John Textor é afastado, e empresa pode ter que vender o Botafogo

John Textor é afastado, e empresa pode ter que vender o Botafogo

2 minutos 24/02/2026

O empresário norte-americano John Textor foi afastado de sua posição na diretoria da Eagle Football Holdings, grupo que administra a SAF do Botafogo. A informação foi oficializada nesta terça-feira (24/2) em um documento divulgado pelo jornal francês “L’Équipe”, embora a remoção tenha ocorrido ainda em 27 de janeiro.

A saída agrava uma crise financeira e de governança na holding. O afastamento acontece em meio a uma cobrança de dívida milionária e após o que o grupo descreveu como uma “tentativa de golpe” por parte de Textor. Ele teria tentado demitir outros diretores horas antes de sua própria remoção ser efetivada.

Cobrança milionária e perda de confiança

O estopim da crise é um empréstimo feito em 2022 para a compra do Lyon, da França. O fundo de investimentos norte-americano Ares Management iniciou a cobrança formal de 425 milhões de euros, o equivalente a R$ 2,58 bilhões. Desse total, Textor pagou apenas 175 milhões de euros (R$ 1,06 bilhão) com a venda de suas ações no Crystal Palace, da Inglaterra.

Agora, o Ares exige os 250 milhões de euros (R$ 1,51 bilhão) restantes e, segundo a agência de notícias “Bloomberg”, deu um prazo de apenas duas semanas para a quitação. O jornal “L’Équipe” reporta que o fundo “perdeu toda a esperança” de um acordo amigável e a confiança que ainda tinha no empresário, decidindo acionar uma cláusula contratual para a cobrança.

Botafogo no centro da disputa

A situação na Europa ameaça diretamente o futuro do Botafogo. O motivo é um empréstimo que Textor teria feito em nome do clube carioca com outro fundo, o Hutton Capital. Essa operação não foi aprovada pela DNCG, entidade que regula as finanças do futebol na França, onde a Eagle tem sua principal operação.

O fundo Ares classificou a manobra como uma “brecha contratual intolerável”. Por causa disso, o “L’Équipe” afirma que o Ares pode acionar a Justiça e o órgão regulador francês para forçar a Eagle a vender seus principais clubes e usar o dinheiro para saldar o débito.

Venda forçada no radar

Na prática, isso significa que Lyon, Botafogo e o clube belga Molenbeek podem ter seus controles acionários vendidos para que os valores sejam usados no pagamento da dívida. A medida drástica seria uma forma de o fundo Ares garantir o recebimento do valor emprestado a Textor em 2022.

Nos bastidores do Lyon, a transição de poder já é vista como algo próximo de acontecer. O fundo norte-americano estaria em contato direto com a atual presidente do time, Michele Kang, que também é diretora da Eagle, para alinhar os próximos passos de uma reestruturação financeira e administrativa.

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