Ídolo do Cruzeiro jogou duas Copas e foi eleito para time ideal de seleção multicampeã

Ídolo do Cruzeiro jogou duas Copas e foi eleito para time ideal de seleção multicampeã

3 minutos 27/06/2026
Ídolo do Cruzeiro jogou duas Copas e foi eleito para time ideal de seleção multicampeã
Ídolo do Cruzeiro jogou duas Copas e foi eleito para time ideal de seleção multicampeã (Roberto Perfumo, ídolo do Cruzeiro)

El Mariscal (O Marechal)’. Esse era o apelido de Roberto Perfumo na Argentina. O zagueiro foi ícone nos anos 1960 e 1970 e atuou por três gigantes do futebol sul-americano: Racing, Cruzeiro e, por fim, River Plate.

Em todas os lugares que passou, Perfumo virou ídolo. Ele é lembrado até hoje por torcedores, sendo sempre citado nas discussões dos 11 ideais de cada clube.

Perfumo também é considerado um dos melhores zagueiros da Seleção Argentina. Em 2016, a Associação Argentina de Futebol (AFA) o colocou na seleção de todos os tempos da Albiceleste.

Quem também lembrou do zagueiro foi a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). A entidade o apontou como membro do time de todos os tempos da Argentina em lista feita em 2021.

Trajetória de Perfumo na Seleção Argentina

A trajetória com a camisa da seleção começou em 1964 e terminou uma década depois. Perfumo participou de três torneios nesse período: Copas do Mundo de 1966 e 1974 e Olimpíada de 1964. Ele ficou fora do Mundial de 1970 porque a Argentina não se classificou.

O zagueiro fez 37 jogos com a seleção, sendo oito em Copas. A Argentina caiu nas quartas de final em 1966 e na segunda fase em 1974.

Quatro anos após essa última participação, já sem Perfumo, a Albiceleste enfim conseguiu ser campeã mundial. Dentro de casa, a Argentina venceu a Holanda e conquistou o primeiro de três títulos (1978, 1986 e 2022).

Multicampeão por Racing e River Plate

Cria das categorias de base, Perfumo defendeu o Racing de 1961 a 1971. Ele venceu o Mundial de Clubes e a Copa Libertadores em 1967 e dois Campeonatos Argentinos (1961 e 1966).

Já pelo River Plate, atuou entre 1975 e 1978, quando se aposentou com 36 anos. O período com os Millonarios o rendeu três títulos argentinos: dois em 1975 (Nacional e Metropolitano) e um em 1977 (Metropolitano).

Roberto Perfumo - (foto: Arquivo Estado de Minas)

Roberto Perfumo(foto: Arquivo Estado de Minas)

Perfumo foi ídolo do Cruzeiro

A única experiência de Perfumo fora da Argentina foi no Cruzeiro. O zagueiro jogou 138 jogos e marcou seis gols entre 1971 e 1974. No último ano, foi vice-campeão brasileiro e acabou convocado à Copa.

Ele foi o primeiro representante estrangeiro da Raposa em Mundial. Depois, Juan Pablo Sorín (lateral-esquerdo da Argentina em 2002) e De Arrascaeta (meia-atacante do Uruguai em 2018) repetiram o feito.

A passagem marcante pelo Cruzeiro rendeu três títulos consecutivos no Campeonato Mineiro. Perfumo foi campeão em 1972, 1973 e 1974.

Perfumo entrou na seleção de todos os tempos do Cruzeiro

Em janeiro de 2016, o Estado de Minas realizou uma eleição para definir a seleção de todos os tempos do Cruzeiro. A votação ocorreu no aniversário de 95 anos do clube e foi feita entre ídolos celestes.

O júri foi composto por: Ademir Roque Kaefer, Adilson Batista, Alex, Dirceu Lopes, Douglas, Evaldo, Marcelo Moreno, Marcelo Oliveira, Marcelo Ramos, Natal, Nelinho, Nonato, Palhinha, Raul Plassmann, Ricardinho, Roberto Gaúcho e Zé Carlos. Outros nomes foram convidados mas não quiseram ou puderam participaram da eleição.

Foram eleitos: Raul Plassmann; Nelinho, Perfumo e Nonato; Zé Carlos, Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Alex; Tostão, Joãozinho e Ronaldo Fenômeno.

O zagueiro argentino também já foi homenageado pelo Cruzeiro. Em 2015, durante duelo pelas quartas de final da Libertadores, a Raposa e o River Plate fizeram ação conjunta para exaltar Perfumo e Sorín, ídolos em comum dos dois clubes.

Morte de Perfumo

Após a aposentadoria, Perfumo tentou carreira como técnico, mas não obteve sucesso. O ex-jogador se estabeleceu então como um dos principais colunistas e comentaristas esportivos da Argentina.

Perfumo morreu em março de 2016, aos 73 anos. Ele estava em restaurante de Buenos Aires quando caiu de uma escada e sofreu traumatismo craniano. O ídolo celeste não conseguiu se recuperar do acidente e faleceu em hospital da capital argentina.

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