Roberto Gaúcho revela maior salário no Cruzeiro: ‘Não fiquei milionário’

Roberto Gaúcho revela maior salário no Cruzeiro: ‘Não fiquei milionário’

3 minutos 10/03/2026
Roberto Gaúcho revela maior salário no Cruzeiro: ‘Não fiquei milionário’
Roberto Gaúcho revela maior salário no Cruzeiro: ‘Não fiquei milionário’ (Roberto Gaúcho em ação pelo Cruzeiro contra o Colo-Colo, do Chile, na Supercopa Libertadores de 1995)

Responsável por fazer gols e dar assistências em jogos decisivos do Cruzeiro na década de 1990, Roberto Gaúcho diz não ter ficado milionário no futebol. O ex-ponta-esquerda explicou que a política de salários elevados teve início a partir dos anos 2000, quando ele já havia encerrado a carreira por causa de lesões nos joelhos.

“Hoje os caras jogam pouco e ganham muito. Na nossa geração não se ganhava muito. Dava para comprar as coisas, mas ninguém ficou milionário. O Renato (Gaúcho) só está milionário porque virou treinador. O Dida foi para o Milan”, iniciou, em entrevista exclusiva ao No Ataque.

Apesar de não ter juntado tanto dinheiro na carreira, Roberto vive de forma confortável em Joinville, no interior de Santa Catarina. O antigo camisa 11 do Cruzeiro atribuiu as conquistas pessoais ao apoio da esposa. “Graças a Deus ela sempre foi uma mulher abençoada”.

Maior salário no Cruzeiro

Roberto Gaúcho revelou que seu maior salário no Cruzeiro foi de R$ 40 mil, em 1997, quando tinha 29 anos. No ano anterior, ele havia se destacado na final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras: deu uma assistência no jogo de ida, no Mineirão (empate por 1 a 1), e marcou um gol na partida de volta, no Palestra Itália (vitória por 2 a 1).

“Meu maior salário no Cruzeiro foi no último ano, em 1997. Acho que eram R$ 25 mil na carteira e R$ 15 mil por fora. Se colocar para hoje, não seria ruim não”.

Roberto Gaúcho

Corrigido pelo IPCA, o valor de R$ 40 mil em 1997 corresponderia a mais de R$ 200 mil em 2026. Além da remuneração mensal, os jogadores recebiam “luvas” – um bônus financeiro no ato da assinatura do contrato.

“O Zezé (Perrella, ex-presidente do Cruzeiro) dava R$ 100 mil, R$ 200 mil, dependia do jogador. Para fazer contrato de um ano era uma guerra. Hoje, os caras fazem contrato de quatro anos e sentam em cima”.

Roberto Gaúcho, ídolo do Cruzeiro, em entrevista aos jornalistas Rafael Arruda e Sofia Cunha, do No Ataque - (foto: Leandro Couri/EM D.A Press)

Roberto Gaúcho, ídolo do Cruzeiro, em entrevista aos jornalistas Rafael Arruda e Sofia Cunha, do No Ataque(foto: Leandro Couri/EM D.A Press)

Propostas

Em cinco anos no Cruzeiro, Gaúcho disputou 224 jogos, marcou 54 gols e conquistou 10 títulos. No auge, recebeu propostas de clubes do exterior que poderiam garantir a independência financeira. Contudo, optou por permanecer na Toca porque gostava de vestir a camisa estrelada.

“Quando fomos campeões contra o Palmeiras, o Kashima Antlers, do Japão, quis me contratar. O advogado do Zico veio na minha casa, mas eu não quis ir embora do Cruzeiro. Jogava por amor”.

“Não quis ir embora, foi um erro meu, mas não me arrependo. Também recebi ofertas de Flamengo, Corinthians e do Werder Bremen, da Alemanha. Falei para o Léo Rabelo, meu empresário: ‘estou bem no Cruzeiro, quero ficar mais um ou dois anos’. Depois acabei estourando o joelho”.

Roberto Gaúcho

E se houvesse um “Pedrinho” naquela época?

Desde 2009, o Cruzeiro tem o empresário Pedro Lourenço como mecenas. Em 2024, o dono dos Supermercados BH comprou 90% das ações da SAF celeste e não poupou esforços para montar um time competitivo.

A movimentação mais ousada do Cruzeiro na gestão de Pedrinho foi a compra do meio-campista Gerson por 27 milhões de euros – o montante pode chegar a 30 milhões (R$ 180 milhões).

Pelo protagonismo que assumiu na Raposa na década de 1990, Roberto Gaúcho brincou ao dizer que ganharia de Pedrinho metade das lojas do Supermercados BH.

“O Pedrinho é um apaixonado pelo Cruzeiro. Um cara fantástico. Se eu tivesse um Pedrinho quando jogava, ele ia me dar metade do BH de presente pelos gols que fazia. Ia me abraçar e me beijar todo jogo”.

Assista à resposta de Roberto Gaúcho

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