Oscar Schmidt quis ser jogador de futebol e ‘virou a casaca’ entre arquirrivais

Oscar Schmidt quis ser jogador de futebol e ‘virou a casaca’ entre arquirrivais

3 minutos 17/04/2026
Oscar Schmidt quis ser jogador de futebol e ‘virou a casaca’ entre arquirrivais
Oscar Schmidt quis ser jogador de futebol e ‘virou a casaca’ entre arquirrivais (Oscar Schmidt em ação pelo Corinthians)

Lenda do basquete brasileiro e mundial, Oscar Schmidt nutriu afeto por quatro times de futebol diferentes ao longo da vida.

Nascido em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no interior de São Paulo, em 1958, Oscar se encantou pelo Santos ainda menino graças a outra lenda do esporte – Pelé, que defendeu o alvinegro praiano de 1956 a 1974. A principal lembrança dele com o ícone do futebol foi a Copa do Mundo de 1970, na qual o Brasil, protagonizado pelo camisa 10, conquistou o tricampeonato.

“Nossa Senhora, a primeira transmissão a cores para o Brasil e a Seleção ganhar. Aquele título para mim é o maior de todos os tempos que o Brasil teve. Ver Pelé, o cara me arrepia só de pensar. Eu tinha 12 anos na época, nem vi na minha casa porque a gente não tinha televisão. Fomos ver na casa de um amigo e vimos a cores. A televisão a cores era um negócio assim de outro planeta. Você ver as imagens com cor, como ‘fantasma’, mas você nem ligava para o fantasma, você via a imagem com cor”, disse Oscar ao Uol, em 2017.

Ao mesmo tempo, Schmidt nutria afeto pelo Fluminense, clube preferido dele no futebol de botão. Quando criança, inclusive, o nordestino gostava mais de futebol do que de basquete: “Eu não gostava de basquete, gostava de futebol. Eu jogo de centroavante, quero que o time me passe a bola para eu fazer gol”, disse à RedeTV, em 2022.

“Eu queria ser jogador de futebol, mas não ia dar certo”

Oscar Schmidt ao Uol, em 2017

Como Oscar Schmidt ‘virou a casaca’

Aos 38 anos, Oscar decidiu deixar de torcer pelo Santos para torcer pelo Corinthians. Ele atuou pelo time de basquete do Parque São Jorge entre 1995 e 1997, onde viveu o auge da carreira de clubes e conquistou a idolatria da torcida.

“Não vou esquecer nunca! Joguei bem, o time ganhou e foi um dos grandes títulos que ganhei na minha carreira. […] Foi o Campeonato Brasileiro que me fez virar a casaca. Eu torcia pelo Santos e virei a casaca.”

Oscar Schmidt ao ge, em 2022

Outro clube afetivo para Oscar foi o Palmeiras, onde iniciou a carreira no basquete, brilhou pela primeira vez e conquistou a primeira convocação para a Seleção Brasileira. O potiguar ainda atuou por outra equipe de basquete que também é reconhecida pelo futebol – o Flamengo.

Oscar Schmidt

Oscar Schmidt morreu no final da tarde desta sexta-feira (17/4), aos 68 anos, após sofrer parada cardiorrespiratória em São Paulo. Ele chegou ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) já sem vida.

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, o ex-atleta de 2,05m é considerado um dos maiores jogadores de basquete brasileiros de todos os tempos e brilhou por diferentes clubes e, em especial, pela Seleção Brasileira.

Entre outras conquistas, ele ganhou o bronze no Campeonato Mundial de 1978, nas Filipinas, o ouro no Pan de Indianápolis (1987), o bronze no Pan de San Juan (1979), três ouros em Sul-Americanos (1977, 1983 e 1985) e dois vices na competição (1979 e 1981).

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