Início » Por que Paulinho, do Palmeiras, se machuca tanto?


Paulinho, do Palmeiras, voltou a sofrer com problemas físicos. Nesta sexta-feira (28/8), o clube informou que o atacante teve uma lesão no tendão do músculo adutor longo da perna direita durante um treinamento. O problema ocorreu na fase final da recuperação de um problema no músculo adutor da coxa direita, do qual ele estava prestes a se recuperar.
O novo episódio reacendeu uma pergunta recorrente desde a chegada do jogador ao Palmeiras: por que Paulinho se machuca tanto?
A resposta, porém, não é simples. O histórico recente do atacante reúne lesões de naturezas diferentes, incluindo fraturas por estresse na perna direita e problemas musculares. Além disso, o próprio departamento médico do Palmeiras afirma que a atual lesão não tem relação direta com a fratura que levou o jogador a passar por duas cirurgias.

O período mais complicado da carreira de Paulinho em relação a problemas físicos começou ainda no Atlético. Segundo Pedro Pontin, coordenador médico do Palmeiras, o atacante chegou ao clube em 2025 após ter sido diagnosticado com uma reação de estresse na tíbia e, posteriormente, uma fratura por estresse. Paulinho havia atuado na temporada anterior com muitas limitações.
Antes disso, o histórico do jogador já registrava uma lesão grave no joelho. Paulinho sofreu uma ruptura do ligamento cruzado em 2020, que o deixou afastado por 316 dias. O registro também aponta uma fratura no braço em 2018 e outros períodos menores de afastamento.
A sequência mais pesada, entretanto, ocorreu entre 2024 e 2025. A primeira cirurgia na perna direita foi realizada quando Paulinho ainda defendia o Atlético. Depois da transferência para o Palmeiras, o atacante voltou a sentir dores e precisou passar por um novo procedimento.
Em junho de 2025, Pedro Pontin explicou que o clube havia planejado o tratamento da lesão óssea em conjunto com o departamento médico anterior. Segundo o médico, a cicatrização inicial ocorreu dentro do período esperado, de três a quatro meses, mas Paulinho voltou a sentir dores quando passou a ser novamente exposto a treinos e jogos.
O próprio Paulinho revelou, em 2026, que sofreu uma refratura no local em 2025, antes da Copa do Mundo de Clubes. Mesmo sabendo da necessidade de uma nova cirurgia depois da competição, o atacante pediu para disputar o torneio e acabou sendo decisivo para o Palmeiras na campanha nos Estados Unidos.

A segunda cirurgia teve como objetivo aumentar a estabilidade do osso. Segundo Pedro Pontin, o procedimento envolveu a fixação com um implante e a utilização de enxerto ósseo do próprio atleta. O médico explicou que a intenção era oferecer ao osso estabilidade suficiente para suportar novamente as cargas de treinos e jogos.
O processo de recuperação foi longo. Em março de 2026, o Palmeiras informou que Paulinho havia iniciado o recondicionamento físico depois da cicatrização da cirurgia. Na ocasião, Pontin ressaltou que a recuperação era mais prolongada do que a de uma lesão muscular comum e que o retorno precisava ocorrer com controle de carga e progressão de acordo com a evolução clínica.
Em abril, o clube voltou a explicar que Paulinho já treinava com o elenco, mas ainda passava por aumento progressivo da carga. Pontin afirmou que o Palmeiras avaliava diariamente eventuais incômodos e a resposta do jogador ao esforço. O médico também destacou que o período prolongado de inatividade exigia momentos maiores de recuperação e controle dos sintomas.
É neste ponto que está uma das explicações dadas pelo próprio Palmeiras. Após o retorno definitivo aos jogos, Paulinho teve uma sequência limitada de minutos. O clube adotou controle de carga justamente porque o atacante havia passado longo período afastado.
Segundo levantamento do ge, Paulinho havia perdido 87 partidas do Palmeiras por problemas físicos até o início de agosto. O número não inclui jogos nos quais ele estava fisicamente disponível, mas foi preservado por causa do controle de carga. Desde a contratação, em janeiro de 2025, o atacante disputou apenas 25 partidas.
A literatura médica também ajuda a explicar por que o retorno ao futebol profissional exige cuidado depois de uma lesão muscular. Um consenso publicado em 2025 sobre lesões do adutor longo em jogadores profissionais de futebol aponta que a decisão de retorno deve considerar critérios clínicos, funcionais e de desempenho, incluindo dor, flexibilidade, exames de imagem, força, qualidade dos movimentos e desempenho em situações semelhantes às de uma partida.
A literatura esportiva já relacionava, anteriormente, a redução da força de adução do quadril a um maior risco de lesões na região da virilha em jogadores de futebol. Um consenso publicado no British Journal of Sports Medicine também destaca que lesões nessa região apresentam taxas relevantes de recorrência.
A sequência de 2026 ilustra justamente essa dificuldade.
Depois de voltar aos jogos em maio, Paulinho foi utilizado inicialmente por poucos minutos. Conforme relatado pelo próprio jogador, o planejamento previa aumento gradual da carga. Em julho, ele já havia ampliado sua participação e chegou a ser titular contra o Atlético, pela primeira vez em 441 dias. Na partida, sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo.
Na sequência, surgiu outro problema. Paulinho sentiu dores no músculo adutor da coxa direita, passou por exames e teve constatada uma lesão muscular. O episódio o tirou dos jogos contra Fortaleza, Vitória e outros compromissos do Palmeiras.
Em 10 de agosto, o técnico Abel Ferreira afirmou que a lesão muscular não tinha relação com as fraturas anteriores. O treinador também disse que o longo período sem jogar poderia ocasionar o surgimento de problemas físicos durante a retomada.
Na avaliação de Abel, a vontade de Paulinho de voltar a jogar também pesou no episódio muscular. O técnico afirmou que o atacante queria mostrar seu valor e justificar o investimento feito pelo Palmeiras, mas classificou o problema como muscular e separado das antigas fraturas.
Quando parecia próximo de retornar, Paulinho sofreu mais um problema.
O Palmeiras informou nesta sexta-feira (28/8) que o atacante lesionou o tendão do músculo adutor longo da perna direita durante o treino de quinta-feira (27/8). O clube ressaltou que se trata de uma nova ocorrência, sem relação direta com a cirurgia realizada na perna direita em 2025.
Pedro Pontin voltou a explicar a situação. Segundo o coordenador médico, Paulinho estava evoluindo bem e já se aproximava do retorno quando sofreu a nova lesão durante a fase final da recuperação.
O médico afirmou que situações desse tipo podem ocorrer depois de períodos longos de afastamento, quando o atleta volta a ser progressivamente exposto às exigências específicas do futebol, como força, velocidade e intensidade. Pontin também disse que Paulinho cumpriu o trabalho proposto pelo clube e que a recuperação da cirurgia na perna está completa.
A declaração é importante porque estabelece uma distinção feita pelo próprio departamento médico: a fratura que afastou Paulinho por quase um ano é considerada recuperada pelo Palmeiras; os problemas musculares que surgiram posteriormente são tratados como ocorrências diferentes.
Não é possível apontar uma única causa médica para a sequência de lesões de Paulinho.
O que existe é um histórico objetivo de problemas físicos importantes. O jogador sofreu uma lesão ligamentar grave no início da carreira, passou por problemas ósseos recentes, teve duas cirurgias na perna direita, ficou longos períodos afastado e, depois do retorno, apresentou episódios musculares e uma entorse no tornozelo.
O Palmeiras, por sua vez, relaciona parte da dificuldade atual ao processo de retorno após um período prolongado de inatividade. O clube adotou controle progressivo de carga durante a recuperação e afirma que a cirurgia na perna direita está consolidada. A nova lesão do adutor longo, segundo Pedro Pontin, ocorreu justamente quando Paulinho estava sendo novamente exposto às demandas de força, velocidade e intensidade do futebol.
O que os dados mostram é uma combinação de histórico de lesões relevantes, longo tempo de afastamento e um processo de retorno que exige progressão de carga. A nova lesão muscular é mais um capítulo desse processo, mas o Palmeiras sustenta que ela não representa uma falha na recuperação da fratura da perna direita.
*Texto produzido com auxílio de inteligência artificial
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