Número preocupa jogadores do Atlético: ‘Isso machuca’

Número preocupa jogadores do Atlético: ‘Isso machuca’

3 minutos 23/02/2026

Um número evidencia o quão porosa está a defesa do Atlético em 2026. A equipe só não sofreu gols em um dos 12 jogos disputados no ano – o empate por 0 a 0 com o Tombense, no dia 18 de janeiro, na Arena MRV,pela terceira rodada do Campeonato Mineiro.

Neste domingo (22/2), por muito pouco o Galo não alcançou o segundo jogo sem ser vazado. Vencia o América por 1 a 0, com gol do atacante Dudu, em duelo pela partida de ida da semifinal do Estadual, mas levou o empate aos 47 minutos do segundo tempo, com gol do atacante Yarlen.

O tento foi o 15º sofrido pelo Atlético no ano – outro número que preocupa a equipe. Em conversa com o No Ataque e outros veículos de imprensa, três defensores da equipe reagiram ao número e ressaltaram a responsabilidade coletiva – que inclui também jogadores do ataque e do meio-campo, que também são “defensores” nos momentos sem a posse de bola.

O que disse Everson, goleiro do Atlético

“Não, se eu falar que (o problema se deve à) ausência do primeiro volante (o argentino Tomas Pérez foi contratado, mas ainda não estreou) vou estar sendo injusto. Só reparar nos gols que tomamos, principalmente de hoje, foi falta de posicionamento coletivo. Se estivéssemos coletivamente bem posicionados, não tomaríamos o gol. Foi um balanço de todo sistema, a bola estava na esquerda, a gente dividiu muito o campo, ficou muito aberto e espaçou o meio. No espaço do meio o América passou o jogador, conseguiu arrastar, serviu muito bem o ataque deles e finalizou muito bem.”

“Vêm acontecendo alguns erros coletivos, é do futebol. Nem todos os gols saem do meio, à frente da nossa área (espaço ocupado pelo primeiro volante). Tomamos alguns gols ali sim, mas hoje outros jogos o erro foi coletivo e a gente como grupo tem que melhorar para que possamos tomar menos gols e, consequentemente, vencer mais jogos”, finalizou.

O que disse Vitor Hugo, zagueiro do Atlético

“Para nós é difícil. Eu como defensor posso falar, é complicado. Mesmo no jogo que fizemos sete gols, tomamos dois (7 a 2 sobre o Itabirito). Eu não saí feliz daquele jogo, saí feliz pela vitória, mas não pelo geral, sabe? Se fosse quatro, cinco a zero, aí seria perfeito. Mas ficar sofrendo gol para para defensor, zagueiro, é sempre ruim”, iniciou.

“Mas não acho que o problema seja só a defesa, porque quando o time adversário tem a bola, até o nosso último atacante, o centroavante, é defensor também. Eles ajudam, a gente é um grupo e se ajuda lá dentro de campo, a linha da frente dos meias, dos pontas ajudam a gente também, defende todo mundo junto. E quando toma gol não é detalhe de um jogador, dificilmente é falha de um jogador individual. São problemas coletivos.”

“Trabalhando como coletivo a atenção do primeiro ao último minuto, vamos conseguir resolver esses problemas que estão tirando nossa alegria . Foram 12 jogos e 15 gols sofridos, isso dói, isso dói para mim, como zagueiro, dói, isso machuca e eu espero que a gente possa resolver o mais rápido possível”, finalizou

O que disse Natanael, lateral-direito do Atlético

“Sabemos que quando toma gol a responsabilidade vai muito para a linha defensiva, mas assim como para fazer gol, a gente precisa da construção lá de trás, para defender, a defesas começa com os atacantes, é um todo. Ninguém ninguém toma gol sozinho, ninguém faz gol sozinho.”

“Então temos que nos ajustarmos como equipe, sabemos que estamos nos cobrando ali, a nossa linha de quatro, linha de cinco quando joga, estamos buscando não tomarm gol. Neste jogo acabamos bem chateados, porque é um jogo que estava praticamente na nossa mão, faltando dois ou três minutos acabamos tomando gol, mas é trabalhar, evoluir. Agora é o momento de trabalhar, falar pouco e trabalhar. Essa é a verdade. Para que essas coisas não voltem a acontecer”, finalizou.

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