Zagueiro equatoriano dispara após pancadaria em jogo no Brasil: ‘Quase nos mataram”

Zagueiro equatoriano dispara após pancadaria em jogo no Brasil: ‘Quase nos mataram”

5 minutos 21/08/2026
Zagueiro equatoriano dispara após pancadaria em jogo no Brasil: ‘Quase nos mataram”
Zagueiro equatoriano dispara após pancadaria em jogo no Brasil: ‘Quase nos mataram” (Botafogo x Cienciano foi marcado por briga generalizada após o fim do jogo)

O zagueiro equatoriano Kevin Becerra, do Cienciano, fez fortes declarações após o duelo de volta contra o Botafogo no Nilton Santos na noite dessa quinta-feira (20/8). Em entrevista pós-jogo, o jogador falou sobre a briga protagonizada pelos atletas do Glorioso e o técnico argentino Horacio Melgarejo.

Kevin Becerra criticou o comportamento dos jogadores botafoguenses e da segurança do estádio. Ainda, apontou o “motivo” da revolta adversária e ressaltou que apenas o Cienciano seria prejudicado com a confusão. 

“É uma vergonha o que aconteceu porque quase nos mataram. A gente estava sozinho, não havia seguranças, não havia nada. Os seguranças que tinham que nos proteger… E não, enlouqueceram, na verdade. Ficaram bravos pelos gols que fizemos lá, é compreensível, mas nós temos que ser mais inteligentes, porque eles já estavam eliminados e nós vamos continuar jogando, e ter um jogador expulso nesta fase é muito complicado”, disse o camisa 3. 

O zagueiro voltou a criticar a segurança do Nilton Santos e fez analogia à guerra para descrever a vulnerabilidade da equipe do Cienciano na situação pós-jogo. 

“Os seguranças que tinham que nos proteger estavam nos batendo. São coisas a corrigir e já sabemos que da próxima vez temos que levar a nossa própria segurança, porque fomos à guerra sem armas, sem nada”

Kevin Becerra, zagueiro do Cienciano

Kevin Becerra alegou que o descontentamento dos jogadores do Botafogo se arrastaram desde o jogo de ida, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, no Peru, na semana passada. Na ocasião, a equipe do Cienciano aplicou uma goleada histórica no Glorioso por 6 a 1, com quatro gols ainda no primeiro tempo. 

O zagueiro saiu em defesa do técnico, que foi o principal alvo de Alex Telles e Marçal. Os botafoguenses partiram para cima de Horacio Melgarejo com agressividade e encurralaram o treinador em uma placa de patrocinador. O argentino foi protegido por seus jogadores e os policiais do Bepe (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios) precisaram ser acionados. 

“A provocação vem de lá (jogo de ida). Já houve um desentendimento no túnel em Cusco. Eles já estavam bravos de lá, diziam que o nosso banco estava debochando. Agora, o professor (Horacio Melgarejo) não disse nada e foram encarar ele, mas ele estava tranquilo. Eu ouvi e ele não disse nada. Mas um foi cumprimentá-lo e deu um soco nele. Esse sim tem que ser punido”, disse Kevin Becerra. 

“Nós sabemos como é o professor, mas ele melhorou depois da punição e nós, como jogadores, valorizamos essa mudança dele. Mas não dá, né? Nós não podíamos sair dando soco em todo mundo porque os mais prejudicados seríamos nós…”

Kevin Becerra, zagueiro do Cienciano

Provocações no jogo de ida

No jogo de ida, Horacio Melgarejo “provocou” o Botafogo em entrevista pós-jogo. A fala do treinador foi entendida como “deboche” e “falta de respeito” por parte de jogadores do Botafogo. 

“Podem me perguntar o que quiserem, menos por que não fizemos mais gols (risos)”, disse o argentino após o 6 a 1. 

Após a briga do jogo de volta, Alex Telles, capitão do Botafogo, revelou o motivo da briga, defendeu sua postura e criticou o treinador do Cienciano.

“Cara, o futebol é jogado dentro das quatro linhas. Eles tiveram méritos, fizeram um grande jogo lá no Peru, e a gente não foi eficaz aqui, apesar de ter criado. Mas há coisas que passam pelo futebol e que requerem respeito. Pelas declarações que ele teve lá, acho que foi muito infeliz. 

Então, a gente só quis cobrar esse respeito na nossa casa, porque não admite esse tipo de coisa. Obviamente, depois que a gente não conseguiu o resultado, a cabeça fica um pouco quente. E, quando a confusão começa, é difícil de travar um pouco ali. Mas a gente estava na nossa casa e só exige respeito, porque acho que ele foi muito infeliz por ser um líder de uma equipe, por ser um cara experiente. Acho que ele desrespeitou o Botafogo, e a gente não vai aceitar isso.

Acho que ele falou com uma soberba muito grande, sendo que tinha o segundo jogo. Falou que não era para perguntar para ele por que não fizeram mais gols na gente lá e que ele não estava preocupado com o jogo da próxima semana, sabendo que a gente tinha um jogo na nossa casa. 

E aqui nós somos homens, a gente tinha como reverter esse resultado. Não tinha nada ganho. Quando a gente fez 5 a 0 no Peñarol aqui, por exemplo, foi lá jogar contra o Peñarol com humildade. Não falamos nada, fomos com respeito, porque sabemos que o Peñarol é uma grande equipe. Então, eu me vi do outro lado da situação e achei que foi desrespeitoso. Como eu falei, a gente não vai aceitar nenhum desrespeito com o nosso grupo, principalmente com o Botafogo. Por isso que a gente defendeu a nossa casa.”

Situação do Botafogo

Com o resultado do jogo de volta (1 a 0 para o Botafogo), o time carioca foi eliminado nas oitavas de final da Copa Sul-Americana pelo placar agregado de 6 a 2. Agora, o Glorioso disputa apenas o Campeonato Brasileiro – é o 11º colocado com 30 pontos. 

A notícia Zagueiro equatoriano dispara após pancadaria em jogo no Brasil: ‘Quase nos mataram” foi publicada primeiro no No Ataque por Malu Moura



Fonte

Conteúdos que podem te interessar...