Jornalistas veem contratações do Cruzeiro como ‘mico’ e ponderam sobre Pedrinho

Jornalistas veem contratações do Cruzeiro como ‘mico’ e ponderam sobre Pedrinho

4 minutos 26/12/2025

Jornalistas que participaram do Seleção SporTV desta sexta-feira (26/12) ranquearam algumas transferências do futebol brasileiro, incluindo as dos atacantes Gabigol e Dudu pelo Cruzeiro. Em consenso, o quarteto da bancada classificou como mico as movimentações do clube celeste e ponderou acerca de Pedro Lourenço, sócio majoritário da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) da Raposa.

Primeira a ser consultada pelo apresentador André Rizek, Ana Thaís Matos tratou Gabi e Dudu como decepções devido ao rendimento no Cruzeiro: “Dudu decepção. Teve a troca. Estou considerando o Dudu do Cruzeiro. Do Galo é reforço. Que loucura, né?! Gabi é decepção”.

De ‘decepção’ para ‘mico’

Alexandre Lozetti, posteriormente questionado, desceu ambas as contratações para a prateleira “mico”. O comentarista explicou que a classificação diz mais respeito à pessoa que liderou as transferências: Pedro Lourenço.

“O mico, para mim, é mais de quem contratou do que dos jogadores (Dudu, Gabi e David Luiz, aposta frustrada do Fortaleza), principalmente no caso do Cruzeiro. Claramente o dono, Pedro Lourenço, melhorou muito como dirigente ao longo da temporada. Ele começa péssimo, apenas se comportando como empresário do ramo de supermercados – não que os empresários se comportem mal, mas no futebol precisam agir como gestores de futebol. E ele melhorou muito ao longo da temporada. O mico é muito mais dele”

Alexandre Lozetti, comentarista do SporTV

André Rizek corroborou, questionando, também, o futuro do atacante: “O Gabigol, como bem me alertou Lozetti, tem até mais jogos que o Kaio Jorge (49 contra 46), mas tem bem menos minutos e menos gols (13 contra 26). Mas por que é mico? Porque é contratado como o grande nome do futebol brasileiro. E aí termina o ano perdendo o pênalti que teria dado ao Cruzeiro a vaga na final da Copa do Brasil. É um grande mico. Mico, inclusive, o que o Cruzeiro vai fazer com o Gabigol”.

Paulo Nunes, ex-jogador, pontuou que a aposta tinha riscos altos, já que o atacante não exibia regularidade há duas temporadas – as últimas pelo Flamengo.

‘Dudu é mico pior’

Na sequência, Lozetti deixou claro que a percepção é restrita ao desempenho do atleta na Raposa: “Isso não é um carimbo do jogador. O Gabigol é um jogador importantíssimo na história do futebol brasileiro, um dos maiores ídolos do time mais popular do país, autor de gol de título em Libertadores, Brasileiro e mais. Essa passagem Gabigol no Cruzeiro até agora é um mico. Ele pode virar titular, melhor amigo do Tite e fazer o gol que leve o Cruzeiro ao Mundial. Tudo pode acontecer, não parece que vai”.

Para o comentarista, “Dudu é mico maior ainda”: Porque jogou menos, pela forma com que saiu, por ter ido para o grande rival. O Gabriel, ok, terminou perdendo pênalti, mas era um reserva. Para mim, ficou muito claro. Quando o Leonardo Jardim assume e tira o protagonismo dos dois, mas o tratamento ainda é diferente. Nitidamente o clube se livra: ‘Olha, o Dudu a gente não quer mais’. Mas o Gabriel ficou ali ajudando, sendo útil, fez gol contra o Bahia, contra o Flamengo, garantiu pontos importantes ao Cruzeiro”.

Gabi e Dudu no Cruzeiro

Prestigiados, Gabi e Dudu chegaram juntos ao Cruzeiro, em janeiro de 2024 – com direito a festa de apresentação no Mineirão para mais de 40 mil torcedores. Ambos iniciaram a temporada como reservas, mas tudo mudou quando Leonardo Jardim assumiu a comissão técnica.

Dudu manifestou insatisfações e saiu

Sem a sequência esperada a partir da disputa do Campeonato Brasileiro, Dudu manifestou insatisfações publicamente e chegou a ser afastado. O clima para o atacante acabou na Toca da Raposa, e o clube mineiro oficializou a rescisão antecipada do contrato, o que gerou multa de cerca de R$ 15 milhões – o pagamento inicial era na casa dos R$ 60 milhões, mas o atleta aceitou a redução.

Nem uma semana depois, Dudu piorou a relação com a torcida celeste ao fechar com o arquirrival Atlético. Lá, demorou a engrenar, mas se tornou um dos titulares do técnico Jorge Sampaoli na reta final da temporada, alcançando a marca de 26 jogos, quatro gols e quatro assistências. No Cruzeiro, o atleta entrou em campo 17 vezes e balançou a rede em duas oportunidades.

Gabi permaneceu, mas não convenceu

Também na condição de reserva, Gabi agiu de forma diferente. Apesar de ter dito em alguns momentos que desejava mais minutos, o atacante abraçou o projeto e não tumultuou o ambiente – comportamento detalhado em várias ocasiões pelo então treinador e pelos dirigentes do Cruzeiro e reconhecido pela torcida, que sempre celebrou a presença do jogador.

Gabi atuou em 49 partidas com a camisa celeste, sendo 23 como titular, marcou 13 gols e distribuiu quatro assistências. A relação com os adeptos se estremeceu na última semana, quando o atacante perdeu pênalti decisivo na semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians.

A partir da contratação do técnico Tite, a seguinte pergunta ganhou espaço: Gabi, que tem contrato até o fim de 2028, permanecerá na Toca da Raposa? Ele mostrou compromisso com o clube mineiro em entrevista recente. No entanto, o Cruzeiro abriu conversas com o Santos para negociá-lo – inicialmente por empréstimo.

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