Início » Reforços ‘exóticos’ e estilo de jogo: jornalista destrincha rival do Atlético


Com apenas 15 anos de existência e somente quatro vitórias internacionais no currículo, a Academia Puerto Cabello quer surpreender no Grupo B da Copa Sul-Americana de 2026. Foi o que garantiu o jornalista venezuelano Hermes Bermúdez, que analisou o primeiro adversário do Atlético na competição continental, em entrevista ao No Ataque nessa terça-feira (7/4).
Fundada em 2011, a Academia Puerto Cabello é uma instituição de bom poderio financeiro quando comparada aos rivais venezuelanos e se notabilizou nos últimos anos também por contratações “exóticas”, segundo Bermúdez. No mercado, “Los Guerreros del Fortín” investiram em jogadores da Seleção Venezuelana e estrangeiros das nacionalidades mais distintas.
O elenco dirigido por Eduardo Saragó conta, por exemplo, com os uruguaios Gerónimo Bortagaray (zagueiro) e Pablo Lima (meio-campista), o panamenho Jiovany Ramos (zagueiro), o sérvio Stefan Obradović (zagueiro), o angolano Giovani Bamba (meio-campista), o português João Barros (atacante) e o nigeriano Musa Isah (meio-campista).
“Apesar de não ser muito conhecido na América do Sul pela idade, é um time que está fazendo nome na Venezuela. Claro, com suas polêmicas, com situações extradesportivas. Mas o clube consegue contratar uma grande quantidade de jogadores, faz contratações exóticas e incomuns para o futebol venezuelano. Muitos estrangeiros. Só equipes com poder fazem isso. Isso só aconteceu pelo poderio econômico, porque são jogadores de nome”, iniciou Bermúdez ao No Ataque.
“O projeto da Puerto Cabello em médio/longo prazo é ser campeão aqui. Por isso, traz este tanto de jogadores, jogadores internacionais, e tem um treinador bastante peculiar como Eduardo Saragó. Ele é muito conhecido por aqui. Foi campeão com o Deportivo Lara, com o Deportivo Táchira e, desde o ano passado, assumiu o projeto de levar a Academia a competir – não somente no torneio local mas deixando boas impressões internacionais”, prosseguiu.
À reportagem, Bermúdez descreveu a Puerto Cabello como uma equipe de alternâncias táticas, mas predominantemente reativa e perigosa nos contra-ataques. Como fragilidade, um ponto que pode ser favorável ao Atlético: diante de adversários mais fechados, os Guerreros del Fortín costumam apresentar sérios problemas de criatividade, segundo o jornalista.
“O estilo de jogo é muito variado. Saragó é um treinador que varia o esquema conforme a partida. Jogou o último jogo com 4-4-2, usando variações. No clássico anterior, usou 3-4-3, espelhando o rival. Por isso, é bastante variado. Ele se aproveita de jogadores rápidos, como Gerardo Padrón, que é seu jogador emblemático, formado em casa. Repatriaram em 2025. Aproveitam da velocidade dos extremos, dos atacantes, da boa técnica que tem os jogadores”, analisou.
“É um time que não tem muito a bola e gosta de causar danos pelas beiradas. É mais reativo, sim. Não é uma equipe que gera tanto jogo, mas ataca e é precisa. Se você analisa pouco a pouco, é muito parecido (com o Atlético). Tem bons laterais, bons extremos, de boa técnica. Um treinador que sabe variar o time, porque tem possibilidades para escolher”, acrescentou.
“A Academia tem dificuldades, mesmo tendo a bola, de não saber o que fazer com ela às vezes. Tem a bola, mas não gera jogo. É o que falta a eles. Têm a bola, mas não sabem o que fazer. Custam a buscar espaços quando o rival está mais fechado. Não são jogadas tão trabalhadas. E não vem passando um bom momento, mas sim irregular. Isso também é uma prova de fogo para medir como está a Puerto Cabello em nível internacional”, pontuou.
Em seguida, Bermúdez destacou o desafio da Academia Puerto Cabello em contrariar o retrospecto ruim da maioria dos clubes venezuelanos em competições internacionais. O objetivo é claro: alcançar o mata-mata da Sul-Americana – o que já representaria feito histórico para a instituição.
“Já são alguns anos seguidos em torneios internacionais. Agora, com este grupo, sinto que, internamente, o clube busca esse golpe de mesa: ‘Estamos aqui, buscamos mostrar que podemos tirar pontos dos adversários’. A Academia tem um grupo interessante, relativamente acessível – com todo respeito ao Cienciano-PER e ao Juventud-URU. Creio que este grupo está para ver quem classifica em segundo”, opinou.
“A Academia tem que tirar a vantagem de se fazer forte como mandante. Ano passado, foram quatro pontos em nove. Tirou pontos do clube que acabou sendo campeão, que foi o Lanús, e teve uma goleada histórica contra o Vasco. Nem o mais otimista em Puerto Cabello imaginava este resultado”, encerrou Bermúdez ao No Ataque.
A partir das 23h desta quarta-feira (8/4), o Atlético visitará a Academia Puerto Cabello de Luis Casiani no Estádio Misael Delgado, em Valência, na Venezuela. O jogo será disputado pela primeira rodada do Grupo B da Sul-Americana.
A chave também conta com o Juventud e o Cienciano. Vice-campeão em 2025, o Atlético volta a sonhar com o título continental em 2026.
A notícia Reforços ‘exóticos’ e estilo de jogo: jornalista destrincha rival do Atlético foi publicada primeiro no No Ataque por Lucas Bretas

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