‘Treta’ na Série A termina com empurra-empurra e atacante expulso por ‘Lei Vini Jr.’

‘Treta’ na Série A termina com empurra-empurra e atacante expulso por ‘Lei Vini Jr.’

3 minutos 16/08/2026
‘Treta’ na Série A termina com empurra-empurra e atacante expulso por ‘Lei Vini Jr.’
‘Treta’ na Série A termina com empurra-empurra e atacante expulso por ‘Lei Vini Jr.’ (Arthur Cabral em ação contra o Vitória)

O fim do jogo entre Vitória e Botafogo, neste domingo (16/8), no Barradão, teve confusão no gramado. O atacante Arthur Cabral, do time carioca, foi expulso após discutir (e tapar a boca) com Jair Ventura, técnico da equipe baiana, nos acréscimos da partida, que se encerrou com vitória do Leão, por 1 a 0.

Após Santi Rodríguez, do Botafogo, tentar lançar uma bola e mandar para fora, Jair Ventura, em tom irônico, pulou na tentativa de “alcançar” o lançamento e chegou a simular uma cabeçada.

A atitude provocou a reação dos jogadores dos dois times e rapidamente deu início a um empurra-empurra. Jogadores das duas equipes se aproximaram para discutir, enquanto seguranças precisaram entrar no gramado para separar os envolvidos e impedir que a confusão aumentasse.

Arthur Cabral é expulso após discussão

Depois que o tumulto foi controlado, Arthur Cabral se envolveu em uma discussão direta com Jair Ventura.

O atacante se aproximou do treinador, o puxou pelo ombro e falou algo com a mão na boca. Na sequência, recebeu cartão vermelho.

A expulsão ocorreu já após o apito final e está relacionada a uma das novas interpretações das regras adotadas após a Copa do Mundo: a chamada “Lei Vini Jr.”.

A determinação prevê punição para jogadores que se aproximem de adversários ou integrantes da comissão técnica para provocar, confrontar ou iniciar uma discussão de maneira deliberada, especialmente quando a ação ocorre com o intuito de dificultar a identificação do que foi dito.

Veja o momento:

O que diz a nova regra?

A medida faz parte do novo pacote de regras implementado pela Fifa para a Copa do Mundo de 2026.

A determinação prevê expulsão direta para jogadores que cubram a boca com a mão, braço ou até mesmo com a camisa durante confrontos, reclamações ou discussões com adversários e árbitros.

O objetivo é impedir que possíveis ofensas, especialmente insultos racistas ou discriminatórios, sejam ocultadas das câmeras e das ferramentas de leitura labial utilizadas em investigações disciplinares.

A regra não se aplica a conversas normais entre companheiros de equipe nem a orientações táticas em campo. O foco está em situações de conflito ou confrontação.

Medida surgiu depois de caso de racismo contra Vini Júnior

A nova orientação ganhou força após a repercussão de um episódio envolvendo Vinícius Júnior na Champions League.

Na ocasião, durante partida entre Real Madrid-ESP e Benfica-POR, o brasileiro denunciou ter sido vítima de racismo após marcar o gol da vitória espanhola no Estádio da Luz.

Segundo o relato de Vinícius, o meia-atacante argentino Gianluca Prestianni teria utilizado uma expressão racista durante uma discussão em campo. Imagens da transmissão mostraram o jogador argentino cobrindo a boca com a camisa enquanto falava com o brasileiro.

O episódio levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo da Uefa e interromper a partida por cerca de dez minutos.

A repercussão internacional fez com que ex-jogadores e integrantes do Painel da Voz dos Jogadores da Fifa passassem a defender mudanças mais rígidas para situações semelhantes.

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