Ídolos do Atlético, Guilherme e Marques relembram vitórias históricas sobre o Cruzeiro

Ídolos do Atlético, Guilherme e Marques relembram vitórias históricas sobre o Cruzeiro

4 minutos 03/06/2026
Ídolos do Atlético, Guilherme e Marques relembram vitórias históricas sobre o Cruzeiro
Ídolos do Atlético, Guilherme e Marques relembram vitórias históricas sobre o Cruzeiro (Guilherme e Marques, ídolos do Atlético)

Ídolos do Atlético, Guilherme e Marques formaram uma das duplas de ataque mais icônicas do futebol brasileiro. Eles atuaram juntos pelo Galo entre 1999 e 2002 e alegraram a Massa com gols, assistências e vitórias históricas.

Por duas vezes, o título do Brasileirão bateu na trave: em 1999, o alvinegro perdeu para o Corinthians na final; em 2001, foi eliminado na semifinal pelo São Caetano. Mesmo assim, os camisas 7 e 9 impactaram diferentes gerações e cativaram inúmeros fãs.

Nessa quarta-feira (3/6), a GaloTV H2bet inaugurou o novo estúdio na Arena MRV, tendo os ex-atacantes como convidados do Galo Cast.

Guilherme, que parou de jogar em 2005 e se tornou treinador de futebol em 2011, foi recentemente contratado para o cargo de coordenador técnico do Atlético.

Já Marques, aposentado dos gramados em 2010, exerceu diversas funções: deputado estadual em Minas Gerais de 2011 a 2015, comentarista esportivo com passagens por TV Alterosa e atualmente na Itatiaia, e diretor de futebol do Galo de 2018 a 2020.

Vitórias sobre o Cruzeiro eternizadas pela dupla do Galo

Entre várias histórias, a campanha do Brasileirão de 1999 não sai da mente das lendas atleticanas. À época, 22 equipes se enfrentaram em turno único, totalizando 21 rodadas.

Os oito mais bem colocados avançaram às quartas de final e se enfrentaram na série “melhor de três” nos mata-matas. O Galo terminou em 7º, com 33 pontos, e bateu de frente com o vice-líder Cruzeiro. A classificação veio com duas vitórias: 4 a 2 e 3 a 2.

“No penúltimo jogo da fase classificatória, tomamos 4 a 0 do Guarani fora de casa. Foi um atropelo, caiu o treinador (Darío Pereyra), assumiu o Humberto Ramos que era nosso diretor. Na última rodada, enfrentamos o Grêmio. Havia uma chance pequena de classificação, metemos 2 a 0 e nos classificamos. A combinação de resultados colocou o Cruzeiro na nossa frente. Começamos a ouvir algumas coisas do outro lado que serviram de combustível. Reunimos nossa turma e fomos para cima. Essa é uma das minhas melhores memórias pelo Atlético”, recordou Marques, autor de dois gols no triunfo atleticano por 4 a 2.

No Brasileirão de 1999, Guilherme terminou como artilheiro, com 28 gols. Quatro foram em cima do Cruzeiro, sendo dois em cada jogo. O ex-camisa 7 recordou as contribuições de Marques como “garçom”.

“Treinávamos na Vila Olímpica e havia uma salinha de fisioterapia abaixo da piscina. A gente conversava e falava sobre isso. ‘Olha, se eu estiver chegando mais forçado, tentarei cavar. Se chegar inteiro, levantarei a cabeça. Se for rápido, é bola no primeiro pau’”.

Guilherme, ídolo do Atlético

Guilherme e Marques estrearam estúdio da Galo TV - (foto: Paulo Henrique França / Atlético)

Guilherme e Marques estrearam estúdio da Galo TV na Arena MRV(foto: Paulo Henrique França / Atlético)

‘Seríamos campeões’

Marques revelou o que dizia a Guilherme antes das partidas. “Eu falava assim: se a bola for no fundo e eu levar para o pé direito, vou dar rápido no primeiro pau. Antecipa o zagueiro”. Essas jogadas combinadas levaram a equipe adiante na competição.

Depois de passar pelo Cruzeiro, o Atlético eliminou o Vitória na semifinal e encarou o Corinthians na decisão. O confronto foi equilibrado: o Galo ganhou o primeiro jogo por 3 a 2 (três gols de Guilherme), perdeu o segundo por 2 a 0 e empatou o terceiro por 0 a 0. O Timão levantou o troféu em razão da melhor campanha na fase classificatória.

O Galo sofreu uma baixa logo na primeira final, pois Marques sofreu uma lesão muscular no Mineirão. Nos confrontos subsequentes, o técnico Humberto Ramos escalou o reserva Curê e o meia Lincoln ao lado de Guilherme. Não foi a mesma coisa.

“O time do Corinthians era tecnicamente melhor, tinha sido campeão, respeito. Mas, na minha opinião, se o Marques tivesse jogado, seríamos campeões”.

Guilherme

Outro elenco bastante elogiado pela dupla foi o de 2001. “O meio-campo desse time tinha Djair, Valdo, Ramon e Gilberto Silva. Marques e eu jogávamos lá na frente”, destacou o camisa 7. “Para mim, o melhor Atlético em que joguei”, completou Marques.

O Galo foi o quarto na primeira fase do Brasileirão, superou o Grêmio nas quartas de final (3 a 0) e perdeu para o São Caetano de virada na semifinal (2 a 1) em partida marcada por um temporal no Estádio Anacleto Campanella.

Camisas especiais

Durante a entrevista, Guilherme e Marques receberam do diretor de comunicação do Atlético, Domênico Bhering, duas camisas personalizadas com o número 272. Trata-se da soma dos gols feitos por eles pelo Galo.

O camisa 7 contabilizou 139 gols em 205 partidas entre 1999 e 2003. Já o dono da 9 disputou 386 jogos e marcou 133 gols.

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