mais curiosa. Mário decidiu negar o convite por entender que seria reserva – ele só viajaria para o Uruguai caso tivesse a certeza de que seria titular da Seleção.

  • 12 jogadores do Atlético convocados para Copa do Mundo pela Seleção Brasileira

Seleção só de ‘cariocas’

Com a recusa de Mário de Castro e a briga da Associação Paulista de Esportes Atléticos com a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, que comandava a Seleção), o Brasil foi formado inteiramente por jogadores que defendiam clubes cariocas. Representantes de América, Fluminense, Vasco, Ypiranga de Niterói, Flamengo, Botafogo, São Cristõvão e Americano de Campos figuram na lista de convocados.

À época, a APEA decidiu não ceder jogadores paulistas em retalização à decisão da CBD – entidade sediada no Rio de Janeiro – de não autorizar a presença de um integrante da APEA na comissão técnica do Brasil.

Atlético esperaria 40 anos por outra convocação

Em 1934, Márior de Castro já não atuava mais profissionalmente. Dessa forma, o Atlético esperaria 40 anos para ter outro jogador chamado para defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

O primeiro jogador do Galo a jogar pelo Brasil em um Mundial foi outro ídolo – o lendário centroavante Dario, o Dadá Maravilha, que participou do tricampeonato da Seleção conquistado no México, em 1970.

Os 12 jogadores do Galo convocados para defender a Seleção na Copa

  • Mário de Castro – 1930 (recusou)
  • Dadá Maravilha – 1970
  • Reinaldo – 1978
  • Cerezo – 1978 e 1982
  • Luisinho – 1982
  • Éder Aleixo – 1982
  • Edivaldo – 1986
  • Elzo – 1986
  • Taffarel – 1998
  • Gilberto Silva – 2002
  • Victor – 2014
  • Jô – 2014

Mário de Castro pelo Atlético

O Atlético foi o único clube oficial defendido por Mário de Casro ao longo da carreira. Natural de Formiga, no interior de Minas Gerais, ele chegou a Belo Horizonte em 1925, para estudar Medicina na Unifersidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mário chegou a fazer treino pelo América, o outro grande clube da capital mineira à época, mas rapidamente trocou o alviverde pelo alvinegro. Curiosamente, conforme informado pelo Galo Digital, ele estreou sob o “pseudônimo” de “Orion”, para tentar evitar que a mãe descobrirsse que ele estava perdendo o tempo de estudos”. Logo no primeiro jogo, o atacante fez quatro gols na goleada por 6 a 1 sobre o Sete de Setembro.

O mineiro anotou impressionantes 195 gols em 100 partidas pelo Atlético. Ele é, até hoje, o terceiro maior artilheiro da história do clube. Acima dele estão apenas Reinaldo, com 255 gols em 475 jogos, e Dadá, com 211 gols em 290 partidas.

A média de gols anotada por Mário de Castro no Galo é até hoje a maior já registrada no futebol nacional: 1,95 gols por partida.

O atacante conquistou três Campeonatos Mineiros pelo Atlético – 1926, 1927 e 1931. Após o último Estadual conquistado – que foi o último torneio antes da implementação do profissionalismo no futebol -, Mário formou-se em Medicina e decidiu deixar Belo Horizonte para atuar como médico em Formiga, cidade natal.

Em 1932, De Castro retornou à capital mineira para a partida de despedida, que foi justamente contra o mesmo adversário da estreia – o Sete de Setembro. E, como no primeiro jogo, o placar final foi 6 a 1 – Mário fez dois gols.

O atacante seguiu atuando por times amadores locais enquanto teve condições físicas. Em 1940, o atacante ainda jogaria um último amistoso pelo Atlético, contra o Madureira, no Rio de Janeiro – na partida, marcou o 195º e último gol da carreira, conforme informa o Galo Digital.

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