Ídolo do Cruzeiro integrou a ‘geração do quase’ na Argentina

Ídolo do Cruzeiro integrou a ‘geração do quase’ na Argentina

3 minutos 21/06/2026
Ídolo do Cruzeiro integrou a ‘geração do quase’ na Argentina
Ídolo do Cruzeiro integrou a ‘geração do quase’ na Argentina (Sorín com a camisa da Seleção Argentina)

Mesmo com grandes elencos, a Argentina amargou longo jejum de títulos entre 1993 e 2021. Por causa desse período de seca, muitos ícones se aposentaram sem levantar um troféu pela Albiceleste. Um deles é o lateral-esquerdo Juan Pablo Sorín, ídolo do Cruzeiro.

Cria do Argentinos Juniors, ‘Juanpi’ ainda atuou pelo River Plate em seu país natal. Fora da Argentina, defendeu Cruzeiro; Paris Saint-Germain, da França; Juventus e Lazio, da Itália; Barcelona e Villarreal, da Espanha; e Hamburgo, da Alemanha.

Sorín é o maior ídolo estrangeiro do Cruzeiro

Com a camisa celeste, o lateral fez 125 jogos e marcou 18 gols em três passagens: 2000 a 2002, 2004 e 200 a 2009. Ele venceu a Copa do Brasil de 2000, as Copas Sul-Minas de 2001 e 2002 e o Campeonato Mineiro de 2009.

Individualmente, Sorín foi premiado com a Bola de Prata de melhor jogador da posição no Campeonato Brasileiro de 2000 (revista Placar) e integrou o time do ano da América do Sul nas eleições de 2000 e 2001 (jornal El País).

Trajetória de Sorín na Seleção Argentina

Sorín vestiu a camisa 3 da Argentina em cinco torneios, sendo capitão em dois: Copas do Mundo de 2002 e 2006, Copas América de 1999 e 2004 e Copa das Confederações de 2005.

Nessa época, a seleção mais forte do mundo era o Brasil, que foi campeão em quatro dessas competições. Duas delas, inclusive, em finais contra a Argentina.

Em 2004, a equipe B da Seleção Brasileira venceu a Argentina nos pênaltis na decisão da Copa América. A Albiceleste era favorita e sucumbiu após sair à frente e levar empate no tempo regulamentar. O placar final foi 2 (4) a (2) 2 para a Canarinho.

No ano seguinte, outro vice-campeonto diante do Brasil. A Seleção goleou a Argentina por 4 a 1 na decisão da Copa das Confederações que antecedeu o Mundial da Alemanha. Sorín foi o capitão nesses dois torneios.

A Argentina terminou a Copa de 2002 de forma abrupta, com eliminação na terceira posição no Grupo F, que tinha Suécia (líder), Inglaterra (segunda colocada) e Nigéria (lanterna).

Já em 2006, foi eliminada pela Alemanha nas quartas de final. O jogo terminou empatado em 1 a 1, e a seleção da casa ganhou por 5 a 3 nos pênaltis.

Diferente de 2004, quando bateu e acertou na decisão da Copa América contra o Brasil, Sorín não participou das cobranças no Mundial.

O lateral encerrou a trajetória com a Argentina sem levantar títulos. Ele se aposentou do futebol em 2009, 12 anos antes da Albiceleste vencer a Copa América diante do Brasil e encerrar as quase três décadas de jejum de títulos.

Ao todo, Sorín defendeu a Argentina em 76 jogos e marcou expressivos 12 gols. Lateral com características ofensivas, o ‘Pássaro Azul’ tinha facilidade em balançar as redes.

A notícia Ídolo do Cruzeiro integrou a ‘geração do quase’ na Argentina foi publicada primeiro no No Ataque por João Victor Pena



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