Ídolo do Cruzeiro e ex-Seleção analisa equipe brasileira: ‘Fácil demais passar pelo fulano’

Ídolo do Cruzeiro e ex-Seleção analisa equipe brasileira: ‘Fácil demais passar pelo fulano’

4 minutos 19/06/2026
Ídolo do Cruzeiro e ex-Seleção analisa equipe brasileira: ‘Fácil demais passar pelo fulano’
Ídolo do Cruzeiro e ex-Seleção analisa equipe brasileira: ‘Fácil demais passar pelo fulano’ (Nelinho e Piazza)

O ex-jogador do Cruzeiro e da Seleção Brasileira Nelinho, analisou o momento da equipe do Brasil e os jogadores que a defendem. O ídolo celeste apontou questões que afetam o desempenho em campo e alertou para a forma como defendem contra-ataques adversários. O carioca defendeu a qualidade do grupo e dos atletas presentes, destacando problemas além da característica técnica.  

“Os jogadores convocados para a nossa Seleção são jogadores muito respeitados lá fora, nos times que eles jogam. Então não é possível que uma seleção feita com todos esses jogadores seja uma seleção ruim. A Seleção não é ruim. Os jogadores não são ruins. ”

Nelinho, ex-lateral-direito do Cruzeiro e Seleção

Em entrevista à TV Cruzeiro, o ex-lateral-direito, que acumula participação em duas Copas do Mundo no currículo –  1974 e 1978 -, abriu um panorama geral do momento brasileiro, e diferente da crença popular de que a equipe não tem mais bons jogadores, Nelinho destacou que não é esse o problema. 

“Os jogadores tem que chegar na Seleção, e primeiro, tem que demonstrar o que eles fazem nos clubes. Não tem feito. Porque não? De repente o time não tem um conjunto. Nos clubes eles estão mais habituados, aí conseguem render mais. Chegam na Seleção e não conseguem. Essa dificuldade eu vejo na nossa Seleção. Não por deficiência de jogadores tecnicamente. Tem outros, inclusive, que tecnicamente são bons jogadores, mas fisicamente ainda não estão em seu auge. Então não conseguem render”, disse o ídolo do Cruzeiro

Nelinho apontou a má formação dos jogadores em momentos cruciais do jogo e em como isso afeta o papel da defesa de uma equipe.

“Você vê dentro da partida a má formação da equipe. Nos contra-ataques dos adversários, os caras estão mal posicionados. O adversário chega com três, quatro jogadores e pega a nossa defesa com quatro atletas, no máximo cinco. Isso aí pra zaga é um terror.”

Nelinho, ex-lateral-direito do Cruzeiro e Seleção

“A zaga de um time, de uma seleção, tem que jogar o seguinte: tem que ter alguém na frente deles para dar o primeiro combate. A bola quando chega para o zagueiro tem que ser dividida. Os adversários estão de frente, então eles têm que ganhar. Agora, você deixar uma zaga para encarar um cara habilidoso, um jogador que vem com ela dominada e não tem ninguém ali pra dar o primeiro combate… ele vem em cima de um zagueiro, e aí dá adeus cara, não tem jeito, é difícil demais. Aí vai cobrar do zagueiro ‘ah mas é fácil demais passar pelo fulano’. Mas é mesmo, com qualquer zagueiro, porque o zagueiro está parado, quando o cara vem e dá um tapa para um lado e para o outro… até o zagueiro virar o cara já passou”, concluiu Nelinho. 

Carreira de Nelinho

O ex-jogador Nelinho, fez a base no Olaria, mas começou a carreira profissional no América-RJ. Ele acumula passagens por diversos clubes como Cruzeiro, onde se tornou ídolo após oito anos defendendo a equipe celeste, Grêmio e Atlético – último clube defendido antes de se aposentar. 

O ex-lateral-direito vestiu as cores do Brasil de 1974 a 1980, quando jogou pela Seleção Brasileira. Com a Amarelinha, Nelinho atuou em 21 partidas e marcou seis gols. O tento mais marcante pela equipe foi na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, no Estádio Monumental de Nunez – o Brasil perdia por 1 a 0 para a Itália, quando no segundo tempo o jogador acertou um chute de longe, com curva, para enganar o goleiro Zoff (um dos melhores na época). 

Assim como Tostão, Nelinho participou de duas Copas do Mundo – 1974 e 1978. Os jogadores foram os únicos do Cruzeiro a conseguirem o feito. 

Com o Cruzeiro, clube que o revelou no cenário mundial, Nelinho acumula 410 jogos e 105 gols, além dos diversos títulos: tricampeonato Mineiro (1973, 1974, 1975) e campeão da Libertadores (1976) – como uma das peças-chave da equipe. 

Pelo Atlético, o ex-lateral atuou em 274 partidas e balançou as redes adversárias 52 vezes. Com o Galo, Nelinho venceu o Campeonato Mineiro quatro vezes: 1982, 1983, 1985 e 1986. 

O multicampeão se aposentou em 1987 após uma carreira repleta de conquistas.

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