Pedro Daniel revela quanto o Atlético pagou em juros em 2025

Pedro Daniel revela quanto o Atlético pagou em juros em 2025

3 minutos 03/02/2026

A situação financeira do Atlético não é confortável. O clube trabalha para quitar as dívidas e desafogar o caixa. A solução está encaminhada, visto que um aporte de R$ 500 milhões deve ser feito para atacar o déficit. Pedro Daniel, CEO do Galo, detalhou as finanças e revelou quanto foi pago de juros no último ano. Ele deixou claro os motivos pelos quais o aporte é necessário.

“De maneira operacional, o Atlético consegue ser sustentável. É possível a gente ter uma operação sustentável com a realidade atual. O ponto é que a gente tem um passivo elevado, uma dívida elevada e estamos falando de taxa de juros muito elevada, 15% de Selic. Nós pagamos mais de 200 milhões de juros nesse último ano. São 200 milhões que deixam de ser utilizados na nossa operação”, falou o CEO em entrevista à Galo TV.

Quando publicou o balanço de 2024, em maio do ano passado, o Atlético citou o valor de R$ 1,369 bilhão. Esse montante, na verdade, estaria na ordem de R$ 1,7 bilhão a R$ 1,8 bilhão se forem desconsiderados contas a receber, títulos mobiliários e depósitos judiciais.

O clube planeja fazer um aporte de R$ 500 milhões até março deste ano para quitar a dívida milionária.

“Quando a gente fala do aporte, a gente precisa atacar esse passivo que nos onera. Ela vai crescendo muito rápido porque ela tem juros elevado. O aporte é basicamente para atacar ela, para que a gente pague menos juros e que a gente possa ter uma operação mais saudável”, disse.

“A gente está assim numa numa discussão bem avançada. É necessário para o atendimento daquilo que a gente desenhou. É possível continuar como está? É, mas talvez não seja a maneira mais eficiente e não é o que a gente quer. Então por isso esse movimento, essa estruturação”

Pedro Daniel, CEO do Atlético

Faturamento

O CEO ainda revelou que o clube faturou, em 2025, valor perto dos R$ 800 milhões. Pedro Daniel ponderou, contudo, os altos gastos do Galo, com salários e outras despesas internas. Segundo ele, a inflação dificultou as finanças.

“O clube cresceu muito em receita. Provavelmente vamos fechar o ano de 2025 próximos de R$ 800 milhões em faturamento. É uma empresa relevante, com faturamento elevado. O ponto é que houve um movimento inflacionário no futebol. Os salários ficam mais caros, o mercado ficou mais caro, então ficou mais caro também ser competitivo. Não necessariamente esse crescimento foi na proporção das receitas. Para eu continuar sendo competitivo, eu vou ter que arriscar um pouco mais”, pontuou.

Por fim, o dirigente ressaltou o alto investimento feito nos últimos anos e demonstrou otimismo em relação ao fechamento de contas a partir de 2026.

“Aumentamos investimento, fizemos altos investimentos nos últimos cinco anos. Fomos top-3 em investimentos nesse período para ser competitivo, mas a taxa de juros mudou. Como consequência, vêm os juros que eu falei, e você precisa honrar os compromissos. O aporte vem para auxiliar nesse ponto. A dívida cresceu, mas a receita também cresceu. Estou confiante que, com aporte e ajustes operacionais, vamos ter um futuro interessante para o Galo em médio prazo”

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