O ídolo de gigante espanhol que jogou quatro Copas do Mundo, mas fracassou no Atlético

O ídolo de gigante espanhol que jogou quatro Copas do Mundo, mas fracassou no Atlético

5 minutos 10/06/2026
O ídolo de gigante espanhol que jogou quatro Copas do Mundo, mas fracassou no Atlético
O ídolo de gigante espanhol que jogou quatro Copas do Mundo, mas fracassou no Atlético (Godín durante a disputa de pênaltis entre Atlético e Flamengo, pela Supercopa do Brasil de 2022)

Até hoje, muitos torcedores do Atlético se perguntam: o que explica a passagem tão ruim de Diego Godín no Atlético? Um dos zagueiros mais marcantes do século, o uruguaio se transformou em ídolo de um gigante espanhol e jogou quatro Copas do Mundo, mas não entregou nem de perto o esperado enquanto representou o Galo.

Revelado pelo Cerro, do Uruguai, em 2003, Godín se destacou por Nacional-URU e Villarreal-ESP até ser comprado pelo Atlético de Madrid-ESP. Os Colchoneros toparam pagar 8 milhões de euros para contar com o uruguaio a partir agosto de 2010 – cerca de R$ 19 milhões na cotação da época.

Entre 2010 e 2019, o defensor disputou nove temporadas pelo Atlético de Madrid, tendo contribuído com 27 gols e 11 assistências em 389 partidas. Com o clube, foram oito taças na galeria de troféus de Godín – sendo o Campeonato Espanhol de 2013/2014 a mais relevante delas.

Os títulos de Godín com o Atlético de Madrid

  • Supercopa Europeia: 2010, 2012 e 2018
  • Liga Europa: 2011/2012 e 2017/2018
  • Campeonato Espanhol: 2013/2014
  • Taça da Espanha: 2012/2013
  • Supercopa da Espanha: 2014

Um guerreiro dentro de campo

Godín se notabilizou entre os fãs do futebol principalmente pelo ótimo senso de posicionamento que demonstrou nas grandes noites com o Atlético de Madrid. Com boa leitura tática, antecipava jogadas sem a necessidade de percorrer grandes distâncias para impedir iniciativas adversárias.

Foi também um representante da tradicional “garra charrua” uruguaia, demonstrando valentia e espírito de sacrifício em momentos de dificuldade. A potência no jogo aéreo era outra característica importante de Godín, que empilhava cortes nos jogos dos Colchoneros e não raramente contribuía com gols quando subia ao ataque – os números falam por si.

Quatro Copas do Mundo no currículo

Ao longo da carreira, Godín foi figura constante na Seleção Uruguaia. Ao todo, considerando também amistosos, o zagueiro disputou impressionantes 161 jogos com a Celeste, tendo contribuído com oito gols e duas assistências.

Com o país natal, Godín teve como ponto alto da trajetória a conquista da Copa América de 2011, por meio de final vencida sobre o Paraguai. Ele também fez 16 partidas de Copa do Mundo com a Seleção Uruguaia, alcançando como melhor campanha as semifinais na edição de 2010.

Mas foi em 24 de junho de 2014, na Arena das Dunas, em Natal, o momento de maior êxtase para Godín com a Celeste. Em duelo pela terceira rodada do Grupo D da Copa do Mundo, o Uruguai precisava vencer a Itália para se classificar na chave que teve uma surpreendente Costa Rica como líder.

Aos 35 minutos do segundo tempo daquela partida, depois de cobrança de escanteio, o zagueiro do Atlético de Madrid apareceu em meio à defesa adversária e, com o ombro esquerdo, marcou um dos gols mais comemorados da história do futebol uruguaio. Relembre o lance no player a seguir.

Quatro dias depois, no entanto, a Seleção Uruguaia viria a ser eliminada nas oitavas de final com derrota para a Colômbia, por 2 a 0. O confronto sul-americano foi disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 28 de junho.

O acerto com o Atlético

Depois de vender o paraguaio Junior Alonso ao futebol russo, após a mágica temporada de 2021, o Atlético buscava outra referência para o sistema defensivo. Àquela altura, America-MEX e Valencia-ESP eram outros interessados na contratação de Godín, que defendia o Cagliari-ITA.

O jogador decidiu voltar à América do Sul e foi seduzido pelo projeto do Galo, apresentado pelo então diretor de futebol Rodrigo Caetano. O anúncio da contratação ocorreu em 12 de janeiro de 2022, dias depois de o clube mineiro anunciar as chegadas dos atacantes Ademir e Fábio Gomes.

Erros, críticas e fim rápido

Sob muitas expectativas da torcida, a passagem de Godín pelo Atlético ficou bem abaixo do esperado. O uruguaio fez apenas nove jogos pelo Galo e teve de lidar com erros, críticas e um fim rápido – ainda que tenha conquistado o Campeonato Mineiro e a Supercopa do Brasil naquele ano.

No pouco tempo em que esteve em Belo Horizonte, o uruguaio recebeu comentários negativos principalmente acerca de sua velocidade em campo. Ele cometeu falhas importantes em lances capitais e ficou mais marcado por esses erros do que pelo gol de cabeça que marcou contra o Patrocinense, logo na estreia pelo Atlético, em duelo do Campeonato Mineiro.

Depois de uma falha do zagueiro em um clássico contra o América pela fase de grupos da Copa Libertadores daquele ano, inclusive, Godín viu as redes sociais serem invadidas por torcedores do Galo. A enxurrada de críticas foi motivo de publicação do clube nas redes sociais.

“Sobre as ofensas publicadas por “torcedores” nas contas pessoais do atleta Godín, registradas desde a noite de ontem, o Atlético informa que repudia essas manifestações desrespeitosas e que não poupará esforços para defender seu atleta. Esse tipo de mensagem não combina com a verdadeira Massa Atleticana, tampouco com o futebol moderno e com o espírito de civilidade, paz e respeito que o Clube defende e quer ver reinar nos estádios e entre torcedores. Torcer pelo Galo é, acima de tudo, torcer por quem veste a nossa camisa, sem perder o respeito jamais! Estamos juntos e fechados com você, Godin!”

Atlético nas redes sociais após falha de Godín

Pouco a pouco, também pelo retorno de Junior Alonso ao Atlético em 14 de março daquele ano, Godín perdeu espaço no clube mineiro. Em junho de 2022, as partes firmaram rescisão contratual, principalmente por um pedido do zagueiro – que queria manter um bom ritmo para a disputa da Copa do Mundo do Catar com a Seleção Uruguaia.

Godín ainda passaria por Vélez Sarsfield-ARG e Porongos-URU antes de encerrar a carreira, em 2024. Definitivamente, como um jogador de brilhante trajetória dentro das quatro linhas, mas que não deixou saudades aos torcedores do Galo.

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A notícia O ídolo de gigante espanhol que jogou quatro Copas do Mundo, mas fracassou no Atlético foi publicada primeiro no No Ataque por Lucas Bretas

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