Organizada do Cruzeiro explica reunião na Toca: ‘Saída de Tite e atuações de jogadores’

Organizada do Cruzeiro explica reunião na Toca: ‘Saída de Tite e atuações de jogadores’

4 minutos 27/02/2026

O Cruzeiro abriu as portas da Toca da Raposa 2, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (27/2), para integrantes da Máfia Azul. Depois de reunião com o técnico Tite, o diretor de futebol Bruno Spindel e alguns jogadores, a organizada explicou os objetivos da visita e detalhou os tópicos conversados.

Conforme nota, o objetivo inicial da Máfia Azul era ‘pedir a saída do técnico Tite e de sua comissão técnica’ – mas ouviu que o grupo está satisfeito – e cobrar ‘as atuações de alguns jogadores que estão abaixo da média e do que a camisa exige’. Para ter a oportunidade de conversar ‘olho no olho’, a organizada solicitou o encontro e evitou protesto.

O comunicado detalha que os integrantes ‘cobraram atitudes’, ‘raça’ e lembraram o ano passado, quando o Cruzeiro deixou ‘escapar títulos por detalhes’. Dessa vez, garantiram, ‘não aceitarão ficar no “quase”’. Como resposta, ouviram que os jogadores estão ‘100% fechados com o treinador e prometeram uma mudança de postura e melhores resultados’.

Por fim, a Máfia Azul argumentou que ‘não há espaço para desculpas’: ‘O elenco é forte, os salários estão em dia e a estrutura é de primeiro mundo’.

Reunião na Toca da Raposa 2

As partes se ouviram durante cerca de uma hora e meia em troca tida como sadia. Representaram o clube celeste Bruno Spindel, diretor executivo de futebol, Tite, técnico, e seis jogadores: o goleiro Cássio, o zagueiro Fabrício Bruno, os volantes Lucas Silva e Lucas Romero, o meio-campista Matheus Pereira e o atacante Kaio Jorge.

Na ocasião, os torcedores da Máfia Azul expuseram a líderes do clube insatisfações acerca do início de temporada – em termos de resultados e atuações.

Nota na íntegra da Máfia Azul

“Cobrança por mudança urgente.

Hoje estivemos presentes na Toca da Raposa 2 com o objetivo, primeiramente, de pedir a saída do técnico Tite e de sua comissão técnica. Também cobramos as atuações de alguns jogadores do elenco em 2026 que estão abaixo da média e do que a camisa exige.

Entendemos que não seria válido fazer protesto na porta do CT. Nosso intuito foi conversar, olho no olho, e entender o que está acontecendo. Os jogadores afirmaram estar 100% fechados com o treinador e prometeram uma mudança de postura e melhores resultados.

Cobramos atitude e lembramos o exemplo do ano passado, quando deixamos escapar títulos por detalhes. Em 2026, não aceitaremos mais ficar no “quase”. Essa camisa é pesada, tem história e precisa ser honrada dentro de campo.

Pedimos raça para vestir nossas cores e deixamos claro que a indignação não é só nossa, mas de toda a Nação.

Reforçamos que continuaremos apoiando, como sempre fizemos. Mas queremos resposta imediata. O elenco é forte, os salários estão em dia e a estrutura é de primeiro mundo. Não há espaço para desculpas.

A Máfia Azul estará, como sempre esteve, nas arquibancadas. Mas que 2026 seja diferente, a MÁFIA AZUL NÃO QUER MÍDIA, QUEREMOS FUTEBOL!

SOMOS CRUZEIRO, o sentimento de todo cruzeirense também é o nosso“.

O início de ano do Cruzeiro

A bronca dos torcedores se deve aos resultados e à atuação do Cruzeiro no início da temporada, principalmente no Campeonato Brasileiro.

No Campeonato Mineiro, o clube estrelado colecionou placares amargos, incluindo derrota para o Atlético, mas se recuperou na reta final da primeira fase – não à toa, a encerrou com a melhor campanha. Na semifinal, a Raposa abriu vantagem ao vencer o Pouso Alegre por 2 a 1. O confronto de volta será neste sábado (28/2), às 18h30, no Mineirão. Qualquer vitória ou empate bastam para o Cruzeiro voltar a jogar a final do Estadual.

No Campeonato Brasileiro, a Raposa ainda não sabe o que é vencer. Foram duas derrotas (para Botafogo e Coritiba) e dois empates (com Mirassol e Corinthians). Os resultados deram ao Cruzeiro apenas dois pontos e a azeda 19ª posição na tabela de classificação.

Nos dois últimos jogos em casa, Tite, tido por parte da torcida como um dos culpados pelo momento, ouviu xingamentos e gritos de adeus. O treinador acumula seis vitórias, dois empates e cinco derrotas, o que configura aproveitamento de 51,2%.

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