Mexicano vive Copas com mineiros nos EUA e explica conexão com o Atlético

Mexicano vive Copas com mineiros nos EUA e explica conexão com o Atlético

4 minutos 25/06/2026
Mexicano vive Copas com mineiros nos EUA e explica conexão com o Atlético
Mexicano vive Copas com mineiros nos EUA e explica conexão com o Atlético (Camisas de Atlético e Cruzeiro em bar nos Estados Unidos)

Nova Jersey – “O mexicano mais brasileiro da cidade!”. É dessa forma que Jonathan Alcalá se apresenta em meio às risadas e em frente ao bar brasileiro em que ele é gerente. O mais curioso é que o estabelecimento nos Estados Unidos tem donos mineiros e é frequentado por muitos ex-residentes de Minas Gerais. Este convívio influenciou o homem de 39 anos, que explicou a conexão com o Atlético e ainda falou sobre como é viver mais uma Copa do Mundo com brasileiros.

Na cidade de Long Branch, no estado de Nova Jersey, quando a porta do Buteco Sports Bar se abre, as conversas estão apenas em português ou espanhol. Isso porque o bar localizado na cidade cheia de imigrantes pertence a mineiros que deixaram o Brasil há anos e é gerenciado por um mexicano que já é quase brasileiro. Pelo menos é assim que Jonathan Alcalá brinca.

O No Ataque conversou com o mexicano de 39 anos que vive nos Estados Unidos há mais de duas décadas. “Cheguei aqui em 2004, trabalhei com um portugueses um tempinho, e conheci o povo brasileiro. Me identifiquei muito. Eles são iguais aos mexicanos: alegres, brincam, bebem, choram, sofrem… especialmente por futebol. E gostei da cultura. Eles me abraçaram muito bem. E comecei a trabalhar mais para o povo brasileiro. E hoje estou aqui: gerente de um bar brasileiro”, destacou, antes de completar a fala sobre as culturas parecidas.

Jonathan Alcalá, gerente mexicano de 39 anos - (foto: Pedro Bueno / No Ataque)

Jonathan Alcalá, gerente mexicano de 39 anos(foto: Pedro Bueno / No Ataque)

“Bastante semelhante. Nós parecemos demais, cara. Muito, muito, muito, muito. Só que vocês não têm medo de muita coisa. Vocês são pra frente, vocês não têm medo. Vão! Se não sabem, aprendem e se viram. Já nós, somos um pouquinho mais um pé para trás. Mas vocês têm esse dom”

Jonathan Alcalá, mexicano de 39 anos

Conexão com Minas Gerais e Atlético

Uma cidade com mineiros “demais”, como disse Jonathan Alcalá. Essa é Long Branch, munícipio com mais de 30 mil habitantes que se tornou uma colônia mineira nos Estados Unidos nas últimas décadas. E isso gera até brincadeiras entre torcedores do Atlético e do Cruzeiro.

“É uma briga com o povo de Tiros, São Gotardo, Carmo do Paranaíba [cidades do Alto Paranaíba, interior de Minas], Belo Horizonte… eu adoro isso, cara. Principalmente porque um torce para o Galo, outro torce para o Cruzeiro. Eu entro no meio, eu viro Galo, vou contra os cruzeirenses. No outro dia sou flamenguista. Eu entro na onda deles. É interessante”, disse o gerente do bar.

Mesmo ficando entre as discussões entre os rivais no estabelecimento – o qual conta com camisas autografadas de Cruzeiro e Atlético -, Jonathan contou que gosta do clube alvinegro por causa de um gênio: Ronaldinho Gaúcho, campeão da Copa Libertadores pelo Galo em 2013.

“Eu sou fã do Ronaldinho. Sempre gostei do Ronaldinho e seguia ele. Então, quando ele foi para o Flamengo, comprei a camisa do Flamengo. E depois foi para o Galo… gostei da torcida do Galo. É emocionante. Fiquei por lá. Virei parte do Galo agora”

Jonathan Alcalá, gerente de bar brasileiro nos EUA

Mais uma Copa do Mundo do mexicano com brasileiros

E o clima de Copa do Mundo, obviamente, estaria presente na conversa entre brasileiros e mexicanos. Jonathan até contou que é a quarta edição do Mundial que está trabalhando para brasileiros, e isso o agrada muito, até porque “o mundo está torcendo também para o Brasil”.

Bar brasileiro esportivo nos Estados Unidos - (foto: Pedro Bueno / No Ataque)

Bar brasileiro esportivo nos Estados Unidos(foto: Pedro Bueno / No Ataque)

Este carinho até o faz sonhar com um duelo entre México e a Seleção Brasileira. No entanto, ele não confia tanto nos mexicanos. Já no time pentacampeão, Jonathan demonstrou muita segurança e até aproveitou para mostrar um pouco do “sangue brasileiro” ao “cornetar” Carlo Ancelotti.

“Eu tava vendo… talvez México e Brasil se encontrem nas semifinais. Não acho que o México chega lá, mas o Brasil chega, com certeza. Estou torcendo. Muito feliz de ver o Brasil do jeito que tá. Eu acho que ainda tem mais potencial. Tem que deixar o Endrick jogar porque, por amor de Deus… (risos)”, concluiu o mexicano.

A notícia Mexicano vive Copas com mineiros nos EUA e explica conexão com o Atlético foi publicada primeiro no No Ataque por Pedro Bueno – Enviado aos EUA

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