Início » Três ídolos do Cruzeiro marcaram época no futebol, mas nunca foram para Copa


Três dos maiores ídolos do Cruzeiro estão numa prateleira amarga do futebol brasileiro. O goleiro Fábio e os meias Alex e Dirceu Lopes são sempre colocados entre os grandes jogadores da história do país, mas nunca disputaram uma Copa do Mundo.
Nesse trio, há um jogador de cada geração. Dirceu poderia ter ido aos Mundiais de 1966, 1970 e 1974, só que não integrou nenhum convocação. O único torneio que o craque disputou pela Seleção Brasileira foi a Copa América de 1975.
Dirceu terminou a carreira como o segundo maior artilheiro da história do Cruzeiro (220 gols) e com o status de maior camisa 10 da história celeste. Ele atuou profissionalmente de 1963 a 1977, sendo eleito o melhor meia do Campeonato Brasileiro em três edições.
O ídolo celeste venceu o prêmio Bola de Prata em 1970, 1971 e 1973 e ganhou a Bola de Ouro de 1971 de forma retroativa, em cerimônia no ano de 2013. Ele levantou nove taças do Campeonato Mineiro nessa época e foi um dos destaques do Cruzeiro na Taça Brasil de 1966, quando o time foi campeão nacional em cima do Santos de Pelé.
A principal oportunidade de Dirceu na Seleção teria sido na Copa de 1970. O meia fez parte de todo o ciclo pré-Mundial, mas perdeu espaço na polêmica troca de técnicos meses antes do torneio. Com a saída de João Saldanha e a entrada de Zagallo, o jogador do Cruzeiro perdeu espaço e ficou fora do elenco tricampeão.
Nessa época, a Raposa emplacou convocados em quatro Copas seguidas: o meia-atacante Tostão (1966 e 1970), o volante Wilson Piazza (1970 e 1974), o zagueiro Fontana (1970) e o lateral-direito Nelinho (1974 e 1978).
Outros jogadores do Cruzeiro tinham expectativas de serem convocados nesse período e não foram. É o caso do goleiro Raul Plassmann, do volante Zé Carlos e do centroavante Palhinha. Todos eram considerados jogadores de elite à época.

A situação de Alex é parecida com a de Dirceu, pois envolve sonho frustrado em um título mundial. O meia jogou de 1995 a 2014, período em que poderia ter disputado ao menos as Copas de 1998, 2002, 2006 e 2010.
Na primeira dessa sequência, ainda não era chamado. Alex começou a ser convocado para a Seleção logo após o Mundial da França, quando tinha 23 anos.
Em 2002, ficou fora do elenco pentacampeão no torneio disputado na Coreia do Sul e no Japão. Alex tinha confiança de que seria chamado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, com quem foi multicampeão no Palmeiras. Na lista final, porém, Felipão optou por meias como Ricardinho e Kaká.
Além da preferência de Felipão, pesou contra Alex momento turbulento vivido na época. Entre 2000 e 2002, o meia trocou diversas vezes de time, até se estabelecer no Cruzeiro após a Copa.
Em 2006 e 2010, quando era destaque do Fenerbahçe, da Turquia, Alex também não foi lembrado pelos treinadores seguintes.
Alex encerrou a carreira com 49 jogos e 12 gols pelo Brasil. Ele vestiu a camisa da Seleção entre 1998 e 2006 e venceu as Copas América de 1999 e 2004.
O camisa 10 ainda disputou as Copas das Confederações de 1999 e 2003, a Copa América de 2001 e a Olimpíada de 2000 pela Amarelinha.

Companheiro de Alex em dois dos torneios citados, Fábio é quem tem a pior situação entre os três ídolos celestes. O goleiro, hoje no Fluminense, nunca estreou com a camisa da Seleção.
Quando jogava no Vasco (2000 – 2004), Fábio foi convocado para a Copa das Confederações de 2003 e a Copa América de 2004. Ele foi reserva de Dida e Júlio César nas competições.
Pelo Cruzeiro, o jogador também conseguiu algumas convocações entre 2006 e 2011, mas nunca foi acionado. Mesmo no auge, entre 2009 e 2018, quando venceu títulos e chegou em grandes finais, Fábio foi preterido por atletas diferentes.
Com quase 46 anos, Fábio tem idade para ter disputado as Copas de 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, 2022 e 2026. Sua ausência foi debatida principalmente nos Mundiais da África do Sul, do Brasil e da Rússia.
Depois de defender o Cruzeiro entre 2005 e 2021, Fábio se transferiu ao Fluminense e caiu nas graças da torcida tricolor. Lá, além de ganhar novos e inéditos títulos, como a Copa Libertadores de 2023, o goleiro se tornou o jogador de futebol com mais partidas na história. Ele ainda quebrou recordes de longevidade em diferentes competições.
Entre os atletas que nunca atuaram pela Seleção, Fábio é o com a carreira de maior destaque. Mesmo sem ter estreado pelo Brasil, o goleiro é campeão, pois integrou o elenco vencedor da Copa América de 2004.
Fábio também venceu três Copas do Brasil, três Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores, uma Copa Mercosul e uma Recopa Sul-Americana por Vasco, Cruzeiro e Fluminense.
Preparador de goleiros da Seleção desde 2014, o tetracampeão Taffarel já demonstrou publicamente ter preferência por outros nomes da posição. Ele revelou isso em 2018 e voltou a comentar na segunda-feira (18/5), em entrevista ao No Ataque.
Declaração de 2018: “Tinham goleiros mais preparados (que Fábio) no momento. Isso não quer dizer que não seja bom, mas de repente vive momento em que outro jogador da posição está um passo à frente. Não vejo que isso faça com que o jogador caia, que não seja bom jogador. Infelizmente, acontece. Às vezes a gente não quer falar francamente, não quer ser muito sincero, mas acho que tem goleiros melhores do que ele no momento, mais bem preparados.”
Declaração de 2026: “O Fábio não (foi chamado) porque está em outro nível de idade, mas não de qualidade. Vem jogando muito bem, fico muito feliz com isso porque é uma coisa muito rara um jogador com essa idade jogar com essa performance. A Seleção aqui é outra coisa. Acho que ele não estava esperançoso porque não estava na lista larga, mas não tira o nível que ele tem jogado.”
A notícia Três ídolos do Cruzeiro marcaram época no futebol, mas nunca foram para Copa foi publicada primeiro no No Ataque por João Victor Pena

Artur Jorge tem chegada adiada ao Cruzeiro, e presença em jogo é incerta (Artur Jorge, treinador, tem acordo verbal para assumir o Cruzeiro) Até esta sexta-feira (20/3), o Cruzeiro trabalhava com ...

Cássio e Gomes jogaram juntos no PSV (foto: Divulgação/Cruzeiro) O goleiro Gomes, ídolo do Cruzeiro, foi companheiro de Cássio, atual camisa 1 da Raposa, no PSV, da Holanda, em 2008. Àquela ...

Kaio Jorge, do Cruzeiro, provoca jogador do Atlético: ‘Calma, meu garoto’ (Kaio Jorge foi artilheiro do Campeonato Mineiro, com sete gols) Autor do gol que garantiu a taça, o atacante ...
