Início » Vasco vira sobre Fluminense de forma emocionante e segue invicto com Renato


Igor Siqueira – O Vasco conseguiu uma virada espetacular, por 3 a 2, no clássico desta quarta-feira (18/3), contra o Fluminense, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
O jogo marcou o reencontro de Renato Gaúcho, agora no Vasco, com o Fluminense.
O Fluminense chegou a abrir 2 a 0, com Canobbio (aos 53 segundos de jogo) e Hércules. Mas o Vasco reagiu com Nuno Moreira, Spinelli e Thiago Mendes. A virada veio nos acréscimos do segundo tempo.
Com o resultado, o Fluminense perdeu a chance de colar em Palmeiras e São Paulo, que estão empatados na ponta do Brasileirão. O Fluminense parou nos 12 pontos, ficando três atrás dos líderes.
Já o Vasco chegou a oito pontos, conseguindo mais gordura na tentativa de aumentar a diferença em relação à zona de rebaixamento.
Na próxima rodada, o Fluminense recebe o Atlético-MG, novamente no Maracanã, sábado, às 18h30. Já o Vasco pega o Grêmio, domingo, em São Januário, às 16h.
A torcida do Vasco foi ampla maioria entre os 26 mil pagantes. Mas se frustrou rápido.
Uma jogada de ataque, e gol. O Fluminense precisou de 53 segundos para abrir o placar sobre o Vasco e já mostrar a que veio. O enredo do jogo ficou condicionado pelo lance relâmpago no setor direito que resultou na finalização certeira de Canobbio.
O olhar vascaíno para o cenário logo identificou o vilão: Hugo Moura, que recuou mal de cabeça e ligou a jogada para Lucho Acosta construir e dar assistência ao uruguaio na área. A torcida do Vasco passou a aumentar paulatinamente as vaias a cada toque de bola do volante.
O Fluminense estava muito mais organizado. Com a vantagem, engatilhou várias subidas em velocidade ao ataque. E sem medo de chutar. John Kennedy e Martinelli levaram perigo em chutes de longe.
O Fluminense chegou a ter um gol anulado, que seria de Lucho Acosta, de cabeça (!). Mas houve impedimento na origem da jogada aos 24 minutos do primeiro tempo, e o VAR confirmou a decisão de campo.
O Vasco teve muita dificuldade com a bola no pé. Parecia que os jogadores estavam dominando uma batata quente -e, não, o gramado não estava um “batatal”, como o auxiliar palmeirense João Martins referiu-se a São Januário.
Andrés Gómez tentou carregar o time sozinho, com dribles e velocidade. Mas as finalizações não foram das melhores. Renato fez o colombiano inverter de lado com Nuno Moreira, mas isso pouco influenciou no cenário do jogo na etapa inicial. Quem estava mal também era o lateral-direito Paulo Henrique.
Renato Gaúcho mais uma vez ouviu o sentimento da arquibancada. Sacou Paulo Henrique e Hugo Moura logo no intervalo. Ele fizeram algo semelhante na estreia, contra o Palmeiras, depois que Lucas Piton foi vaiado no primeiro tempo em São Januário.
A saída de Hugo Moura ainda representou uma mudança tática, já que Rojas, um meia mais criativo, foi o substituto.
No Fluminense, a mudança foi a saída de Martinelli, que reclamou de dores durante a etapa inicial. Otávio, então, entrou.
A resposta do Fluminense foi para reforçar o grau de entrosamento do time. Toques de bola rápido na construção na entrada da área, e um chutaço colocado por Hércules no ângulo de Léo Jardim. Cinema. 2 a 0, aos oito minutos do segundo tempo.
Mas o filme ainda tinha muito enredo. A torcida do Vasco acordou cinco minutos depois, quando Nuno Moreira aproveitou a sobra do cruzamento na entrada da área e acertou o canto de Fábio. Explosão da maioria e um fio de esperança ativado no Maracanã.
As trocas seguintes também refletiram o momento do jogo. Zubeldía tirou Acosta e John Kennedy, com dores, para colocar Ganso e Castillo. Tentativa clara de melhorar a bola aérea e, ao mesmo tempo, controlar mais a posse.
Renato Gaúcho, simultaneamente, tirou David e Andrés Gómez, o que gerou estranhamento da torcida e revolta do colombiano, que chegou ao banco de reservas arremessando copos de água no chão. No lance imediatamente seguinte, o Fluminense acertou o travessão após escanteio.
O jogo estava vivíssimo. Tanto que Renato ainda tentou aumentar a presença de área sacando Nuno Moreira e colocando Brenner. O jogo aéreo do Vasco rendeu até um choque forte de cabeça entre Spinelli e Castillo, que rendeu curativos, sangue e atendimento médico.
Mas não é que dessa cabeça machucada do argentino do Vasco que saiu o gol de empate, já aos 42 minutos do segundo tempo? Um desfecho com tom épico para um empate em um clássico muito dinâmico no Maracanã.
Já seria espetacular. Mas Thiago Mendes, de cabeça, tratou de virar o jogo e recompensar os vascaínos, que conseguem a segunda vitória de virada em três jogos sob o comando de Renato Gaúcho.
Léo Jardim, Paulo Henrique (Puma Rodríguez), Saldívia, Robert Renan e Cuiabano; Hugo Moura (Rojas), Thiago Mendes e Tchê Tchê; Nuno Moreira (Brenner), Andrés Gómez (Adson) e David (Spinelli). Técnico: Renato Gaúcho
Fábio, Samuel Xavier (Guga), Ignácio, Jemmes e Renê; Martinelli (Otávio), Hércules e Lucho Acosta (Ganso); Savarino (Serna), Canobbio e John Kennedy (Castillo). Técnico: Luís Zubeldía.
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